Categoria: Notas

LUÍZA QUEM?

A coluna Radar, da Veja, atualmente assinada pelo jornalista Maurício Lima, publicou hoje pela manhã uma nota dizendo que o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) estaria arrependido por ter faltado à sabatina organizada pela empresária Luíza Helena Trajano.

De acordo com a nota, “os candidatos tinham que confirmar presença até terça-feira da semana passada – o encontro foi na quinta. Em um primeiro momento, Bolsonaro de fato negou o convite, mas depois se arrependeu e quis participar”.

A resposta de Bolsonaro veio hoje à tarde, num texto de pouquíssimas palavras, postado no Twitter:

“Quem é Luíza Trajano?”.

Luíza Trajano é a dona da rede de lojas de varejo, Magazine Luíza, e é uma das mulheres mais ricas do país, com fortuna superior a R$ 1,5 bilhão.

Tanto Jair Bolsonaro como Luíza Helena Trajano conversaram recentemente com a equipe do Linha de Frente. Confira as entrevistas exclusivas nos vídeos abaixo:

SÓ FALTAM DOIS

Manhã do dia 15, prazo estourando e onze presidenciáveis oficializaram a candidatura e já aparecem no site do TSE. Os dois que faltam são os políticos que mais se candidataram ao cargo máximo da República desde o fim do regime militar. Os nomes de José Maria Eymael e de Luis Inácio Lula da Silva ainda não foram registrados. Eymael – o Democrata Cristão famoso pelo marcante jingle de campanha – foi candidato em 1998, 2006, 2014 e vai tentar novamente agora em 2018.

Lula – que está condenado em segunda instância e preso por corrupção e lavagem de dinheiro – foi candidato em 1989, 1994, 1998, ganhou em 2002 e se reelegeu em 2006. O registro da candidatura é um dos atos de campanha do PT, que reuniu a militância para uma manifestação em Brasília. O ex-presidente cumpre os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que, ironicamente, foi sancionada por ele, quando governava o país. Por estar preso em Curitiba, caberá a Fernando Haddad, o vice da chapa, a tarefa de entregar os documentos ao TSE.

RICO ASSUMIDO

O prazo para registro de candidaturas para as eleições 2018 termina na quinta-feira e o sexto postulante à Presidência da República incluiu o nome no sistema do TSE. Foi João Amoêdo, do Partido Novo. Ele não está entre os primeiros nas pesquisas, está num partido sem representantes no Congresso, vai ter apenas cinco segundos de tempo de propaganda em rádio e TV, mas pode ostentar o título de candidato mais rico no pleito deste ano.

Na comparação com os concorrentes já inscritos, a discrepância é enorme. Enquanto Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) apresentaram ao TSE menos de R$ 2 milhões em bens – e Guilherme Boulos (PSOL) declarou apenas um automóvel usado de R$ 15 mil – Amoêdo declarou um patrimônio de mais de R$ 425 milhões. O candidato do Partido Novo é um empresário bem sucedido e também já dirigiu algumas das mais importantes instituições bancárias do país.

Entre os bens declarados, muitas aplicações no mercado financeiro, imóveis caros, automóveis de luxo e uma embarcação no valor de R$ 4,1 milhões. Outro candidato que, após fazer o registro da candidatura, deve revelar uma fortuna superior a uma centena de milhões de reais é o executivo e ex-Ministro da Fazenda, Henrique Meireles.

Uma grande curiosidade é com relação à declaração de bens do ex-presidente Lula, que está preso por causa de um apartamento tríplex e é investigado por supostamente ser dono de um sítio. Na quinta-feira, os bens do ex-presidente (aqueles registrados no nome dele) estarão à disposição dos eleitores através do site http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/

CIRO REGISTRADO

Ciro Gomes (PDT) é o quinto candidato a oficializar  o registro da candidatura à Presidência da República no TSE. Antes dele, Guilherme Boulos (PSOL), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmim (PSDB) e Vera Lúcia (PSTU) já constavam no sistema do Tribunal Superior Eleitoral.  No detalhamento do patrimônio, obrigatório para realização do registro, Ciro Gomes declarou R$ 1,695 milhão, que inclui uma casa e dois apartamentos, além de automóveis e investimentos. A candidata a vice, a Senadora e ex-Ministra da Agricultura, Kátia Abreu, é mais rica que Ciro, com R$ 2,690 milhões em bens.

LULA LIDERA

A pesquisa também apresentou um cenário com Lula na lista de candidatos. O ex-presidente tem 31% das intenções de voto, o maior número desde o primeiro levantamento XP/Ipespe realizado em 15 de maio. Jair Bolsonaro aparece 12 pontos abaixo, com 19%, seguido de um empate técnico quádruplo entre Geraldo Alckmin (9%), Marina Silva (8%), Ciro Gomes (6%) e Álvaro Dias (5%).

