Rui Costa é recordista de votos da história da Bahia; ACM é o 10º lugar

Ao alcançar a marca de 5.096.062 neste domingo (7/10), o governador reeleito Rui Costa alcançou o posto de baiano que recebeu maior aprovação de seus conterrâneos na história, em números absolutos. Nenhum outro político nascido no estado conseguiu ter mais de 5 milhões de votos.

A maior votação absoluta de Antonio Carlos Magalhães, falecido em 2007, foi inferior a 3 milhões de votos (2.995.559), ao conquistar uma cadeira no senado, em 2002. O até então campeão de votos era Jaques Wagner, eleito governador em 2010, com 4.101.270 votos. Das 10 maiores votações da história do estado, Wagner aparece em três posições.

A apuração do Linha de Frente foi feita com base nos dados disponibilizados pelo TSE nos últimos 2o anos.

Um detalhe curioso é a redução do total de eleitores aptos na Bahia em 2018 (10.393.170) em relação a 2016 (10.570.085). Em 2014, foram  10.185.417 votantes aptos, contra 10.110.100 em 2012.

VEJA O TOP 10 DE VOTOS NA BAHIA (os dados são do TSE)

1° Rui Costa – 5.096.062 votos (governador 2018)
2º Jaques Wagner – 4.253.331 votos (senador 2018)
3º Jaques Wagner – 4.101.270 votos (governador 2010)
4º Ângelo Coronel – 3.927.598 votos (senador 2018)
5º Walter Pinheiro – 3.630.944 votos (senador 2010)
6º Lídice da Mata – 3.385.300 votos (senadora 2010)
7º Rui Costa – 3.558.975 (governador 2014)
8º Otto Alencar – 3.341.111 votos (senador 2014)
9º Jaques Wagner – 3.242.336 votos (governador 2016)
10º ACM – 2.995.559 votos (senador 2002)

 

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UM JAQUES WAGNER INCOMODA MUITA GENTE, SEGUNDO ELE MESMO

O terceiro candidato ao Senado a participar da sabatina no Linha de Frente foi o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que foi entrevistado pelos jornalistas Pablo Reis e Matheus Carvalho, na última quarta-feira (5/9). O postulante falou sobre os projetos que tem para o país e a Bahia, caso seja eleito, sobre o atual governo e a interdição da candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República.

Perguntado sobre a polêmica com o MBL — leia aqui –, Wagner afirmou que incomoda “porque o PT na Bahia é sinônimo de sucesso”. “Meu nome foi levantado como ‘plano b’ do partido, sugestão que eu, inclusive, nunca comunguei, porque o Lula é insubstituível”, comentou.

Wagner comentou ainda sobre a participação de Lula na escolha dos nomes para postulantes pelo PT e um possível apoio do candidato Ciro Gomes (PDT).

Confira na íntegra:

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RUI E WAGNER CALAM SOBRE BOLSONARO

A coordenação da campanha à reeleição do governador Rui Costa (PT) considerou que ele não perderia nada se silenciasse a respeito do atentado a Jair Bolsonaro, e não ganharia nada se demonstrasse solidariedade pública. O candidato ao senado Jaques Wagner também procedeu de maneira semelhante. Desta forma, eles foram dos poucos petistas que, nas redes sociais, não trataram espontaneamente sobre o assunto.

A direção nacional do partido recomendara que as principais lideranças repudiassem publicamente o atentado, como uma agressão à democracia.

O presidenciável Fernando Haddad foi lacônico: “Repudio totalmente qualquer ato de violência e desejo pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro”.

A ex-presidente e candidata ao Senado, Dilma Rousseff, preferiu não citar o nome do candidato do PSL: “Lamento muito a violência e o episódio ocorrido. Não concordo que o debate político seja feito com ódio ou se recorra à violência. O ódio não pode ser semeado. Não é assim que ganhamos respeito ou fazemos política.”

O governador do Piauí e candidato a reeleição, Wellington Dias, foi o mais eloquente dos petistas: “Lamento o ataque sofrido pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL) nesta tarde de quinta. Uma democracia plena não se faz com violência. Uma campanha política se faz com respeito, mesmo com as diferenças partidárias. O radicalismo é prejudicial para estabelecermos a paz da nação.”

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VAI DE “ZAP”? A CAMPANHA ELEITORAL DO GALEGO

O candidato ao Senado e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), recorreu ao WhatsApp como um canal para ficar mais próximo dos seus potenciais eleitores. Logo no primeiro contato, a equipe responsável por movimentar o canal pede autorização para adicionar o número do eleitor à base de notícias da campanha de Wagner, pergunta o nome completo e a cidade onde o cidadão mora. A questão é que, diferente do sucessor e colega de sigla, Rui Costa, o meio de comunicação do “Galego”, não trabalha com correria. Em três dias de teste, nenhum material foi disponibilizado, apesar da extensa agenda de campanha do candidato a senador, ao lado do atual governador da Bahia e o também candidato ao Senado, Ângelo Coronel (PSD).

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WAGNER GANHA DO MBL NA JUSTIÇA POR FAKENEWS

O Movimento Brasil Livre será obrigado a publicar, na página do facebook, resposta do ex-governador e candidato ao senado pela Bahia, Jaques Wagner (PT).

A desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, Gardênia Pereira Duarte, sentenciou o MBL e os integrantes Kim Kataguiri (22 anos) e Fernando Holiday (21 anos), vereador de São Paulo pelo DEM, a concederem espaço ao candidato de 67 anos. A relatora entendeu que os jovens praticaram fakenews ao divulgarem que o ex-governador teria sido vaiado e xingado durante manifestação a favor de Lula, no dia 11 de agosto, no Shopping Barra.

A publicação de Kim e Holiday, feita no dia 12 e excluída no dia seguinte, insinuava que o ex-governador fora abordado aos gritos de “ladrão”, “cadeia” e “presidiário”. A defesa do MBL tentou alegar que a postagem foi apagada três horas depois. A juíza entendeu que o estrago na imagem do candidato já tinha sido feito e precisava ser reparado.

Sentença da juíza do TRE-BA dá ganho parcial de causa a Wagner contra Kataguiri e Holiday

A juíza, no entanto, negou o pedido de que os acusados sejam proibidos de novos posts. “O MBL mentiu, ofendeu e o TRE fez justiça. Esperamos que aprendam a lição”, declarou o coordenador da campanha de Wagner, Éden Valadares.

A página do MBL no facebook tem mais de 2,7 milhões de seguidores.

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MENINA NÃO ENTRA

Rui Costa, João Leão, Jaques Wagner e Ângelo Coronel formam a chapa majoritária com mais testosterona (e menos melanina) dentre todas que disputam a eleição estadual deste ano. Nada de negros e nenhuma mulher no quarteto da coligação de centro-esquerda. Apesar de todo o esforço, a senadora Lídice da Mata não garantiu um lugar no grupo e ficou fora da disputa pela reeleição.

Já na oposição, a diversidade é maior. O candidato do MDB, João Santana, tem como vice a pedagoga Jeane Cruz. Na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, a médica Mônica Bahia é a candidata a vice e o Irmão Lázaro está na disputa pelo senado.

Chama atenção o fato de nenhum grupo feminista ou representante do movimento negro ter se manifestado sobre a ausência de negros e mulheres na chapa do PT. Quando o presidente Michel Temer assumiu o cargo em 2016 e anunciou um ministério sem mulheres, foi duramente criticado, acusado de misoginia e machismo.

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