DOMINGO NO PLANALTO

O baiano Gilberto Gil abre uma das mais geniais composições da música brasileira, Domingo no Parque,  com os versos “O rei da brincadeira. Ê, José! O rei da confusão. Ê, João!”. A canção é de 1967 e trata de um crime sangrento. Cinquenta e um anos depois, o mesmo Gilberto Gil voltou a falar sobre crimes envolvendo um outro João e um outro José.

Interrogado hoje pelo juiz Sérgio Moro, o músico, que foi Ministro da Cultura de 2002 a 2008, é uma das testemunhas de defesa do ex-presidente Lula na ação penal que trata do sítio de Atibaia. Moro fez poucas perguntas e as respostas de Gil foram lacônicas.

Moro – O senhor conheceu o ex-ministro José Dirceu?

Gilberto Gil – Sim. Claro.

Moro – Teve conhecimento do envolvimento do senhor José Dirceu em algum esquema de corrupção?

Gilberto Gil – Não.

Moro – O senhor conheceu o senhor João Santana?

Gilberto Gil – Sim

Teve conhecimento do envolvimento do senhor João Santana em alguma esquema de corrupção?

Gilberto Gil – Não

As mesmas perguntas foram feitas sobre a relação com Antônio Palocci e Gilberto Gil deu as mesmas respostas.

O interrogatório foi por videoconferência e, antes, o artista e ex-ministro respondeu às perguntas formuladas pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin.

Confira o vídeo: