NANICOS GIGANTES

A Bahia é o estado do Nordeste com o maior número de candidatos a deputado. São 588 buscando uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia e 454 lutando pra trabalhar durante os próximos quatro anos na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Chama atenção a divisão das candidaturas por partido. Se você acha que os gigantes PSDB, DEM, MDB ou PT estão entre as agremiações com o maior número de inscritos para a disputa, errou feio. Os recordistas estão nos extremos do espectro ideológico brasileiro.

O pequeno e ultraesquerdista PSOL é o partido que lidera a peleja, com 54 candidatos a Deputado Estadual e 47 candidatos a Deputado Estadual, num total de 101 aspirantes ao parlamento. O segundo colocado em número de postulantes é o PTC – conhecido nacionalmente por ter o ex-presidente Fernando Collor de Melo como um dos filiados – que tem 91 candidatos. O partido de extrema-direita, PATRIOTA (antigo PEN), aquele do presidenciável Cabo Daciolo, tem 9o.

O DEM e o PT, siglas que comandam a Prefeitura de Salvador e o Governo do Estado, apresentam números muito mais modestos. O partido do prefeito ACM Neto possui apenas 29 candidatos a Deputado Estadual e 27 a Deputado Estadual. O PT tem 14 para Deputado Federal e 26 para Deputado Estadual.

MUDANÇA DE PAÇO: veja os vereadores que querem deixar a CMS após eleições 2018

Dezesseis dos 43 vereadores de Salvador vão tentar uma vaga como deputado estadual ou federal nas eleições deste ano. Oito nomes querem trocar a Câmara Municipal de Salvador (CMS) pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). São eles: Aladilce (PCdoB), Alexandre Aleluia (DEM), Hilton Coelho (PSOL), Leo Prates (DEM), Maurício Trindade (DEM), Sabá (PV), Paulo Câmara (PSDB) e Tiago Correia (PSDB).

Quem quer trocar Salvador por Brasília são os vereadores Ana Rita Tavares (PMB), Cezar Leite (PSDB), Igor Kannário (PHS), Joceval Rodrigues (PPS), Marcelle Moraes (PV), Odiosvaldo Vigas (PDT), Palhinha (DEM) e Vado (DEM).

Em 2016, quando foram eleitos na capital baiana, os vereadores declararam seus respectivos bens no TSE. Nos últimos dias, precisaram refazer o procedimento para validar suas respectivas candidaturas nas eleições 2018. Em pouco menos de dois anos, alguns políticos, inclusive, dobraram o valor do patrimônio após integrar a 18ª legislatura (2017-2020).

Aladilce, que iniciou a campanha como vereadora com  mais de R$ 120 mil, agora acumula mais de R$ 181 mil. Tendo um aumento de mais de R$ 61 mil.

Alexandre Aleluia aumentou o valor de seus bens em mais de R$ 35 mil.

Leo Prates aumentou em mais de R$ 158 mil o seu patrimônio.

Sabá teve mais de R$ 142 mil aumentados no valor dos bens desde 2016.

Paulo Câmara aumentou o valor de seus bens em mais de R$ 159 mil.

Tiago Correia aumentou em mais de R$ 545 mil o seu patrimônio.

Cezar Leite passou de R$ 706 mil para mais de R$ 867 mil.

Joceval Rodrigues deu um “up” nos bens acumulando mais de R$ 199 mil desde que foi eleito vereador de Salvador.

Marcelle Moraes aumentou em R$ 131 mil seu patrimônio.

Odiosvaldo Vigas teve mais de R$ 883 mil aumentados no valor dos bens.

Indo contra a maré, os vereadores Hilton Coelho e Maurício Trindade, de 2016 a 2018, tiveram o valor dos bens reduzido, segundo registro no site do TSE. Hilton tinha R$ 126 mil quando concorreu ao cargo de vereador de Salvador e hoje possui R$ 103 mil. Trindade, por sua vez, começou o mandato na CMS com mais de R$ 1 mi, mas registrou candidatura em 2018 com R$ 585 mil.

Bens de Hilton Coelho em 2016

 

Bens de Hilton Coelho em 2018

 

Bens de Maurício Trindade em 2016

 

Bens de Maurício Trindade em 2018

Os candidatos Ana Rita Tavares, Igor Kannario, Palhinha e Vado ainda não protocolaram o detalhamento dos bens.

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GUALBERTO JOGA IMBASSAHY AOS LEÕES DAS URNAS

Um dia após anunciar a desistência da candidatura à reeleição como deputado federal, João Gualberto (PSDB) mostrou no Linha de Frente a decepção com o Congresso Nacional. Afirmou que “no máximo 110 deputados”, entre os 513, têm realmente compromisso com o país e não com as próprias eleições.

