Salvador Fest promoveu pool party neste sábado e prolongou os dias de festa

O som ficou por conta da banda Forró do Tico e Nata do Samba. O evento levou a assinatura da cerveja SKOL

Na tarde de ontem, 22, aconteceu a Pool Party do Salvador Fest. A festa foi uma prévia de um dos eventos mais esperados do calendário baiano no período que antecede o verão. A cerveja SKOL, patrocinadora máster do Salvador Fest, também esteve presente na pool party, que levou ao hotel Iara Beach, em Itapuã, uma série de artistas e convidados para curtirem o pré-evento.

A 12º edição do Salvador Fest acontece hoje, 23, a partir das 12h, no Parque de Exposições. A cerveja Skol é a parceira mais antiga do evento e este ano vai prestar uma homenagem, por meio de um dos principais ícones da festa – a camisa colorida.

Nesta edição, o Salvador Fest vai reunir mais de 20 atrações de axé, pagode, funk, samba, arrocha, forró e sertanejo. Entre os nomes mais esperados estão Ferrugem, Anitta, Safadão, Parangolé e Léo Santana. No show do Parangolé, com a ajuda do público, a cerveja Skol promoverá um momento pra lá de especial. É aguardar para ver!

Salvador Fest: A maior festa privada da cidade merece a maior camisa já feita

O brand moment será comandado pelo vocalista Tony Salles, durante a apresentação da banda Parangolé

 

Se é festa de camisa, a Skol vai descer devidamente caracterizada. A cerveja que apoia e incentiva tudo que une as pessoas preparou um grande momento para a 12ª edição do Salvador Fest.

 

Durante o show da banda Parangolé, por volta das 15h, a maior camisa já feita para o evento, com 12 metros de comprimento e 8 de largura, será estendida no meio do público e, juntos, irão entrar para a história do Salvador Fest.

 

Considerada a maior festa de camisa colorida do mundo, o Salvador Fest une ritmos como pagode, samba, sertanejo e funk em um único lugar. Nomes como Anitta, Harmonia do Samba, Léo Santana, La Fúria, Dilsinho, Marília Mendonça e Wesley Safadão prometem sacudir as estruturas do Parque de Exposições, neste domingo, a partir das 12h, com muita música. O after do camarote Glamour será comandado pelo DJ Vintage.

 

Você não vai ficar de fora dessa, né? Desça com a gente! Desca redondo! Mas lembre de beber com moderação e, principalmente, se for beber, não dirija.

Stella Artois impacta 106 mil pessoas em comunidades sem acesso à água potável

Campanha #1cálice5anos da marca com a Water.org busca mudar o cenário do acesso ao recurso em comunidades carentes pelo mundo

 

A cerveja Stella Artois, por meio da sua campanha #1cálice5anos, iniciativa em parceria com Water.org, organização cofundada pelo ator Matt Damon e por Gary White, chegou a incrível marca de mais de 106 mil pessoas impactadas só com o que foi arrecado no Brasil em 2018.

A cada venda de um cálice desenvolvido especialmente para o projeto, a cerveja Stella Artois doa parte da verba para a Water.org, que gera o equivalente a cinco anos de acesso a água limpa para pessoas que necessitam ao redor do mundo.

“Sabemos que o acesso a água potável é uma das principais discussões globais e que tem demandado muita atenção de todos. No entanto, por ser algo longe da realidade de grande parte das pessoas nos centros urbanos, entendemos que é necessário nos envolvermos e conscientizarmos todos sobre o assunto”, comenta Lucas de Oliveira, gerente de marketing da cerveja Stella Artois. “Por isso, investimos no projeto da Water.org e promovemos ativações diferenciadas que chamassem a atenção para o problema. O resultado tem sido incrível, mas ainda temos um longo caminho para seguir, por isso, temos um compromisso de longo prazo de ajudar a Water.org erradicar essa situação no mundo”, finaliza.

