PUXANDO A FILA

Até as 11 horas de hoje (09/08), apenas quatro dos 13 postulantes à Presidência da República pediram registro de suas candidaturas à Justiça Eleitoral. Os nomes Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Vera (PSTU) – é assim que aparecerão na urna eletrônica – já constam no sistema do TSE. Na Bahia, nenhum candidato ao Governo do Estado se registrou, sendo que, no país, catorze já se anteciparam. O prazo é até o dia 15 de agosto.

Cinco candidatos a presidente devem ser excluídos de todos os debates: quem são?

A Bandeirantes promove na noite desta quinta (9) o primeiro debate com candidatos a presidente da República. O encontro será mediado pelo jornalista Ricardo Boechat e oito políticos foram convidados: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriotas), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (Psol), Marina Silva (Rede).

Os escolhidos têm participação garantida por força da lei eleitoral que determina convite para qualquer candidato de coligações com pelo menos cinco congressistas federais. Como são 13 presidenciáveis, cinco ficaram de fora. O PT pediu a inclusão de Lula, mas o Tribunal Regional Federal 4 negou a solicitação.

Outros quatro nomes estão de fora: João Amoedo (Novo), João Goulart Filho (PPL), José Maria Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU). Eles não devem ser chamados em mais nenhum debate.

É muito complicado montar debates para televisão com mais de seis candidatos e em números ímpares.

O debate do SBT será feito em parceria com UOL e Folha, no dia 26 de setembro.

 

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VACAS MAGRAS PARA INSTITUTOS DE PESQUISA NA BAHIA

Não se sabe se é a crise econômica, o tempo que falta para a votação ou simplesmente o pouco acirramento na disputa para o Palácio de Ondina, mas a situação é crítica para os institutos de pesquisa que apostarem em ganhar dinheiro com a eleição na Bahia.

Até esta quarta (8/08), só três pesquisas eleitorais no estado tinham sido registradas no site do Tribunal Superior Eleitoral para 2018: todas elas já foram realizadas, nos meses de maio e fevereiro. Ou seja, até o momento, ninguém encomendou pesquisas homologadas pelo TSE para esta disputa. Será pouco interesse ou pouca grana?

reprodução/ internet 

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OS DOIS HOMENS DE BOLSONARO

os dois homens de bolsonaro

Se “Dona Flor e seus dois maridos” tivesse uma versão sob a perspectiva da política, o candidato à Presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), estrelaria junto com os dois candidatos à chefe do executivo estadual baiano José Ronaldo (DEM) e João Henrique Carneiro (PRTB).

Nem Jorge Amado conseguiria dar conta das reviravoltas que aconteceram no período que antecedeu a formação da chapa majoritária do PSC nas eleições 2018. Durante visita à Bahia, em maio deste ano, o deputado federal preferiu se calar diante do questionamento sobre quem apoiaria na corrida para o Palácio de Ondina neste ano. “Mais prudente”, revelou ao Aratu Online.

Mas, diferente da obra do autor baiano, Bolsonaro não poderia concorrer ao cargo apoiando os dois e precisou escolher entre o ex-prefeito de Salvador e o candidato apoiado pelo atual cacique do DEM na capital baiana, ACM Neto. Na dividida, ganhou João Henrique, que compartilha a sigla com general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro.

PAULISTAS DIVIDIDOS ENTRE BOLSONARO E ALCKMIN, APONTA PESQUISA

Boa notícia para os simpatizantes de Jair Bolsonaro (PSL): no maior colégio eleitoral do país, estado com predominância do PSDB, o deputado está na frente do ex-governador Geraldo Alckmin, em pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte ao Instituto MDA. Ganha de 18,9% contra 15% do tucano, na simulação estimulada. O levantamento foi aplicado apenas com eleitores de São Paulo.

Péssima notícia para os simpatizantes de Jair Bolsonaro: a distância, que já foi  de quase o triplo, está reduzida a um empate técnico, já que a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Na sequência, aparecem Marina Silva (REDE), com 8,4%, e Fernando Haddad, atualmente candidato a vice de Lula pelo PT, com 8,3%. Ciro Gomes (PDT) tem 6%, seguido por Álvaro Dias (1,8%), Manuela D´Ávila (PC do B, atualmente integrando a chapa do PT), com 1,7, Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU), com 1,1%, e Henrique Meirelles, com 1%. Os demais candidatos ficam com frações.

No cenário hipotético em que Lula tivesse a candidatura deferida pelo TSE, a pesquisa aponta o petista em primeiro lugar, com 21,8%, seguido por Bolsonaro e Alckmin, com 18,4% e 14%, respectivamente.