E foi além: apostou que a próxima legislatura será ainda pior do que a atual, em termos de comprometimento dos parlamentares. O presidente estadual do partido disse que se fosse Fernando Henrique Cardoso não apareceria no horário eleitoral pedindo voto para Geraldo Alckmin.

Um dos recados mais duros de Gualberto, que votou pelo impeachment de Michel Temer, foi para os tucanos que apoiaram o presidente. “Eles não podem negar que estiveram com Temer o tempo todo, senão fica feio para eles. Quem foi de Temer que assuma que esteve com ele e o que fez com ele”.

O baiano Antonio Imbassahy, também do PSDB, candidato à reeleição, foi ministro da Secretaria de Governo durante 11 meses.

Assista a entrevista completa de João Gualberto:

Linha de Frente Eleições 2018 – João Gualberto, Dep Federal PSDB

Linha de Frente Eleições 2018 – João Gualberto, Dep Federal PSDB

Gepostet von Aratu Online am Mittwoch, 15. August 2018

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SÓ FALTAM DOIS

Manhã do dia 15, prazo estourando e onze presidenciáveis oficializaram a candidatura e já aparecem no site do TSE. Os dois que faltam são os políticos que mais se candidataram ao cargo máximo da República desde o fim do regime militar. Os nomes de José Maria Eymael e de Luis Inácio Lula da Silva ainda não foram registrados. Eymael – o Democrata Cristão famoso pelo marcante jingle de campanha – foi candidato em 1998, 2006, 2014 e vai tentar novamente agora em 2018.

Lula – que está condenado em segunda instância e preso por corrupção e lavagem de dinheiro – foi candidato em 1989, 1994, 1998, ganhou em 2002 e se reelegeu em 2006. O registro da candidatura é um dos atos de campanha do PT, que reuniu a militância para uma manifestação em Brasília. O ex-presidente cumpre os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que, ironicamente, foi sancionada por ele, quando governava o país. Por estar preso em Curitiba, caberá a Fernando Haddad, o vice da chapa, a tarefa de entregar os documentos ao TSE.

“DEUS” E O “MUDO” NAS ELEIÇÕES 2018

Em todo o país, as chapas que vão disputar as eleições majoritárias têm uma curiosa semelhança. O candidato pode ser de esquerda, centro ou direita, mas as palavras “Deus” e “mudar” são as que mais se repetem nos nomes das coligações. Aqui na Bahia, o ex-prefeito João Henrique (PRTB) surfou na onda Bolsonaro e praticamente repetiu o lema de campanha do presidenciável do PSL. “Bahia acima de tudo. Deus acima de todos”. Troque Bahia por Brasil e o texto de João vira a frase de Jair, com o mesmo Deus servindo de mote para as duas campanhas, numa espécie de franquia abençoada por uma aliança nacional.

Será que a agência publicitária que criou o “Pra mudar de verdade” de João Santana (MDB) é a mesma que criou o “Coragem para mudar”, de José Ronaldo (DEM), e o “Vamos sem medo de mudar a Bahia”, de Marcos Mendes (PSOL)? Ou virou uma regra que todas as chapas de oposição utilizem a palavra “mudar” nos seus slogans?

A equipe do candidato à reeleição, Rui Costa (PT), não está muito a fim de falar em mudança este ano e a turma do marketing optou pela frase “Mais trabalho por toda a Bahia”. Quatro anos atrás, no entanto, embora fosse o candidato da situação, o nome da chapa era “Pra Bahia mudar mais”.

Moral da história. Os marqueteiros adoram falar que as coisas vão mudar, mas não mudam o tom das campanhas de seus clientes.

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DORMIU NO PONTO, CAPITÃO!

O registro no TSE da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República revelou aos eleitores uma curiosidade que mostra o pouco cuidado do parlamentar com as aplicações financeiras. E não estou me referindo a propostas do candidato para a economia do país, mas às decisões do deputado com relação aos próprios investimentos.

Na declaração de bens, consta que Bolsonaro optou pela Caderneta de Poupança para aplicar parte considerável de suas economias. O candidato, que declarou possuir R$ 2,285 milhões em patrimônio, tem R$ 408 mil na Poupança. Duvido que Paulo Guedes, o homem escolhido para comandar a economia num eventual governo Bolsonaro, recomendasse uma aplicação tão pouco vantajosa. O rendimento dos últimos doze meses não chegou a 5%. Das opções mais conservadoras, o CDB, por exemplo, rendeu 6,83%, o Tesouro Direto pré-fixado rendeu entre 8 e 9%. Perdeu, Capitão!

