ALCKMIN X CIRO

Os ex-governadores do Ceará e de São Paulo protagonizaram os melhores confrontos no debate da Rede TV. Boas discussões, sobretudo a respeito de reformas e escolhas na área econômica.

Em um dos momentos mais tensos, Alckmin disse a Ciro: “O presidente Itamar Franco teve quatro ministros e acertou quando escolheu Fernando Henrique”.
Detalhe: Ciro foi um dos quatro

 

DEBATE REDE TV 1

O primeiro bloco em sete tópicos:

– Quarenta e cinco segundos para responder à primeira pergunta (sobre corrupção) e também se apresentar ao povo? Ninguém conseguiu. Alckmin saiu-se um pouco melhor no conteúdo. Bolsonaro e Boulos, na forma.

– Políticos prometendo tolerância zero contra a corrupção e Rede TV agindo com tolerância zero contra o candidato que não respeita o tempo. Microfone cortado sem pena.

– Um formato difícil para candidatos com pouca experiência diante das câmeras.

– Nas perguntas do povo, Boulos, Daciolo e Bolsonaro deram sorte. A partir de escolha aleatória, responderam sobre temas que são muito caros a eles. Bolsonaro falou sobre educação e atacou a ideologia de gênero nas escolas. Boulos teve a chance de falar sobre a venda de patrimônios nacionais aos estrangeiros e Daciolo respondeu sobre segurança pública.

– Ciro Gomes e Geraldo Alckmin num excelente embate sobre a chamada PEC do Teto de Gastos. As ideias de ambos sobre o tema são bem conhecidas, mas Alckmin conseguiu ser mais claro e fez uma crítica contundente à gestão petista na área econômica.

– Álvaro Dias mais firme e veemente que no primeiro debate, fez crítica dura à candidatura de Lula (inelegível de acordo com a Lei da Ficha Limpa). Marina optou por não “bater” no PT de forma explícita. Ainda pensa em herdar alguns votos petistas.

– Meireles para Boulos – “A equipe que eu formei gerou milhões de empregos, mas é emprego para quem tem vontade de trabalhar e não pra quem gosta de provocar agitação e invadir terrenos de outras pessoas”.

FHC ESTREIA NO TWIITTER PARA DEFENDER ALCKMIN

“Para início de conversa, deixo claro: meu candidato é o Alckmin e vamos ganhar.”

Com esta frase inicial, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso mostrou o maior motivo para ter aderido ao twitter. O líder tucano iniciou postagens neste 16 de agosto.

A descrição do perfil dele é simples: “Sociólogo e professor universitário. Fui Ministro da Fazenda e coordenei o Plano Real. Fui presidente da República em dois mandatos (1995-2002)”.

A ação ocorre um dia após uma polêmica declaração ao repórter Matheus Meirelles, da rádio Jovem Pan. O ex-presidente citou uma possível aliança com o PT para evitar a eleição de Bolsonaro em um hipotético segundo turno. “Espero que o PSDB vá para o segundo turno e acho que o PT espera a mesma coisa, mas dependendo das circunstâncias, eu não teria nenhuma objeção a isso”.

A respeito da hecatombe política provocada pela resposta, o sociólogo fez uma publicação rebatendo e alfinetando os problemas do PT com a justiça: “Tempestade em copo de água. Reafirmo, Alckmin irá ao segundo turno. Voto não se despreza. Mãos à palmatória: não fui claro nas declarações e ficou a suspeita de alianças fora de hora e propósito. Sou contra intolerâncias políticas. Outra coisa é corrupção. Justiça nela!”

A conta de FHC (@fhc) já nasceu verificada e ainda não chegou aos 10 mil seguidores. Já a conta @lulaoficial, que existe desde julho de 2014, tem 395 mil seguidores.

Em entrevista ao Linha de Frente, o deputado federal e presidente do PSDB na Bahia, João Gualberto, foi taxativo ao dizer que, se fosse FHC, “não apareceria no horário eleitoral pedindo voto para Geraldo”.