 

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MARINA, A PRESIDENTE… DO TWITTER

Marina Silva em primeiro lugar e com ampla vantagem em relação ao segundo colocado, Jair Bolsonaro. Alckmin em terceiro, com quase o triplo de Lula. Este não é o cenário de uma pesquisa eleitoral divulgada recentemente e nem é uma previsão de Carlinhos Vidente. É a situação de alguns dos principais candidatos à presidência em relação ao número de seguidores no Twitter. A candidata da Rede (com trocadilho) tem 1,87 milhão de seguidores. Jair Bolsonaro, que também é um fenômeno na Internet, já está com 1,23 milhão e Alckmin possui 967 mil. O ex-presidente Lula ainda está distante dos líderes, com 379 mil seguidores, embora o perfil @LulaOficial seja muito ativo nas redes, com uma média de 30 postagens por dia.

Confira o ranking dos presidenciáveis no Twitter (em 7/8/2018):

1º – Marina Silva – 1,87 mi

2º – Jair Bolsonaro – 1,23 mi

3º – Geraldo Alckmin – 967 mil

4º – Lula – 379 mil

5º – Álvaro Dias – 351 mil

6º – Ciro Gomes – 187 mil

7º – João Amoêdo – 88,3 mil

8º – Guilherme Boulos – 87,5 mil

9º – Henrique Meireles – 51,8 mil

10º – José Maria Eymael – 22 mil

11º – Cabo Daciolo – 471 (perfil não-verificado)

12º – João Goulart Filho – 270 (perfil não-verificado)

13º – Vera Lúcia – sem Twitter

GREVE SEM CAUSA

Você sabe quem são Jaime Amorim, Vilmar Pacífico, Zonália Santos, Rafaela Alves, Luiz Gonzaga Silva e o frei Sergio Görgen? Eles são representantes de movimentos populares ligados ao PT e estão em greve de fome há uma semana, protestando contra a prisão de Lula, que completa quatro meses hoje. O problema é que, se depender do ex-presidente, os grevistas de Brasília poderão ficar sem comer por um longo tempo, já que Lula decidiu retirar do STF seu pedido de soltura. Segundo o advogado – e candidato a vice de Lula – Fernando Haddad, Lula está abrindo mão da liberdade em nome da elegibilidade, porque, com ele solto, a antecipação da discussão sobre a legitimidade da candidatura representaria um risco político. Só faltou combinar com os seis grevistas.

OS MEMES DA MANU

Depois de percorrer grande parte do Brasil (e dar entrevista também ao Linha de Frente) como pré-candidata à presidência pelo PC do B, Manuela D´ávila aceitou acordo para fazer parte da chapa do PT: em caso de indeferimento da candidatura de Lula, ela seria a vice de Fernando Haddad.

Se os correligionários comunistas aceitaram, não é possível dizer o mesmo dos usuários da internet: eles não perdoaram. E justamente o empoderamento feminino propagado por Manu foi alvo das montagens.

 

Para assistir a entrevista exclusiva de Manuela D´ávila ao Linha de Frente, clique abaixo:

MENINA NÃO ENTRA

Rui Costa, João Leão, Jaques Wagner e Ângelo Coronel formam a chapa majoritária com mais testosterona (e menos melanina) dentre todas que disputam a eleição estadual deste ano. Nada de negros e nenhuma mulher no quarteto da coligação de centro-esquerda. Apesar de todo o esforço, a senadora Lídice da Mata não garantiu um lugar no grupo e ficou fora da disputa pela reeleição.

Já na oposição, a diversidade é maior. O candidato do MDB, João Santana, tem como vice a pedagoga Jeane Cruz. Na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, a médica Mônica Bahia é a candidata a vice e o Irmão Lázaro está na disputa pelo senado.

Chama atenção o fato de nenhum grupo feminista ou representante do movimento negro ter se manifestado sobre a ausência de negros e mulheres na chapa do PT. Quando o presidente Michel Temer assumiu o cargo em 2016 e anunciou um ministério sem mulheres, foi duramente criticado, acusado de misoginia e machismo.

LÚCIO, O CANDIDATO OCULTO

A reeleição de Lúcio Vieira Lima para o Congresso Nacional ficou bem ameaçada após os escândalos – e a prisão – do irmão dele, Geddel, por suspeita de obstruir investigações da operação Cui Buono da Polícia Federal, sobre irregularidades na Caixa Econômica.

Acontece que os experientes em quociente eleitoral apostam que Lúcio garantirá mais quatro anos de mandato. Só que de uma forma inusitada: “Ele tem que aparecer pouco no horário eleitoral, e deixar que outros candidatos do MDB, com mil e dois mil votos, apareçam”.

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