RICO ASSUMIDO

O prazo para registro de candidaturas para as eleições 2018 termina na quinta-feira e o sexto postulante à Presidência da República incluiu o nome no sistema do TSE. Foi João Amoêdo, do Partido Novo. Ele não está entre os primeiros nas pesquisas, está num partido sem representantes no Congresso, vai ter apenas cinco segundos de tempo de propaganda em rádio e TV, mas pode ostentar o título de candidato mais rico no pleito deste ano.

Na comparação com os concorrentes já inscritos, a discrepância é enorme. Enquanto Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) apresentaram ao TSE menos de R$ 2 milhões em bens – e Guilherme Boulos (PSOL) declarou apenas um automóvel usado de R$ 15 mil – Amoêdo declarou um patrimônio de mais de R$ 425 milhões. O candidato do Partido Novo é um empresário bem sucedido e também já dirigiu algumas das mais importantes instituições bancárias do país.

Entre os bens declarados, muitas aplicações no mercado financeiro, imóveis caros, automóveis de luxo e uma embarcação no valor de R$ 4,1 milhões. Outro candidato que, após fazer o registro da candidatura, deve revelar uma fortuna superior a uma centena de milhões de reais é o executivo e ex-Ministro da Fazenda, Henrique Meireles.

Uma grande curiosidade é com relação à declaração de bens do ex-presidente Lula, que está preso por causa de um apartamento tríplex e é investigado por supostamente ser dono de um sítio. Na quinta-feira, os bens do ex-presidente (aqueles registrados no nome dele) estarão à disposição dos eleitores através do site http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/

Vice de Ciro, Kátia Abreu entra na onda dos memes… contra si mesma

A senadora Kátia Abreu, candidata a vice de Ciro Gomes (PDT), adotou, nesta segunda (13), uma estratégia simpática e muito pouco usual entre políticos brasileiros: participar da chamada zuêra da internet… tendo ela mesma como alvo.

Após sofrer ataques pelo suposto uso excessivo de edição de imagens na foto de campanha dela e do presidenciável, a pecuarista goiana, senadora por Tocantins, e ex-ministra da Agricultura, usou as redes sociais para divulgar as montagens mais engraçadas que os internautas fizeram com ela.

Em uma das publicações, a candidata ainda deu um puxão de orelha na assessoria: “Amei as reações sobre minha foto. Concordo total com vcs mas pessoal de comunicação , sabem como é? Acham ou tem certeza que sabe tudo. Valeu pela ajuda”

Kátia Abreu tem 56 anos de idade e conta com 120 mil seguidores no twitter.

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Aratu e Folha unem forças numa inédita cobertura de eleições na Bahia

Uma parceria inédita, que une a relevância do principal jornal impresso do Brasil, com a inovação e o jeito baiano de passar informação com credibilidade. Aratu e Folha de São Paulo estão juntos na cobertura das eleições 2018.

A emissora, que pretende somar mais de 70 horas dedicadas a entrevistas, debates e sabatinas com os candidatos, transmitidas pela TV e pelas redes sociais, vai ter o reforço da equipe da Folha durante o debate com os candidatos ao governo e nas rodadas de entrevista.

A parceria seria anunciada oficialmente nesta terça (14), pela diretora da Aratu, Ana Coelho. O site Alô Alô Bahia, entretanto, publicou a informação, com exclusividade, no início da noite de segunda (13). Clique aqui para ler a nota “TV Aratu fecha parceria com a Folha de São Paulo. Aos detalhes, vem!” 

A união entre os dois veículos é um prolongamento da relação já estabelecida entre SBT, Folha e UOL, na cobertura nacional.

Jornalistas da Folha estarão nos estúdios da Aratu, em Salvador, acompanhando o debate com os candidatos ao Governo do Estado, que deve ser o último antes das eleições marcadas para 7 de outubro.

O repórter João Pedro Pitombo, correspondente da Folha, será convidado como um dos entrevistadores, junto com a equipe do Linha de Frente.

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SHOW DO MILHÃO

Em São Paulo, a disputa ao governo está bem acirrada, com um empate entre Paulo Skaf (MDB) e João Dória (PSDB) na primeira colocação, de acordo com os dados da pesquisa CNT/MDA, divulgados na semana passada. Difícil saber quem vencerá a eleição, mas é quase certo que o próximo governador do estado mais rico do Brasil será um homem milionário.

A declaração de bens enviada pelo candidato do MDB ao TSE mostra que Skaf tem um patrimônio de R$ 27 milhões. Outro milionário entre os concorrentes é Rogério Chequer, do Partido Novo. O líder do Movimento Vem pra Rua tem mais de R$ 9 milhões em bens, incluindo uma aeronave de mais de 1,7 milhão. Em matéria de grana nenhum dos dois chega perto do atual prefeito de São Paulo, João Dória, que ainda não registrou a candidatura, mas declarou uma fortuna de R$ 179,7 milhões em 2016.

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