Desde o lançamento global da campanha #1cálice5anos, em 2015, a cerveja Stela Artois já arrecadou cerca de US$ 8 milhões e impactou mais de 1,7 milhão pessoas no mundo a terem acesso a água tratada. Aqui no Brasil, o movimento existe desde 2017. Quem quiser participar da ação, poderá comprar os cálices no site na cerveja ou nas maiores redes de supermercado pelo valor de R$ 29,90. Acesse www.stellaartois.com.br/1calice5anos

Skol e Salvador Fest: Relembre momentos marcantes e inovações dessa parceria de verdade

O Salvador Fest vem se reinventando a cada edição e hoje, merecidamente, carrega o status de maior e mais esperada festa privada da capital baiana. Presente em todas as edições, e campeã em inovação, a cerveja que desce redondo, SKOL, tornou-se a mais desejada da festa.

 

Pensado para reunir os bairros de Salvador em um grande evento musical, ficando marcado pela diversidade de ritmos, o Salvador Fest, que atrai milhares de pessoas por edição, conta com uma  megaestrutura com mais de 66 mil metros quadrados.

 

Tudo começou em 2005, ano de estreia, com a banda Calypso como a principal atração. De lá até hoje, foi palco de encontros musicais memoráveis como o de Ivete Sangalo e Anitta, Tomate e Igor Kannario, Parangolé (Com Tony Sales) e Mc Guimê, entre tantos outros.

 

Um ano antes, em 2004, a SKOL adota uma boca mais larga nas long necks e também nas latas conhecidas como “latão bocão”

 

 

Em 2010, Léo Santana, com a banda Parangolé, entrou para o  Guinness Book (livro dos recordes), colocando mais de cem mil pessoas para dançar o “Rebolation” durante a festa.

 

 

Também em 2010, seguindo a vocação de inovar, SKOL lançou a garrafa “litrinho” de 300ml.

 

 

Para este ano, 2018, a expectativa da produção do Salvador Fest é repetir o sucesso das edições anteriores. Para isso, serão 12 horas ininterruptas de música com 23 shows divididos em quatro palcos. O evento é uma realização da Salvador Produções.

 

E a marca mais valiosa do Brasil nos últimos seis anos, de acordo com o ranking BrandZ, a cerveja SKOL, que nasceu para quebrar padrões, provocar o mercado e surpreender o público, tem orgulho de ser parceira do Salvador Fest desde o primeiro ano.

 

Você não vai ficar de fora este ano, né? Desça com a gente! Desca redondo! Mas lembre de beber com moderação e, principalmente, se for beber, não dirija.

O psicólogo e professor Vinicius Farani lança livro sobre relacionamento conjugal contemporâneo

Transformações socioculturais vem afetando as relações de intimidade como o casamento. É justamente sobre esse tema que o psicólogo e professor Vinicius Farani lançará o livro “Liberdade a dois: democracia nos relacionamentos contemporâneos”, na próxima segunda (24), às 18h40, no auditório da Faculdade Baiana de Direito, localizada no Costa Azul.

 

“Seja através das mudanças no direito de família, nas formas de se comportar coletivamente ou nos desejos de realização, o casamento contemporâneo lida com uma vida rica, complexa e frágil!”, explica Farani.

 

De acordo o psicólogo e professor, o livro parte de duas perguntas elementares: o que mudou no casamento ao longo do tempo? Quais as particularidades do casal contemporâneo?

 

“Se por um lado a contemporaneidade é apontada como período de liquidez e fragilidade nos laços de intimidade, por outro, é o momento da diversidade, valorização da autonomia e da progressiva mudança das relações de poder na família”, completa Vinicius Farani.

Saiba quem esteve presente em todas as edições do Salvador Fest

A maior e mais esperada festa da cidade chega à 13º edição preparada para repetir o sucesso dos anos anteriores.

