O MITO DA PESSOA CERTA

Quando a gente é criança (principalmente sendo “menina”), escuta mil histórias de amor, romances épicos, contos de fada. Começa a ser desenhado em nossa mente o “mito da pessoa certa”.

Já na adolescência, aparecem os ídolos de cinema, novelas, bandas e etc. É ali que a vida começa a te mostrar que a coisa não é bem assim. Aquele paquerinha da escola, que parecia ser perfeito, ficou com você e com todas as meninas da sala. Apesar disso, você ainda tem esperanças, pois você sabe de várias histórias de amores de escola que ficaram juntos a vida toda. Você ainda acha que as exceções são regras.
Depois vem a faculdade. Você está curtindo, experimentando, mas… não aparece ninguém realmente legal. Por mais que você não confesse isso para ninguém, no fundo, você ainda está esperando aquela pessoa meio “diferente” é que vai ser a “tampa da sua panela”. Se você foi hétero, por exemplo, esse poderá ser o pai dos seus filhos: trabalhador, honesto, honrado, bem-sucedido, carinhoso, romântico, entre outras mil qualidades.
Você pode até ser diferente dessa pessoa que está sendo descrita, mas certamente você conhece alguma amiga que se encaixa no perfil. Esse é o “lugar comum” de muitas mulheres.
Podem até ter acontecido namoros longos, curtos, romances, mas… O tempo está passando e ninguém se encaixou no perfil da sua pessoa certa.
Mas o que seria essa “pessoa certa”?

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Horizontes

Uma vez me perguntaram: “o que você mais gosta de fazer?”
Eu era jovem, na faixa dos vinte e poucos anos e talvez tenha respondido que era descobrir o mundo ou alguma dessas coisas que sempre respondi por falta de resposta melhor. O interessante é que uma coisa acontece com a gente que transforma nossa mente e nossa visão de mundo, muito parecido com uma feitiçaria mas tão importante que todo ser humano deve experimentar sem moderação: envelhecer. Não falo de SER VELHO, ou SER RETRÓGRADO, mas envelhecer rumo a algum amadurecimento, entendimento e aperfeiçoamento da nossa interpretação de mundo. O que eu diria hoje se me perguntassem “o que você mais gosta de fazer?”, ora, sem dúvida alguma eu responderia: estar do lado de minha mulher.

É interessante como passamos a vida e não damos valor às pequenas coisas. Sabe aqueles segundos de uma brisa batendo no rosto, o cheiro de uma comida caseira ou o som de passos antes de abrirem a porta e te darem um “boa noite” depois de um dia pesado de trabalho? Eu falo dessas pequenas coisas. E falo de coisas mais sutis como passar a mão pelos cabelos, deitados na cama e olhando para o teto só saboreando a respiração um do outro. Ou então olhar de relance para ela de cá do banco do carona e sentir um leve sorriso de felicidade desenhando nos seus lábios ou até perceber que ela te olha, também e te admira. São essas pequenas coisas que talvez possam ser o alicerce de uma longa relação, isso na minha opinião.

Outro dia eu estava debruçado sobre ela e senti seus batimentos. Foi numa cama de hospital e ela tinha acabado de passar por uma cirurgia de emergência. Me deixou preocupado, sem sono e dava pra sentir o calafrio na espinha quando se é colocado contra a parede pela vida nesse momento. Um conjunto de informações pós cirurgia e a dificuldade para separar notícias boas de ruins mas o alívio na frase do doutor: “correu tudo bem”. Dias em recuperação e vontade de desligar o mundo e só funcionar somente eu e ela. Às vezes sentava do seu lado e olhava admirado em seu sono e dizia pra mim o quanto eu tive sorte nessa vida. Nada do que passei de decepções amorosas, tristezas, fracassos teve mais significado depois de um beijo no Rio Vermelho à noite, assim pensei. Nunca estive tão certo. Nunca senti tanto por alguém como eu sinto por minha mulher. Sinto tudo e muito intensamente, diga-se de passagem. Uma onde de energia bilhões de vezes maior do que eu que me absorveu desde o primeiro dia e me fez perder o sentido de mim mesmo me tornando tão próximo à ela ao ponto de sermos um outro ser, juntos, funcionando em completa sincronia.

As sessões de quimioterapia começarão essa semana e estamos muito confiantes e sem alarmes e com uma boa percepção dos médicos que já nos avisaram que o pior já passou. É uma medida preventiva para que não se manifestem mais nenhuma forma noiva dentro de seu organismo. Chorei muito no início e um enorme desespero, confesso brotou em mim. O medo de perdê-la é algo que nunca senti por ninguém na vida, nem mesmo pelo meu pai. Me vi falando só: “não posso te perder”. E não vou. Não vou, mesmo. Faremos a quimioterapia juntos, disse a ela. Sua saúde é a minha saúde e farei o impossível se necessário para ficarmos juntos.

Hoje eu paro e vejo o horizonte que pretendemos alcançar: casamento, filhos, trabalho… nada mudou desde nossos planos iniciais. Eles só amadureceram com nossa experiência, nossos obstáculos e nossos aprendizados. Está tudo bem, como disse os médicos. Momentos como esse nos dão perspectiva  e sabemos onde queremos chegar. Nada vai nos impedir.

Esse texto eu dedico à mulher que eu escolhi para viver ao meu lado e dedicar minha vida. Eu amo você, Paula Dultra.

Por Roddolfo Carvalho
Foto: Bia Dultra

Nosso Mundo a Dois – A vida de casal pode ser mais incrível do que vc pensa!

Dois amigos que já se admiravam, mas se enxergaram e decidiram viver uma história de amor. Esse pode ser até um resumo de nossa história, mas tem muito mais por aí.

Quando começamos a namorar, sempre ponderamos sobre o nível de exposição que queríamos ter. Achamos que a inveja e o “olho grosso” alheio poderia estragar nossa relação. Só que, com o passar do tempo, nossa conexão foi tão forte que vimos que nada disso poderia nos impedir de passar o resto da vida juntos.

Como gostamos de redes sociais, achamos por bem não deixar que qualquer opinião nos impedisse de fazer o que queríamos: tirar fotos, postar os registros das coisas que gostamos.

Em dezembro de 2017, nascia o instablog Mundo a Dois. Nele, passamos a mostrar que é sim possível levar uma vida de casal divertida, com companheirismo, amigos por perto e cheia de cultura. (mais…)

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