SÉRGIO MORO: O #FAMOSINHO DO MINISTÉRIO

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, é o braço direito do presidente Jair Bolsonaro (PSL) mais famosinho entre os brasileiros. É o que apurou a pesquisa Veja, junto com o Instituto Ideia Big Data. De acordo com o levantamento, o ministro é conhecido por 97% da população brasileira. Desse número, 76% aprovam o nome de Moro a frente do Ministério da Justiça.

Em segundo lugar está Paulo Guedes, lembrado por 5% dos brasileiros. Os números indicam um caminho possível para o ex-juiz: apesar de dizer que não é político, o ex-juiz já pode pensar em ser candidato a presidente em 2022.

Siga-nos no Twitter: @linhadefrenteba

SÉRGIO MORO MINISTRO. CRÍTICAS, ELOGIOS, TUITADAS E A INCRÍVEL PREVISÃO DE ALBORGHETTI

É a notícia mais importante e mais comentada do dia no Brasil e também no exterior. A decisão do juiz federal Sérgio Moro, que aceitou o convite para assumir o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro, ficou muitas horas como o assunto número um – disparado! – nos Trend Topics do Twitter mundial.

Sérgio Moro à frente de um “superministério” que une Justiça e Segurança Pública é uma escolha considerada pelo presidente eleito como a mais forte mensagem de que o governo fará um combate tenaz à corrupção e ao crime organizado. A decisão, entretanto, recebeu uma enxurrada de críticas, sobretudo de políticos ligados ao PT, que veem na nomeação a confirmação do caráter político da Lava Jato e a influência da operação nas eleições presidenciais.

O perfil do ex-presidente Lula, no Twitter, relembrou uma reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo, em 2016, quando Moro foi enfático ao dizer que “jamais entraria para a política”.

Os advogados de Lula estão utilizando a situação para fortalecer a narrativa da prisão injusta e motivada por perseguição política.

O cientista polític0 – e recém-eleito deputado estadual pelo Rio Grande do Sul – Fábio Ostermann (NOVO) elogiou a escolha de Moro para o ministério e aproveitou para dar uma “alfinetada” no ex-presidente que quase assumiu a Casa Civil no governo Dilma (o que daria foro especial por prerrogativa de função, tirando o processo do tríplex do Guarujá das mãos de Sérgio Moro).

Uma das razões de Lula não ter virado ministro foi um ato de Moro, que divulgou áudio de uma conversa telefônica entre Dilma e Lula, acertando detalhes a respeito da nomeação e da entrega do documento que garantiria a condição de ministro empossado. Muitos juristas criticaram a divulgação do áudio, por ter sido fora do prazo legal (o próprio Moro chegou a admitir que foi um erro).

Os candidatos da chapa derrotada no segundo turno das eleições presidenciais, Fernando Haddad (PT) e Manuela D´ávila (PCdoB), também se manifestaram em postagens que colocam em dúvida a imparcialidade de Sérgio Moro à frente da maior operação de combate à corrupção do país.

Outro presidenciável que comentou a definição do nome de Sérgio Moro como ministro foi João Amoêdo, que desejou sucesso ao magistrado e parabenizou o presidente pela escolha.

O tucano Geraldo Alckmin não falou sobre o assunto nas redes sociais. Aliás, o presidente do PSDB não publica nada desde terça-feira, porém deve ter visto a reação rápida de seu correligionário (mas cada vez menos aliado) João Dória. Assim que terminou a reunião entre Moro e Bolsonaro, o governador eleito de São Paulo disse que Moro é um “patrimônio moral do Brasil” e o novo cargo “sinaliza um novo caminho de transparência e verdade na política brasileira”. Já há quem ouse prever que os dois podem ser adversários numa eventual disputa pelo Planalto em 2022.

Uma opinião surpreendente para alguns antipetistas desavisados foi a do jornalista Reinaldo Azevedo. O colunista que foi o criador do termo “petralha” e se classifica como um representante da direita liberal já escreveu livros com críticas duríssimas ao PT e a Lula. Esta semana, antes mesmo da confirmação da notícia de que Moro assumiria o MJ, Reinaldo publicou vários artigos desaprovando com veemência a possibilidade e destacou que a decisão comprovava o viés “inegavelmente político” da Lava Jato.

Sérgio Moro não deu entrevista ainda, mas publicou uma nota explicando os motivos de ter aceitado o convite de Bolsonaro.

“Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Publica na próxima gestão. Apos reunião pessoal na qual foram discutidas politicas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na pratica, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguira em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes”.

Uma curiosidade é que a notícia mais impactante deste primeiro dia de novembro foi prevista (e muito desejada) há DEZ ANOS pelo apresentador de TV, Luiz Carlos Alborghetti, que já falava em Sérgio Moro muito antes do juiz se tornar conhecido nacionalmente. Alborghetti morreu em 9 de dezembro de 2009, seis anos antes do início da Lava Jato.