 

Nesses 12 anos de evento, já passaram grandes atrações musicais do cenário baiano e nacional como Ivete Sangalo, Harmonia do Samba, Léo Santana, Wesley Safadão, Marília Mendonça, Belo, Aviões do Forró, Sorriso Maroto, Henrique e Juliano, Saulo, entre tantos outros.

 

Mas a única atração presente em todas as edições é a Skol. E neste ano não será diferente, a cerveja que desce redondo confirmou presença no Salvador Fest 2018.

 

O único evento privado da capital baiana capaz de reunir um público tão grande, cerca de 60 mil pessoas por edição, e diversificado em um só dia tinha que ter o apoio da Skol, que abraça, apoia e incentiva tudo que une as pessoas. Por isso esteve presente nesses 12 anos do Salvador Fest.

 

Além da cerveja que desce redondo, nomes como Safadão, Marília Mendonça, Léo Santana, Dilsinho, Anitta, La Fúria, Harmonia do Samba, Devinho Novaes, Parangolé, Mano Walter, Ferrguem e Kevinho estão confirmados no evento.

Programa de Trainee da Cervejaria Ambev tem inscrições prorrogadas

Os interessados agora têm até 23 de setembro para se inscrever; o programa é aberto para jovens apaixonados pelo universo cervejeiro de todas as áreas de formação e tem salário inicial de R$6.400,00.

 

A Cervejaria Ambev, dona de marcas como Skol, Brahma, Antárctica e água Ama,  prorrogou as inscrições para o Programa de Trainee 2019. Agora é possível se inscrever até o próximo domingo, 23 de setembro, pelo site  https://www.ambev.com.br/carreiras/trabalhe-conosco/trainee-ambev/. Para se inscrever, é necessário que os candidatos tenham até dois anos de formados ou previsão de conclusão do curso para o final de 2018, inglês fluente, mobilidade para morar em todo o país e estejam preparados para conhecer a fundo os negócios e os processos por trás da tradição cervejeira da companhia.

Após as inscrições, serão realizadas provas online, que incluem inglês, aderência à cultura da companhia e raciocínio lógico. Em seguida, os candidatos realizam a análise de um case online. Depois, acontecem as entrevistas, também online, e, posteriormente, os aprovados participam de um painel de negócios, que ocorrem em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, quando desenvolvem um case em equipe. Na parte final do processo seletivo acontecem entrevistas presenciais em grupo com os vice-presidentes e o presidente da Cervejaria Ambev.

Para auxiliar em todas essas etapas, a Cervejaria Ambev firmou uma parceria com a Fundação Estudar, em que os candidatos terão acesso a um curso preparatório para processos seletivos. Com ele, será possível se preparar para todas as próximas etapas, ideal para quem conseguir passar pela primeira, de provas online. São diferentes módulos que visam ensinar a como se preparar para testes online e presenciais, como ser notado em dinâmicas e estar preparado para se vender melhor.

“O objetivo do programa é encontrar candidatos que se identifiquem com a cultura da companhia e que sejam apaixonados pelo universo cervejeiro. Além disso, procuramos jovens diversos, com autonomia e vontade de crescer e construir o futuro da Cervejaria Ambev”, comenta Camilla Tabet, diretora de desenvolvimento de gente da Cervejaria Ambev. Além disso, não há um número fechado de vagas, que estão abertas para jovens do país todo, e desde o primeiro dia o trainee já é um funcionário da Cervejaria Ambev.

Uma vez dentro do programa, os trainees passam por um treinamento completo de 10 meses com imersão em todas as áreas da companhia e contato com os funcionários mais experientes de cada setor, que compartilham seu conhecimento. Além disso, os trainees participam de uma Integração Global em Saint Louis, nos Estados Unidos, onde surgiu a Budweiser. Nessa semana, por volta de 300 trainees AB InBev do mundo se reúnem para aprenderem mais da cultura e estratégia global com o CEO, presidentes de todas as zonas e liderança sênior. Com essa formação os trainees constroem uma visão holística do negócio que os possibilita a identificar a área de maior afinidade para começarem suas carreiras e também os prepara para assumirem funções em diferentes áreas ao longo de suas trajetórias na Cervejaria Ambev. Com isso, o programa é capaz de formar profissionais comprometidos e engajados com o negócio.