Assista a entrevista completa aqui:

Linha de Frente Eleições 2018 – João Gualberto, Dep Federal PSDB

Linha de Frente Eleições 2018 – João Gualberto, Deputado Federal PSDB (Ba): “Bolsonaro cresceu porque foi o primeiro político a falar mal do PT abertamente”

Gepostet von Aratu Online am Mittwoch, 15. August 2018

Participe do Linha de Frente pelo www.twitter.com/linhadefrenteba

NANICOS GIGANTES

A Bahia é o estado do Nordeste com o maior número de candidatos a deputado. São 588 buscando uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia e 454 lutando pra trabalhar durante os próximos quatro anos na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Chama atenção a divisão das candidaturas por partido. Se você acha que os gigantes PSDB, DEM, MDB ou PT estão entre as agremiações com o maior número de inscritos para a disputa, errou feio. Os recordistas estão nos extremos do espectro ideológico brasileiro.

O pequeno e ultraesquerdista PSOL é o partido que lidera a peleja, com 54 candidatos a Deputado Estadual e 47 candidatos a Deputado Estadual, num total de 101 aspirantes ao parlamento. O segundo colocado em número de postulantes é o PTC – conhecido nacionalmente por ter o ex-presidente Fernando Collor de Melo como um dos filiados – que tem 91 candidatos. O partido de extrema-direita, PATRIOTA (antigo PEN), aquele do presidenciável Cabo Daciolo, tem 9o.

O DEM e o PT, siglas que comandam a Prefeitura de Salvador e o Governo do Estado, apresentam números muito mais modestos. O partido do prefeito ACM Neto possui apenas 29 candidatos a Deputado Estadual e 27 a Deputado Estadual. O PT tem 14 para Deputado Federal e 26 para Deputado Estadual.

MUDANÇA DE PAÇO: veja os vereadores que querem deixar a CMS após eleições 2018

Dezesseis dos 43 vereadores de Salvador vão tentar uma vaga como deputado estadual ou federal nas eleições deste ano. Oito nomes querem trocar a Câmara Municipal de Salvador (CMS) pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). São eles: Aladilce (PCdoB), Alexandre Aleluia (DEM), Hilton Coelho (PSOL), Leo Prates (DEM), Maurício Trindade (DEM), Sabá (PV), Paulo Câmara (PSDB) e Tiago Correia (PSDB).

Quem quer trocar Salvador por Brasília são os vereadores Ana Rita Tavares (PMB), Cezar Leite (PSDB), Igor Kannário (PHS), Joceval Rodrigues (PPS), Marcelle Moraes (PV), Odiosvaldo Vigas (PDT), Palhinha (DEM) e Vado (DEM).

Em 2016, quando foram eleitos na capital baiana, os vereadores declararam seus respectivos bens no TSE. Nos últimos dias, precisaram refazer o procedimento para validar suas respectivas candidaturas nas eleições 2018. Em pouco menos de dois anos, alguns políticos, inclusive, dobraram o valor do patrimônio após integrar a 18ª legislatura (2017-2020).

Aladilce, que iniciou a campanha como vereadora com  mais de R$ 120 mil, agora acumula mais de R$ 181 mil. Tendo um aumento de mais de R$ 61 mil.

Alexandre Aleluia aumentou o valor de seus bens em mais de R$ 35 mil.

Leo Prates aumentou em mais de R$ 158 mil o seu patrimônio.

Sabá teve mais de R$ 142 mil aumentados no valor dos bens desde 2016.

Paulo Câmara aumentou o valor de seus bens em mais de R$ 159 mil.

Tiago Correia aumentou em mais de R$ 545 mil o seu patrimônio.

Cezar Leite passou de R$ 706 mil para mais de R$ 867 mil.

Joceval Rodrigues deu um “up” nos bens acumulando mais de R$ 199 mil desde que foi eleito vereador de Salvador.

