BAIANOS NA UTI COM BOLSONARO

Alguns candidatos baianos que apoiam o presidenciável Jair Bolsonaro entraram em contato com a família do capitão da reserva para saberem se ele será transferido da Santa Casa de Juiz de Fora (MG) para o hospital Albert Einstein ou para o Sírio Libanês. Eles querem articular visitas ao ferido.

Além da solidariedade, os baianos pretendem exagerar nas selfies e nos vídeos com o político. Muitos não escondem o desejo de usar as mensagens e gravações de forma ostensiva na campanha.

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ALVO NOVO

O Partido Novo, do candidato à presidência João Amoêdo, foi registrado há menos de 3 anos, ainda não tem congressistas e, por isso, dispõe de apenas 5 segundos de tempo no programa eleitoral. Apesar de nanico, começa a incomodar e já virou alvo de críticas e ataques de adversários, algo que não acontecia antes do crescimento nas pesquisas (Amoêdo já aparece à frente de Meireles e Boulos e, em alguns levantamentos, está empatado tecnicamente com Alckmin).

O primeiro a disparar foi Ciro Gomes, ao destacar a falta de experiência política e o fato do candidato declaradamente liberal ter enriquecido graças às benesses do estado aos bancos. Hoje, o jornalista Reinaldo Azevedo perguntou ironicamente, no seu blog, “onde Amoêdo estava quando os banqueiros idolatravam Lula” e disse que o candidato do Novo “luta pra ser um Bolsonaro Nutella”. Já o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, dedicou um post do twitter ao novo rival. “Partido Novo é o PSDB Personalité. Posa de limpinho na política para manter o clube dos privilegiados na economia. Essa história a gente já conhece e não tem nada de nova”.

Uma nova pesquisa Datafolha deve ser divulgada na próxima segunda-feira e circula, nos bastidores, a informação de que o presidenciável do Novo cresceu ainda mais. Amoêdo que se cuide. A artilharia pode ficar ainda mais pesada até o dia 7 de outubro.

“EXCELENTES PERGUNTAS” E AS RESPOSTAS DE CELSINHO COTRIM

Quem estreou a sabatina da Aratu com os candidatos ao Senado, na última segunda-feira (3/9), foi o político Celsinho Cotrim (PRTB), que divide a sigla com João Henrique Carneiro, ex-prefeito de Salvador. Em conversa com os jornalistas Pablo Reis e Matheus Carvalho, o postulante conversou sobre os desafios que deve enfrentar e as propostas de campanha.

Ao ser questionado sobre o que teria de novo no seu mandato, Celsinho respondeu que essa nova política está baseada em um tripé. “O primeiro é o respeito a pessoas, onde o tratamento dado depois da eleição seja o mesmo tratamento dado em campanha eleitoral. O segundo pé constitui-se em respeitar o dinheiro público, a gente não aguenta mais tanto descaso público, então precisamos tratar o dinheiro público com honestidade. E o terceiro pé, completando esse tripé é, exatamente, respeitar as leis e respeitar a mãe das leis, que é a Constituição”.

Para o candidato, o fato de não ter exercido qualquer cargo eletivo antes da candidatura nas eleições 2018 não deve pesar para o eleitor. “Isso é o que a velha política determinou. A velha política disse que quem não for a favor da velha política não pode ter os mesmos direitos. E a gente está vindo para romper isso, queremos provar que quem manda é a nova política, provar que é possível ser eleito sem cargo eletivo”, respondeu Cotrim, exemplificando com Randolfo Rodrigues e Lindbergh Farias, ambos já tiveram cargos de destaque, seja no executivo ou no legislativo, em seus respectivos estados.

O político afirmou, ainda, que não consegue enxergar divergências com o plano de governo do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), porque, assim como o militar, pretende “colocar ordem nesse país”. A frase do postulante ao Senado gerou o questionamento se ordem quer dizer “armar o cidadão”.

“A própria Constituição prevê isso e a própria legislação já garante o armamento estabelecendo alguns critérios, então não vejo porque essa crise em torno do nosso candidato a presidente”, respondeu.

Por fim, Cotrim disse que, caso seja eleito, o “salário de Senador será o mesmo que ele ganha na Universidade Católica do Salvador” e que seu “gabinete não será cabide de empregos, será solicitado do Senado funcionários concursados”.