Além disso, a Cervejaria Ambev oferece programas para acelerar o desenvolvimento e a carreira dos trainees. No segundo ano de companhia, todos passam por uma mentoria com sócios para ajudá-los a direcionar os objetivos profissionais de cada um. No terceiro ano eles têm a oportunidade de participar de um curso online de Business ministrado pela Harvard Business School. Após o terceiro ano, os trainees podem ser convidados a participarem de um programa de intercâmbio em que irão trabalhar por 3 meses em outro país para solucionar um desafio estratégico local.  Ao longo de toda a carreira, a Universidade Ambev oferece programas de liderança, metodologia e técnicos para que todos os colaboradores da cervejaria sejam desenvolvidos constantemente.

Sobre a Cervejaria Ambev

Unir as pessoas por um mundo melhor. Esse é o sonho da Cervejaria Ambev, empresa brasileira, com sede em São Paulo, presente em 18 países. No Brasil, somos mais de 32 mil pessoas que dividem a mesma paixão por produzir cerveja e trabalhamos juntos para garantir momentos de celebração e diversão. A Ambev é uma cervejaria inovadora e temos o consumidor no centro de nossas decisões e iniciativas. Nosso portfólio conta com cervejas, refrigerantes, chás, isotônicos, energéticos e sucos, de marcas reconhecidas como Skol, Brahma, Antarctica, Budweiser, Stella Artois, Wäls, Colorado, Guaraná Antarctica, Fusion, do bem e AMA, a água mineral que destina 100% de seu lucro para projetos que levam acesso à água potável para famílias do semiárido brasileiro. Somente nos últimos cinco anos, investimos R$ 17,5 bilhões no país e deixamos um legado além dos investimentos com nossa ampla plataforma de sustentabilidade. Esse compromisso inclui metas claras, divulgadas publicamente, e se traduz em quatro pilares: consumo inteligente, água, resíduo zero e desenvolvimento. Esse trabalho é feito com uma rede de parceiros, pois acreditamos que a construção de um mundo melhor se torna mais rica quando feita em conjunto.

A despedida do santo sisudo e o roteiro de três cidades em três dias no São João

A despedida do santo sisudo e o roteiro de três cidades em três dias no São João

O mês de junho começa a se recolher e eu só consigo pensar que ainda está para ser inventada – e arrisco dizer que levará toda uma eternidade – festa popular mais porreta do que São João! A farra é comemorada, oficialmente, no dia 24 de junho, mas São João é babadeiro e se mantém soberano o mês inteirinho na Bahia e de ponta a ponta do Nordeste. Aliás, andei pesquisando sobre a simbologia do São João e agora já vou poder responder orgulhosa quando o jornalista Jair Mendonça Jr perguntar de novo: “de onde vem todos esses elementos da festa? E o forró? Por onde tudo isso começou?”.

Cleidiana Ramos, jornalista e doutora em antropologia pela Universidade Federal da Bahia, me falou sobre a antropologia das festas e de como eles, os antropólogos, estão preocupados em entender não somente a origem das manifestações, mas também as transformações que elas sofrem e imprimem na sociedade. E o São João, meu cabra, esse é um dos maiores cases de festejos com ressignificações ao longo dos anos.

Veja bem: pela origem da data, e tão somente por isso, já podemos identificar esses processos de variações. A Igreja Católica – lá na transição da Idade Antiga para a Idade Média – incorporou os antigos cultos pagãos europeus e transformou os rituais em homenagem a diversos deuses – como os gregos, romanos e nórdicos – em festas dedicadas aos santos do catolicismo.

