O MITO DA PESSOA CERTA

Quando a gente é criança (principalmente sendo “menina”), escuta mil histórias de amor, romances épicos, contos de fada. Começa a ser desenhado em nossa mente o “mito da pessoa certa”.

Já na adolescência, aparecem os ídolos de cinema, novelas, bandas e etc. É ali que a vida começa a te mostrar que a coisa não é bem assim. Aquele paquerinha da escola, que parecia ser perfeito, ficou com você e com todas as meninas da sala. Apesar disso, você ainda tem esperanças, pois você sabe de várias histórias de amores de escola que ficaram juntos a vida toda. Você ainda acha que as exceções são regras.
Depois vem a faculdade. Você está curtindo, experimentando, mas… não aparece ninguém realmente legal. Por mais que você não confesse isso para ninguém, no fundo, você ainda está esperando aquela pessoa meio “diferente” é que vai ser a “tampa da sua panela”. Se você foi hétero, por exemplo, esse poderá ser o pai dos seus filhos: trabalhador, honesto, honrado, bem-sucedido, carinhoso, romântico, entre outras mil qualidades.
Você pode até ser diferente dessa pessoa que está sendo descrita, mas certamente você conhece alguma amiga que se encaixa no perfil. Esse é o “lugar comum” de muitas mulheres.
Podem até ter acontecido namoros longos, curtos, romances, mas… O tempo está passando e ninguém se encaixou no perfil da sua pessoa certa.
Mas o que seria essa “pessoa certa”?

É uma pessoa “rica”? Que more em uma mansão?
Ou que já fez mil faculdades e um doutorado?
Ou é uma(a) intelectual, que sabe tudo?
Até que ponto este modelo de pessoa te complementa? Te inspira? Te emociona? Será que ela vai estar do seu lado no momento que você mais precisa?
A pessoa que vai ser a certa para você pode não seguir um padrão. Ela não vai estar em uma caixinha, dentro da prateleira de supermercado.
Pode ser que para ser certa para você, ela precise de sua participação.
Pode ser que ela seja totalmente diferente dos padrões estabelecidos pela sociedade desde a nossa infância.
O meu (Paula) certo, por exemplo, é assim: geminiano, fala pelos cotovelos; é gordo; não é doutor, mas é artista, gosta exatamente das mesmas coisas que eu, tem uma gargalha estranha; é amigo das minhas amigas; adora ficção científica e me faz sorrir todos os dias. Ele era meu amigo por muito tempo antes de se tornar meu amor.

Por isso te falo: olhe para os lados e desconstrua os contos de fada em sua cabeça. A pessoa que se encaixará com o que está destinado para pode já estar por ai.

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