Confira na íntegra: 

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FHC, O MUSEU, O CONCERTO E O TELHADO

Na tarde desta quarta-feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se manifestou sobre o tenebroso incêndio que consumiu o Museu Nacional e, junto com ele, boa parte da memória e da cultura brasileiras. Em publicação no twitter, o presidente de honra do PSDB registrou: “O Museu Nacional pegou fogo. Parte da memória antropológica sumiu. Ruth tinha mais ligações com os professores de lá que eu. Há quase 20 anos mandei duas vezes verba para concertar (sic) o telhado: chovia nas múmias. A primeira se perdeu. Descaso de todos e burocracia de sempre.”

A falha de ortografia do ex-ministro da Fazenda, professor universitário, intelectual reconhecido internacionalmente, não passou impune pelos seguidores na rede social. “Senhor ex presidente tipo aquele concerto dos beatles em cima do telhado?”, perguntou um. “Se não tivesse mandado CONSERTAR o telhado, teria sido mais facil apagar o fogo, já que também faltou água”, exclamou outra.

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CIRO GOMES, O “SUGAR DADDY” DOS INTERNAUTAS BRASILEIROS

Nas redes sociais, o candidato à Presidência, Ciro Gomes (PDT), foi apelidado de “Sugar Daddy”, que é uma expressão originada nos Estados Unidos e que significa um homem mais velho que financia mulheres mais jovens, as “sugar babies”. A empresa Universal Sugar apontou os tweets se referindo ao presidenciável dessa forma.

Tudo começou quando Ciro apresentou sua principal proposta de campanha, denominada como “Projeto Nome Limpo”, cujo objetivo é quitar os débitos dos brasileiros que estão com o nome do SPC e no Serasa. A proposta do pedetista foi apresentada logo na sua propaganda eleitoral, na última sexta-feira (31/8). No Twitter, internautas se referiram ao presidenciável como “sugar daddy do Brasil” e “pai dos endividados”.

  

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ELEIÇÕES 2018 EM NÚMEROS E BARRAS

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza os dados das eleições 2018 em seu site, com informações sobre candidatos e eleitorado do pleito que vai escolher o próximo presidente da República, os governadores, senadores e deputados estaduais e federais. Na Bahia, mais de 10 milhões de eleitores estão aptos a votar, 207 mil a mais que nas eleições 2014, com os mesmos cargos . Desse número, mais de três milhões não têm biometria cadastrada no órgão (34,24%).

Do número total de eleitorado baiano, mais de 42 mil possui algum tipo de deficiência, seja de locomoção, visual, auditiva ou “outros”. E se engana quem acha que o eleitorado é formado, majoritariamente, por homens. As mulheres é maioria (mais de 52%).

A faixa etária das eleições 2018 tem, em sua maioria, cidadãos que viram o primeiro presidente civil eleito, no período conhecido como “Nova República”, José Sarney: de 35 a 39 anos. Os eleitores com ensino fundamental incompleto são maioria na Bahia (mais de 2 milhões), os analfabetos somam mais 780 mil, pouco mais dos eleitores que possuem ensino superior completo (mais de 670 mil).

CANDIDATURAS

As candidaturas aptas na Bahia chegam a 949, dos 1.178 pedidos de registros. Desse número, são sete candidatos para uma vaga ao Governo da Bahia, 11 postulantes para duas vagas ao Senado, 495 candidatos a deputado federal, de 39 vagas e 636 postulantes para ocupar a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), de 63 vagas.

O partido com maior número de postulantes registrados é o Psol, partido do presidenciável Guilherme Boulos, com 103 candidaturas cadastradas.

Ao contrário do eleitorado baiano, os candidatos, em sua maioria, tem ensino superior completo (47%), sem analfabetos registrados e 35 postulantes com ensino fundamental incompleto. As ocupações mais frequentes dos candidatos são: outros (20%), empresário (10%) e, por último, professor de ensino médio (3%).

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BOULOS É CHAMADO DE “CARA DE PAU” POR JORNALISTA DO CQC

O candidato a presidente pelo PSOL, Guilherme Boulos, foi tachado como “cara de pau” pelo jornalista Marcelo Tas, apresentador do extinto programa CQC, da Bandeirantes. Em resposta, o político chamou o desafeto de desinformado.