No entando, mesmo com todas as transformações, ainda há uma relação com esse início e, aqui no Nordeste, a festa preserva a presença dos grãos, como o milho e amendoim, e não deixa de ser uma celebração à colheita – como acontecia no início, quando os povos celebravam o solstício de verão e a plantação (com a exceção das estações bem distintas).

O aspecto mais fantástico da história junina, e que Ramos me chamou atenção, é que a igreja católica conseguiu associar a imagem logo de São João, um santo sisudo, eremita e que pregava o fim do mundo, a uma festa tão grande, popular e alegre. Palmas para a igreja católica por esse reposicionamento de imagem incrível!

Também recorri a Ciran Flor, doutoranda em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia, para entender sobre o surgimento da música que predomina durante os festejos juninos, mas, a pesquisadora em forró explica que, enquanto música e dança, não há um marco capaz de determinar o nascimento do ritmo. Os portugueses, desde o século XX, já faziam xotes, definição para festas onde se tocava diversos ritmos, em eventos da corte e nos mais populares.

Flor lembra, ainda, que o folclorista Câmara Cascudo defendia a versão de que a palavra “forró” vinha do termo “forrobodó”, uma espécie de festa que, posteriormente, foi transformada em estilo musical. Ainda tem a versão do forró associado à expressão inglesa “for all” (para todos). Nela, diz a história que nos contam, que engenheiros britânicos, também no século XX, durante a construção da ferrovia, em Pernambuco, realizavam bailes abertos ou “for all”. Os nordestinos teriam customizado a pronúncia e passaram a falar “forró”.

Mas, agora que eu já banquei a embaixadora da tradição nordestina, vamos ao que interessa. Esse texto era tão somente para dividir a minha curiosidade: será que São João Batista, primo e padrinho de Cristo, iria gostar de ter toda essa festança relacionada ao seu nome? Quero, também, garantir que, após toda minha falação, você não deixe de viver os festejos juninos no interior. Me promete?

Nos últimos oito anos eu passei São João na Chapada Diamantina conhecendo lugares fantásticos como Capão, Andaraí, Igatu, Lençois, Mucugê e Rio de Contas. Fico tão animada durante esse período que sobra até energia para fazer trilha de dia e dançar à noite, até rasgar a madrugada. Esse ano, com as possibilidades limitadas de folgas, só me restaram os três dias de “anarriê”. São tempos de crise e, como boa sobrevivente nascida nas quebradas de Salvador, tratei de improvisar, mas sem perder o estilo, claro!

Primeiro: decidi que tinha que fazer algo diferente e me lancei numa aventura com o único desafio: usar os três dias para visitar três cidades (Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus e Cruz das Almas). Convenci a amiga Fernanda Gama de que esse era um desafio totalmente café com leite e, na sexta (22), fizemos as malas numa velocidade de velociraptor e nos encontramos para colocar o -quase- roteiro em prática.

Que Fernanda não saiba: a verdade é que nem eu estava acreditando muito nessa trip junina, mas, como havia dito, São João, mesmo sem curtir farra, não ia permitir que eu ficasse em casa.

Para os três dias de viagem, fizemos o roteiro a partir de três perspectivas: o da experimentação, pensando em buscar um lugar novo e não tão badalado para o período, o dos festejos com grandiosidade, aquele destino que recebe gente no ritmo frenético de  Salvador durante o carnaval e, por fim, a festa da tradição, com foco num destino com forte relação com a cultura do interior e do São João. Abaixo, um resumo da experiência nos três destinos para já ir dando uma idéia de roteiro para o seu próximo “caminho da roça”:

DESTINO EXPERIMENTE: Nossa primeira parada, na sexta (23), foi em Alagoinhas, a cerca de 225km de Salvador, região conhecida como pólo industrial de produção cervejeira e por sua qualidade da água – tida como a segunda melhor do mundo. A cidade investiu em atrações de peso e mostrou que pode, sim, ser uma alternativa de destino para os festejos juninos. Ousados que são, não quiseram nem começar por baixo e levaram Luan Santana já na primeira noite. Nos outros dois dias de festa, Santanna, o cantador, Trio Nordestino e Bell Marques também fizeram show, dividindo o palco com atrações locais.