Marcelle Moraes aumentou em R$ 131 mil seu patrimônio.

Odiosvaldo Vigas teve mais de R$ 883 mil aumentados no valor dos bens.

Indo contra a maré, os vereadores Hilton Coelho e Maurício Trindade, de 2016 a 2018, tiveram o valor dos bens reduzido, segundo registro no site do TSE. Hilton tinha R$ 126 mil quando concorreu ao cargo de vereador de Salvador e hoje possui R$ 103 mil. Trindade, por sua vez, começou o mandato na CMS com mais de R$ 1 mi, mas registrou candidatura em 2018 com R$ 585 mil.

Bens de Hilton Coelho em 2016

 

Bens de Hilton Coelho em 2018

 

Bens de Maurício Trindade em 2016

 

Bens de Maurício Trindade em 2018

Os candidatos Ana Rita Tavares, Igor Kannario, Palhinha e Vado ainda não protocolaram o detalhamento dos bens.

Siga o @LinhadeFrenteBA no Twitter

GUALBERTO JOGA IMBASSAHY AOS LEÕES DAS URNAS

Um dia após anunciar a desistência da candidatura à reeleição como deputado federal, João Gualberto (PSDB) mostrou no Linha de Frente a decepção com o Congresso Nacional. Afirmou que “no máximo 110 deputados”, entre os 513, têm realmente compromisso com o país e não com as próprias eleições.

E foi além: apostou que a próxima legislatura será ainda pior do que a atual, em termos de comprometimento dos parlamentares. O presidente estadual do partido disse que se fosse Fernando Henrique Cardoso não apareceria no horário eleitoral pedindo voto para Geraldo Alckmin.

Um dos recados mais duros de Gualberto, que votou pelo impeachment de Michel Temer, foi para os tucanos que apoiaram o presidente. “Eles não podem negar que estiveram com Temer o tempo todo, senão fica feio para eles. Quem foi de Temer que assuma que esteve com ele e o que fez com ele”.

O baiano Antonio Imbassahy, também do PSDB, candidato à reeleição, foi ministro da Secretaria de Governo durante 11 meses.

Assista a entrevista completa de João Gualberto:

Linha de Frente Eleições 2018 – João Gualberto, Dep Federal PSDB

Linha de Frente Eleições 2018 – João Gualberto, Dep Federal PSDB

Gepostet von Aratu Online am Mittwoch, 15. August 2018

Acompanhe o Linha de Frente também pelo www.twitter.com/linhadefrenteba

SÓ FALTAM DOIS

Manhã do dia 15, prazo estourando e onze presidenciáveis oficializaram a candidatura e já aparecem no site do TSE. Os dois que faltam são os políticos que mais se candidataram ao cargo máximo da República desde o fim do regime militar. Os nomes de José Maria Eymael e de Luis Inácio Lula da Silva ainda não foram registrados. Eymael – o Democrata Cristão famoso pelo marcante jingle de campanha – foi candidato em 1998, 2006, 2014 e vai tentar novamente agora em 2018.

Lula – que está condenado em segunda instância e preso por corrupção e lavagem de dinheiro – foi candidato em 1989, 1994, 1998, ganhou em 2002 e se reelegeu em 2006. O registro da candidatura é um dos atos de campanha do PT, que reuniu a militância para uma manifestação em Brasília. O ex-presidente cumpre os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que, ironicamente, foi sancionada por ele, quando governava o país. Por estar preso em Curitiba, caberá a Fernando Haddad, o vice da chapa, a tarefa de entregar os documentos ao TSE.

“DEUS” E O “MUDO” NAS ELEIÇÕES 2018

Em todo o país, as chapas que vão disputar as eleições majoritárias têm uma curiosa semelhança. O candidato pode ser de esquerda, centro ou direita, mas as palavras “Deus” e “mudar” são as que mais se repetem nos nomes das coligações. Aqui na Bahia, o ex-prefeito João Henrique (PRTB) surfou na onda Bolsonaro e praticamente repetiu o lema de campanha do presidenciável do PSL. “Bahia acima de tudo. Deus acima de todos”. Troque Bahia por Brasil e o texto de João vira a frase de Jair, com o mesmo Deus servindo de mote para as duas campanhas, numa espécie de franquia abençoada por uma aliança nacional.