O bate boca ocorreu neste domingo, pelo twitter, após uma postagem do socialista criticando o governo federal pelo incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro. “Os cortes criminosos de Temer em recursos da Cultura e em investimentos estão condenando nosso futuro e destruindo nosso passado”, publicou Boulos no final da tarde.

O jornalista e professor universitário, de 58 anos, reagiu escrevendo: “você é um tremendo CARA DE PAU, um enganador. Que alívio saber que apenas 1% dos eleitores cai no blablablá, impostor”.

O líder do MSTS não ignorou os ataques e reagiu: “se informe antes de atacar de forma gratuita e violenta. O orçamento do Museu Nacional neste ano foi o menor da última década, resultado da política de corte de investimentos do governo Temer. O abandono e o descaso evidentemente aumentam o risco de tragédias como a de hoje”.

Outros candidatos também fizeram, nas redes sociais, alusões políticas à trágica destruição do patrimônio histórico e cultural contido no museu.

Veja a entrevista de Guilherme Boulos ao Linha de Frente:

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COLLOR DISCURSA PARA 17 PESSOAS EM CAMPANHA; ASSISTA

Candidato ao governo de Alagoas, o senador Fernando Collor de Melo foi filmado discursando para 17 pessoas no interior do estado. Na gravação de 15 segundos, ele aparece pedindo voto para o candidato ao senado Benedito de Lira (PP).

Na imagem, é possível contar 17 pessoas próximas à picape, cuja carroceria serviu de palco para o ex-presidente da República. Canapi, onde o registro foi feito, é um município no sertão alagoano, a 250 quilômetros de Maceió, com 17500 habitantes, segundo estimativa do censo de 2010.

A cidade é administrada por prefeito do DEM.

Assista ao vídeo:

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BOLSONARO, BONNER, O CHIFRE E O POÇO

A reportagem do Aratu Online mostrando o sinal de Jair Bolsonaro, usando os dedos indicador e mínimo para simular um chifre ao ouvir o nome do apresentador da Globo William Bonner noticia não apenas uma chacota. É um divisor de águas na campanha política que pode ser a mais corrosiva e vexatória desde que o Brasil voltou a ser uma democracia.

Quando o candidato a presidente mais bem avaliado nas pesquisas de opinião que não apresentam o nome de Lula faz insinuações de ordem pessoal contra o símbolo do jornalismo da principal emissora de televisão do país, o gesto é bem claro: o subsolo da vulgaridade não é o limite.

Clique e veja o video:

Bolsonaro faz sinal de chifre ao ouvir o nome de William Bonner; assista

Não se trata de fazer críticas ao já tão criticado candidato Bolsonaro. Ele pode estar apenas antecipando um comportamento que deve se tornar acintoso com o início da propaganda política eleitoral: troca de acusações, ofensas, agressões gratuitas.

O gesto do presidenciável do PSL pode também ser interpretado como uma reação debochada ao tratamento recebido na entrevista no Jornal Nacional. Especialistas em jornalismo e em ciência política consideram que a forma agressiva – uma espécie de pelotão de fuzilamento via satélite – não ajuda nem a emissora, nem os jornalistas, nem os candidatos, e muito menos os eleitores que precisam de informações para decidir sobre o importante voto em 7 de outubro.

Além de Bolsonaro, outros candidatos, a exemplo de Ciro Gomes (contra João Amoedo), Lula (contra Geraldo Alckmin), Alckmin (contra o próprio Bolsonaro) também já derraparam em alguma declaração que tangencia o desrespeito e atitudes que não ajudam na construção da cidadania. É uma mostra de que na primavera política do mês de setembro de 2018 nem tudo deve ser rosas.

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AGRONEGÓCIO: TEMA DE QUALQUER CANDIDATO

Nesta eleição em 2018, candidatos a presidente e governadores precisam falar espontaneamente – ou serem provocados – sobre o agronegócio, o setor econômico que tem despistado a crise com inovação e investimentos.

O segmento tem sido a locomotiva na geração de postos de trabalho no país. Em julho, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou o agronegócio como o principal gerador de emprego no país, com saldo de 17.455 ocupações com carteira assinada. O agronegócio foi seguido por serviços (14.548 empregos) e construção civil (10.063 postos).

Num país com 13 milhões de desempregados, e na Bahia com 1,3 milhões de cidadãos sem ocupação, a produção agrícola e pecuária precisa ser cortejada por qualquer postulante a cargo executivo.

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