Foto: divulgação Secom Alagoinhas

DESTINO GRANDIOSIDADE: O segundo dia, sábado (24), foi dedicado a Santo Antônio de Jesus (114km de Salvador), um dos destinos mais procurados durante o São João, com estimativa de público de mais de 100 mil pessoas por noite. A festa também tem potencial para atrair grandes investidores tendo, esse ano, a cerveja Skol como patrocinadora máster. E foi Santo Antônio de Jesus, inclusive, que me fez trair uma promessa de nunca participar de festa fechada em período junino.  Seduzida por um convite para o Forró do Lago, acabei alternando entre a festa na praça e esse abuso de evento. Mas, claro, que não perdemos o show do meu poeta, Dorgival Dantas. Que presente incrível Santo Antonio de Jesus nos deu. A cidade teve cinco dias de festa e atrações como Virgílio, Calcinha Preta, Mano Walter, Luan Santana, Flávio José e Devinho Novaes.

Foto: São João Santo Antônio de Jesus

DESTINO TRADIÇÃO: A terceira e última parada, no domingo (25), ficou por conta do São João da tradição, em Cruz das Almas, a 153km de Salvador. A festa junina da cidade é tão raiz que a prefeitura baixou um decreto para garantir que somente atrações de forró sejam contratadas para a festa na praça. E foi um transbordamento de alegria quando Santanna subiu ao palco. Fiquei louca por um chamego! A cidade vale por toda a sua força e valorização da cultura do São João: ela guarda os elementos e toda a simplicidade do interior, com direito a registros de famílias na portas de casa e ao pé da fogueira. A festa em Cruz foi feita por artistas como: Elba Ramalho, Mastruz com Leite, Magníficos, Alceu Valença e Flávio Jose.

Pois bem! Eu e Fernanda fizemos a trip junina em três dias, mas se você é retado e capaz de conseguir um sem fim de folgas, é só estender o roteiro e conhecer outras cidades. A Bahia tem 417 municípios e boa parte comemora o Santo sisudo. A mim só restará me morder de inveja e inventar outro texto só para meter o pau em quem tem muitas folgas em época de São João (risos).

Por Marcela Souza

 

 

