MANÍACOS POR PROPINA

Para justificar as prisões preventivas, tão criticadas por alguns juristas e jornalistas, Moro fez uma comparação contundente durante sua palestra no Simpósio Nacional de Combate à Corrupção.

“Quem faz parte de um esquema de corrupção sistêmica é como o Maníaco do Parque [célebre assassino em série brasieliro]. Em liberdade, vai reiterar a prática criminosa”

E acrexcentou que “Não há nenhum atentado à presunção de inocência. Nos Estados Unidos e França, condenados em primeira instância são presos”

AUSÊNCIAS CONFIRMADAS

 

Sala de cinema do Shopping Barra lotada. O Simpósio Nacional de Combate à Corrupção atraiu jornalistas, juristas, policiais, políticos, advogados, estudantes e diversas outras categorias interessadas no tema, mas algumas ausências chamaram tanta atenção quanto às presenças.

O Governador Rui Costa foi convidado, mas não compareceu. Justificou a falta alegando compromissos. O Secretário de Segurança Pública Maurício Barbosa, que é delegado da Polícia Federal, também não apareceu no evento organizado pelos seus colegas da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), assim como o Comandante da PM, Anselmo Brandão.

O Prefeito de Salvador, ACM Neto, aceitou o convite e foi o único político a compor a mesa de abertura do simpósio.

O juiz Sérgio Moro foi agraciado com a Medalha Tiradentes, assistiu a um vídeo em sua homenagem e ouviu mais de um minuto de aplausos (de pé) e gritos da plateia.

DOMINGO NO PLANALTO

O baiano Gilberto Gil abre uma das mais geniais composições da música brasileira, Domingo no Parque,  com os versos “O rei da brincadeira. Ê, José! O rei da confusão. Ê, João!”. A canção é de 1967 e trata de um crime sangrento. Cinquenta e um anos depois, o mesmo Gilberto Gil voltou a falar sobre crimes envolvendo um outro João e um outro José.

Interrogado hoje pelo juiz Sérgio Moro, o músico, que foi Ministro da Cultura de 2002 a 2008, é uma das testemunhas de defesa do ex-presidente Lula na ação penal que trata do sítio de Atibaia. Moro fez poucas perguntas e as respostas de Gil foram lacônicas.

Moro – O senhor conheceu o ex-ministro José Dirceu?

Gilberto Gil – Sim. Claro.

Moro – Teve conhecimento do envolvimento do senhor José Dirceu em algum esquema de corrupção?

Gilberto Gil – Não.

Moro – O senhor conheceu o senhor João Santana?

Gilberto Gil – Sim

Teve conhecimento do envolvimento do senhor João Santana em alguma esquema de corrupção?

Gilberto Gil – Não

As mesmas perguntas foram feitas sobre a relação com Antônio Palocci e Gilberto Gil deu as mesmas respostas.

O interrogatório foi por videoconferência e, antes, o artista e ex-ministro respondeu às perguntas formuladas pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin.

Confira o vídeo:

 

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