A CADEIRA MAIS COBIÇADA PELO EXECUTIVO NÃO É DO EXECUTIVO

A eleição para escolher o novo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) só acontecerá em fevereiro, mas já virou tema de discórdia entre o governador do Estado, Rui Costa (PT), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). O petista defende a ideia de que a base aliada tem que definir uma candidatura única para presidência da Casa, sem precisar considerar a indicação da oposição, que atualmente tem como líder Luciano Ribeiro (DEM).

Na última quarta-feira (28/11), o atual presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS) e deputado estadual recém eleito, Leo Prates (DEM), durante entrevista exclusiva dada ao Aratu Online, declarou que vai brigar para conseguir fazer oposição dentro da Casa.

Já o prefeito de Salvador, ACM Neto, criticou a declaração de Rui durante entrevista coletiva que concedeu nesta sexta-feira (30/11), no Palácio Thomé de Souza. “Isso é uma postura com viés claramente autoritário. Na vida você não pode achar que está acima do bem e do mal, que pode tudo. A oposição é fundamental para a democracia e hoje quem é situação amanhã pode ser oposição. A eleição da Assembleia segue seu próprio ritmo, espero que tenha um desfecho nos próximos dias. Nós temos nossa preferência, mas não caberá a mim anunciar. Só posso dizer que vamos estar aqui para fazer a devida oposição e lá na Assembleia será o palco principal desse enfrentamento”.

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QUEM NÃO TEM DEBATE, CAÇA COM TWITTER

O candidato João Amoêdo (Novo) não participou dos debates entre presidenciáveis durante a campanha eleitoral. Isto porque a lei eleitoral assegura “a participação de candidatos dos partidos com representação no Congresso Nacional, de, no mínimo, cinco parlamentares”, especificidades que o partido “Novo” não atende.  Portando, os meios de comunicação só precisam chamar candidatos cujo partido tenha pelo menos cinco cadeiras ocupadas, entre deputados federais e senadores.

Amoêdo, então, recorre ao Twitter, respondendo as questões levantadas nos debates.

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VAI DE “ZAP”? A CAMPANHA ELEITORAL DO GALEGO

O candidato ao Senado e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), recorreu ao WhatsApp como um canal para ficar mais próximo dos seus potenciais eleitores. Logo no primeiro contato, a equipe responsável por movimentar o canal pede autorização para adicionar o número do eleitor à base de notícias da campanha de Wagner, pergunta o nome completo e a cidade onde o cidadão mora. A questão é que, diferente do sucessor e colega de sigla, Rui Costa, o meio de comunicação do “Galego”, não trabalha com correria. Em três dias de teste, nenhum material foi disponibilizado, apesar da extensa agenda de campanha do candidato a senador, ao lado do atual governador da Bahia e o também candidato ao Senado, Ângelo Coronel (PSD).

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“DEUS” E O “MUDO” NAS ELEIÇÕES 2018

Em todo o país, as chapas que vão disputar as eleições majoritárias têm uma curiosa semelhança. O candidato pode ser de esquerda, centro ou direita, mas as palavras “Deus” e “mudar” são as que mais se repetem nos nomes das coligações. Aqui na Bahia, o ex-prefeito João Henrique (PRTB) surfou na onda Bolsonaro e praticamente repetiu o lema de campanha do presidenciável do PSL. “Bahia acima de tudo. Deus acima de todos”. Troque Bahia por Brasil e o texto de João vira a frase de Jair, com o mesmo Deus servindo de mote para as duas campanhas, numa espécie de franquia abençoada por uma aliança nacional.

Será que a agência publicitária que criou o “Pra mudar de verdade” de João Santana (MDB) é a mesma que criou o “Coragem para mudar”, de José Ronaldo (DEM), e o “Vamos sem medo de mudar a Bahia”, de Marcos Mendes (PSOL)? Ou virou uma regra que todas as chapas de oposição utilizem a palavra “mudar” nos seus slogans?

A equipe do candidato à reeleição, Rui Costa (PT), não está muito a fim de falar em mudança este ano e a turma do marketing optou pela frase “Mais trabalho por toda a Bahia”. Quatro anos atrás, no entanto, embora fosse o candidato da situação, o nome da chapa era “Pra Bahia mudar mais”.

Moral da história. Os marqueteiros adoram falar que as coisas vão mudar, mas não mudam o tom das campanhas de seus clientes.

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