 

 

A BELA TAMBÉM É FERA. SÉRGIO MORO JÁ TEM SUBSTITUTA NA LAVA JATO

O futuro Ministro da Justiça, Sérgio Moro, aceitou agora há pouco o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir a pasta e vai ser substituído na 13ª Vara Federal no Paraná pela juíza Gabriela Hardt. Ela vai assumir todos os processos da Operação Lava Jato na primeira instância.

Formada em Direito pela Universidade Federal do Paraná, Gabriela Hardt já ocupava o posto sempre que Moro saía de férias vou fazia alguma viagem. Foi ela quem determinou a prisão de José Dirceu, que já havia encontrado a magistrada em 2015, quando Gabriela Hardt determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do ex-ministro. Em dezembro de 2016,  ela negou um recurso de Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT. Em 2017, decidiu reduzir o valor da fiança do ex-tesoureiro e determinou que a Caixa Econômica Federal mantivesse recursos que ele tinha retido no banco como parte do pagamento.

A juíza também é atleta. Aos 44 anos, é nadadora de maratonas aquáticas e disputa competições, vencendo com frequência adversárias até vinte anos mais novas do que ela. Na maior operação de combate à corrupção do país enfrentará águas turbulentas, correntes contrárias e adversários poderosos.

De preto, Gabriela Hardt exibe com orgulho os músculos e o troféu de vencedora da prova do circuito de maratona aquática, realizada no Rio Capivari.

 

MANÍACOS POR PROPINA

Para justificar as prisões preventivas, tão criticadas por alguns juristas e jornalistas, Moro fez uma comparação contundente durante sua palestra no Simpósio Nacional de Combate à Corrupção.

“Quem faz parte de um esquema de corrupção sistêmica é como o Maníaco do Parque [célebre assassino em série brasieliro]. Em liberdade, vai reiterar a prática criminosa”

E acrexcentou que “Não há nenhum atentado à presunção de inocência. Nos Estados Unidos e França, condenados em primeira instância são presos”

AUSÊNCIAS CONFIRMADAS

 

Sala de cinema do Shopping Barra lotada. O Simpósio Nacional de Combate à Corrupção atraiu jornalistas, juristas, policiais, políticos, advogados, estudantes e diversas outras categorias interessadas no tema, mas algumas ausências chamaram tanta atenção quanto às presenças.

O Governador Rui Costa foi convidado, mas não compareceu. Justificou a falta alegando compromissos. O Secretário de Segurança Pública Maurício Barbosa, que é delegado da Polícia Federal, também não apareceu no evento organizado pelos seus colegas da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), assim como o Comandante da PM, Anselmo Brandão.

O Prefeito de Salvador, ACM Neto, aceitou o convite e foi o único político a compor a mesa de abertura do simpósio.

O juiz Sérgio Moro foi agraciado com a Medalha Tiradentes, assistiu a um vídeo em sua homenagem e ouviu mais de um minuto de aplausos (de pé) e gritos da plateia.

DOMINGO NO PLANALTO

O baiano Gilberto Gil abre uma das mais geniais composições da música brasileira, Domingo no Parque,  com os versos “O rei da brincadeira. Ê, José! O rei da confusão. Ê, João!”. A canção é de 1967 e trata de um crime sangrento. Cinquenta e um anos depois, o mesmo Gilberto Gil voltou a falar sobre crimes envolvendo um outro João e um outro José.

Interrogado hoje pelo juiz Sérgio Moro, o músico, que foi Ministro da Cultura de 2002 a 2008, é uma das testemunhas de defesa do ex-presidente Lula na ação penal que trata do sítio de Atibaia. Moro fez poucas perguntas e as respostas de Gil foram lacônicas.

Moro – O senhor conheceu o ex-ministro José Dirceu?

Gilberto Gil – Sim. Claro.

Moro – Teve conhecimento do envolvimento do senhor José Dirceu em algum esquema de corrupção?

Gilberto Gil – Não.

Moro – O senhor conheceu o senhor João Santana?

Gilberto Gil – Sim

Teve conhecimento do envolvimento do senhor João Santana em alguma esquema de corrupção?

Gilberto Gil – Não

As mesmas perguntas foram feitas sobre a relação com Antônio Palocci e Gilberto Gil deu as mesmas respostas.

O interrogatório foi por videoconferência e, antes, o artista e ex-ministro respondeu às perguntas formuladas pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin.

Confira o vídeo:

 

© 2019 - TV Aratu - Todos Direitos Reservados
Rua Pedro Gama, 31, Federação. Tel: 71 3339-8088 - Salvador - BA