OS VIEIRA LIMA NA MIRA DA PGR E NAS MÃOS DA SUPREMA CORTE

Se depender da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima serão condenados a 80 e 48 anos de prisão, respectivamente. A decisão, porém, não cabe somente à Procuradoria-Geral da República (PGR). Agora é o Supremo Tribunal Federal (STF) quem decide se acata ou não o pedido de Dodge, que ainda solicitou pagamento de multa contra os Vieira Lima.

Os dois são alvos de uma ação penal que tramita no STF sob relatoria do ministro Edson Fachin. Geddel segue preso de forma preventiva, desde setembro de 2017. Lúcio, por sua vez, está livre, mas não conseguiu se reeleger na última eleição. Na denúncia destacasse a possível união dos irmãos para cometer crimes de “ocultação da origem, localização, disposição, movimentação e a propriedade de cifras milionárias de dinheiro vivo” e estariam ligados aos R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal, em um apartamento de Salvador na mesma época da prisão do ex-ministro. O imóvel é ligado à família Vieira Lima.

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LÚCIO, O CANDIDATO OCULTO

A reeleição de Lúcio Vieira Lima para o Congresso Nacional ficou bem ameaçada após os escândalos – e a prisão – do irmão dele, Geddel, por suspeita de obstruir investigações da operação Cui Buono da Polícia Federal, sobre irregularidades na Caixa Econômica.

Acontece que os experientes em quociente eleitoral apostam que Lúcio garantirá mais quatro anos de mandato. Só que de uma forma inusitada: “Ele tem que aparecer pouco no horário eleitoral, e deixar que outros candidatos do MDB, com mil e dois mil votos, apareçam”.

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