Licor: empreendedorismo familiar e bebida tradicional do São João na Bahia

Foto: Ana Maria Simono

A pouco mais de 120km da capital baiana e a 96km de distância da cidade de Cachoeira, conhecida pela tradicional fabricação de licores, a passagem da estrada de boiadas, acesso para o norte e para o sertão, conhecida pelas águas dos rios Sauípe, Catu, Subaúma e Quiricó, originada da Vila de Santo Antônio d’Alagoinhas, se tornou polo de indústrias cervejeiras, mas, em período de São João, não é a produção da bebida do malte que protagoniza a cena nos festejos do interior.
Alagoinhas se tornou alvo das principais indústrias de cerveja, mas quando o assunto é história, cultura, memória e, claro, tradição, o São João da cidade não nega: é o licor a bebida dos festejos juninos na Bahia.
Embora não concorra, em volume de produção, com o universo cervejeiro comercial, o licor continua sendo referência do ‘festerê’ tradicional e abre oportunidades para o empreendedorismo familiar no estado.
Gente como Carlos Assis, que há cerca de 15 anos, apostando na empolgação e ideia do irmão, juntou a família e começou a própria produção de licor por aqui. O nome para o pontapé inicial, assim como a inspiração, tem raiz nordestina: Dona Célia, pernambucana, “retada” na vida. A mãe havia falecido e os filhos quiseram prestar a homenagem. Se deu certo? Mais que isso. Virou rótulo da bebida. “Tinha aquele amor, aquele carinho todo. E meu irmão é muito assim, ele gosta de inventar. Aí ele inventou esse licor, que é muito bom, e falou ‘ vamos colocar o nome de mainha’. Aí foi quando ficou ‘Licor Vocélia’, porque ela já era vózinha, entendeu? Aí a gente pegou o ‘vó’ e o nome dela, Célia. Ficou uma mistura assim e ficou legal. Agora todo mundo já sabe”, explicou Carlos Assis.
O licor Vocélia é feito atualmente em produção industrial, no Parque da Jaqueira e, neste São João, a variedade de sabores comercializados inclui tangerina, jenipapo, tamarindo, maracujá normal, maracujá cremoso e amendoim.
“Hoje em dia, na nossa empresa, é tudo industrial. A gente trabalha muito pouco com a mão. Nossos tanques de conserva de licor são todos em máquina, já é uma fábrica mesmo. Começou mais caseiro. Mas foi passando o ano, foi crescendo. É uma base de 15 anos que trabalhamos com isso. No período de festejos juninos, a gente entrega mais de 4 mil caixas, inclusive para redes de mercados, e também para outros estados, como Recife, Aracaju”, pontuou o empreendedor.
O diferencial que garantiu o crescimento do negócio, segundo Carlos Assis, é a qualidade do produto. “A gente trabalha com álcool de cereais. Tem alguns licores que são feitos com cachaça e o nosso álcool é mais suave”, garante ele. Cremoso ou tradicional, suave ou encorpado, o nome ‘Vocélia’ saiu da casa de Carlos, no interior da Bahia, e ocupou a prateleira dos supermercados, animou o festerê, preparou o esquenta para o São João. Em Alagoinhas, a bebida típica é comercializada, desde sexta-feira (22), em uma barraquinha personalizada no circuito oficial da festa, que acontece na Avenida Joseph Wagner, a um preço médio de R$ 8 o litro.
“Estar falando e colocando o nome da minha mãe em cena pra mim é maravilhoso, entende? É sempre é uma lembrança”, finalizou Carlos Assis. Como ele, outras barracas do circuito oficial também comercializam a bebida em um segmento montado com uma diversidade de opções para o visitante, em Alagoinhas.

Serviço:
Licor Vocélia
Contato: (75) 3422-1584 ou (75) 99384-2214

Cerveja é a bebida preferida dos baianos, mesmo durante o São João

Vou pedir licença aos amantes do licor, mas festa sem cerveja não é a mesma coisa! Pensando nisso,  fomos conversar com os farristas de plantão, em Santo Antônio de Jesus – um dos destinos mais procurados durante os festejos juninos –  e em Alagoinhas, município que está buscando se posicionar como tradição no mês junino.

Foto: divulgação

E nossa teoria só se confirmou: pra quem é fã real de cerveja, abrir mão da bebida é uma das coisas mais difíceis. A gente toma um licorzinho, bica uma nevada ( aqui é para os fortes), mas ninguém venha cogitar o boicote a cerveja. Isso não!

Prova disso é a relação das cervejarias com os grandes eventos. Em Santo Antônio de Jesus, por exemplo, a Skol, patrocinadora oficial da festa, criou um espaço na praça com jogo da memória para interagir com os biriteiros e quem acertasse as combinações ganhava uma skol hops, uma puro malte com lúpulos aromáticos, lançada em junho. A ideia deu tão certo que teve muita gente que deixou de dançar para pegar a fila e garantir a sua cervejinha.

Foto: Agência Califórnia

Quem também já deixou claro que não negocia seu amor por cerveja foi o cantor da banda Calcinha Preta, Bell Oliver. Durante sua apresentação em Santo Antônio de Jesus, na noite de sexta-feira (22),  o artista disse que só mesmo uma skol para dar uma animada na folia.

Mas longe de mim querer polemizar a preferência de bebida de alguém. E vou encerrar dizendo a verdade mais translúcida dessa história toda: o que não pode faltar no São João, mas de forma nenhuma, é nosso forrozin. Tô mentindo?

 

 

 

 

 

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