BOLSONARO LIDERA

A XP investimentos divulgou esta manhã o resultado da primeira pesquisa para a Presidência da República realizada após o fim das convenções dos partidos, ou seja, com todos os candidatos já conhecidos e oficializados. O levantamento foi feito pelo Ipespe e no cenário que não inclui o ex-presidente Lula – inelegível de acordo com a Lei da Ficha Limpa – Bolsonaro lidera com mais que a soma do segundo e terceiro colocados. Importante destacar que a pesquisa também não inclui o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o candidato a vice escolhido por Lula e que, provavelmente, será o candidato do PT à presidência.

Confira o resultado da pesquisa feita entre os dias 6 e 8 de agosto:

Jair Bolsonaro – 23%
Marina Silva – 12%
Geraldo Alckmin – 10%
Ciro Gomes – 9%
Alvaro Dias – 5%
Manuela D’Ávila – 3%
Henrique Meirelles – 3%
Guilherme Boulos – 1%

A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-08988/2018

ENQUANTO ISSO… NA INTERNET

Na Band, candidatos em liberdade e autorizados pela Justiça debatem. Enquanto isso, o PT realiza um “debate” paralelo ao vivo pelo YouTube. Gleisi Hoffman, Fernando Haddad, Manuela D’Ávila e José Sérgio Gabrielli conversam em um cenário que tem o nome de Lula ao fundo. O ex-presidente aparece em vídeos de depoimentos antigos. Internautas participam ativamente (e agressivamente) no espaço reservado aos comentários em tempo real.

RESUMO DO PRIMEIRO BLOCO

Primeiro bloco do debate da Band dá pistas sobre como será esse começo de campanha.

– Álvaro Dias lento e sem contundência.

– Geraldo Alckmin no piloto automático.

– Ciro Gomes isolado pelos concorrentes.

– Cabo Daciolo agressivo e incompreensível em alguns momentos.

– Henrique Meireles técnico e sem carisma.

– Marina Silva muito tensa e insegura.

– Guilherme Boulos partindo pra o ataque e “cuspindo pra cima”.

– Bolsonaro evitando confrontos.

 

SEM TETO E SEM TATO

A temperatura começou alta no debate da Band entre candidatos à Presidência da República. No primeiro embate entre candidatos, Guilherme Boulos partiu para o ataque. Em menos de um minuto conseguiu fazer dezenas de acusações a Jair Bolsonaro. Chamou o deputado de racista, machista e homofóbico, insinuou enriquecimento ilícito do concorrente, falou sobre uma suposta funcionária fantasma, acusou de imoralidade no uso do apartamento funcional. A tática de guerrilha é campo que ambos dominam, mas o capitão do exército, bem à frente do psolista nas pesquisas, resolveu apostar na estratégia “Jairzinho Paz e Amor”, evitando um confronto mais violento e encerrando antes do fim do tempo da tréplica  dizendo “não vim aqui pra bater boca com um cidadão desqualificado”

 

 

DOMINGO NO PLANALTO

O baiano Gilberto Gil abre uma das mais geniais composições da música brasileira, Domingo no Parque,  com os versos “O rei da brincadeira. Ê, José! O rei da confusão. Ê, João!”. A canção é de 1967 e trata de um crime sangrento. Cinquenta e um anos depois, o mesmo Gilberto Gil voltou a falar sobre crimes envolvendo um outro João e um outro José.

Interrogado hoje pelo juiz Sérgio Moro, o músico, que foi Ministro da Cultura de 2002 a 2008, é uma das testemunhas de defesa do ex-presidente Lula na ação penal que trata do sítio de Atibaia. Moro fez poucas perguntas e as respostas de Gil foram lacônicas.

Moro – O senhor conheceu o ex-ministro José Dirceu?

Gilberto Gil – Sim. Claro.

Moro – Teve conhecimento do envolvimento do senhor José Dirceu em algum esquema de corrupção?

Gilberto Gil – Não.

Moro – O senhor conheceu o senhor João Santana?

Gilberto Gil – Sim

Teve conhecimento do envolvimento do senhor João Santana em alguma esquema de corrupção?

Gilberto Gil – Não

As mesmas perguntas foram feitas sobre a relação com Antônio Palocci e Gilberto Gil deu as mesmas respostas.

O interrogatório foi por videoconferência e, antes, o artista e ex-ministro respondeu às perguntas formuladas pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin.

Confira o vídeo:

 

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