Será que a agência publicitária que criou o “Pra mudar de verdade” de João Santana (MDB) é a mesma que criou o “Coragem para mudar”, de José Ronaldo (DEM), e o “Vamos sem medo de mudar a Bahia”, de Marcos Mendes (PSOL)? Ou virou uma regra que todas as chapas de oposição utilizem a palavra “mudar” nos seus slogans?

A equipe do candidato à reeleição, Rui Costa (PT), não está muito a fim de falar em mudança este ano e a turma do marketing optou pela frase “Mais trabalho por toda a Bahia”. Quatro anos atrás, no entanto, embora fosse o candidato da situação, o nome da chapa era “Pra Bahia mudar mais”.

Moral da história. Os marqueteiros adoram falar que as coisas vão mudar, mas não mudam o tom das campanhas de seus clientes.

Siga o @LinhadeFrenteBA no Twitter

DORMIU NO PONTO, CAPITÃO!

O registro no TSE da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República revelou aos eleitores uma curiosidade que mostra o pouco cuidado do parlamentar com as aplicações financeiras. E não estou me referindo a propostas do candidato para a economia do país, mas às decisões do deputado com relação aos próprios investimentos.

Na declaração de bens, consta que Bolsonaro optou pela Caderneta de Poupança para aplicar parte considerável de suas economias. O candidato, que declarou possuir R$ 2,285 milhões em patrimônio, tem R$ 408 mil na Poupança. Duvido que Paulo Guedes, o homem escolhido para comandar a economia num eventual governo Bolsonaro, recomendasse uma aplicação tão pouco vantajosa. O rendimento dos últimos doze meses não chegou a 5%. Das opções mais conservadoras, o CDB, por exemplo, rendeu 6,83%, o Tesouro Direto pré-fixado rendeu entre 8 e 9%. Perdeu, Capitão!

RICO ASSUMIDO

O prazo para registro de candidaturas para as eleições 2018 termina na quinta-feira e o sexto postulante à Presidência da República incluiu o nome no sistema do TSE. Foi João Amoêdo, do Partido Novo. Ele não está entre os primeiros nas pesquisas, está num partido sem representantes no Congresso, vai ter apenas cinco segundos de tempo de propaganda em rádio e TV, mas pode ostentar o título de candidato mais rico no pleito deste ano.

Na comparação com os concorrentes já inscritos, a discrepância é enorme. Enquanto Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) apresentaram ao TSE menos de R$ 2 milhões em bens – e Guilherme Boulos (PSOL) declarou apenas um automóvel usado de R$ 15 mil – Amoêdo declarou um patrimônio de mais de R$ 425 milhões. O candidato do Partido Novo é um empresário bem sucedido e também já dirigiu algumas das mais importantes instituições bancárias do país.

Entre os bens declarados, muitas aplicações no mercado financeiro, imóveis caros, automóveis de luxo e uma embarcação no valor de R$ 4,1 milhões. Outro candidato que, após fazer o registro da candidatura, deve revelar uma fortuna superior a uma centena de milhões de reais é o executivo e ex-Ministro da Fazenda, Henrique Meireles.

Uma grande curiosidade é com relação à declaração de bens do ex-presidente Lula, que está preso por causa de um apartamento tríplex e é investigado por supostamente ser dono de um sítio. Na quinta-feira, os bens do ex-presidente (aqueles registrados no nome dele) estarão à disposição dos eleitores através do site http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/

1 2 5
© 2018 - TV Aratu - Todos Direitos Reservados
Rua Pedro Gama, 31, Federação. Tel: 71 3339-8088 - Salvador - BA