MBL X PSOL: LUTA FRANCA NAS REDES SOCIAIS

No canto direito, com calção verde e amarelo, o Movimento Brasil Livre, sempre rápido nos contragolpes. Do outro lado, o PSOL e seus potentes ataques de esquerda. No ringue das redes sociais, o dia começou com um combate digno de disputa pelo título de campeão (não das urnas, mas dos likes e retuítes).

A turma que administra a conta de Twitter do PSOL (@psol50) criou um meme para provocar o candidato Jair Bolsonaro que, por recomendação médica, recusou o convite para participar do debate da Band, o primeiro na campanha de segundo turno. Acompanhado da hashtag #BolsonaroCagao, A montagem traz duas frases e duas fotos para tentar mostrar aos seguidores que o candidato do PSL é corajoso nas redes sociais, mas medroso fora do ambiente virtual.

A resposta veio através da conta do MBL (@MBlivre) e relembrou o fato de Bolsonaro ter sido esfaqueado por um homem que foi militante… do PSOL.

 

“POXA, JOÃO! BOLSONARO?”

Logo após o encerramento do debate promovido pelo Grupo Aratu – entre os candidatos ao Governo da Bahia – um diálogo improvável e uma reação curiosa chamaram atenção dos jornalistas presentes. O candidato a deputado estadual, Hilton Coelho (PSOL), e o candidato ao governo, João Henrique (PRTB), conversavam amistosamente no estúdio, quando o psolista resolveu fazer uma observação em tom de lamento e conselho:

– Poxa, João. Você não combina com isso. Pedir voto pra Bolsonaro? Elogiar o General Mourão?

O ex-prefeito, bastante polido e ainda com um esforçado sorriso no rosto, respondeu:

– Interessante. Sabe que muita gente me fala isso?

Hilton insistiu:

– Não combina. Você não tem nada a ver com eles.

João Henrique, ainda contido e cordial, mas já sem o mesmo sorriso, encerrou o assunto com forte aperto de mão e uma última fala:

– Muito obrigado pelas suas observações.

Em seguindo virou-se e gravou entrevista para um dos repórteres que cobriu o último debate antes da votação de domingo.

Pouco tempo depois da cena, a equipe do Linha de Frente que testemunhou o papo pediu para ambos posarem para uma foto (a fim de ilustrar esta nota), mas Hilton Coelho preferiu evitar, provavelmente preocupado com a revolta de parte da militância do próprio partido.

O LADO NÃO SOCIÁVEL DO PSOL E A PARCERIA ENTRE FÁBIO NOGUEIRA E JAQUES WAGNER

O Partido Socialismo e Liberdade (Psol), cuja eleição na Bahia tem indicações como Marcos Mendes para governador, Fábio Nogueira para senador e Hilton Coelho para deputado estadual não é exatamente tão sociável quanto parece. Segundo informações relatadas por fontes próximas à executiva do partido ao Linha de Frente, os coletivos que dividem a legenda em três – Insurgência, APS e Rosa Zumbi – vivem em clima de guerra pela direção estadual do partido.

Com direito a gritaria e discussão na sede do Psol, nesta terça-feira (2/10), o candidato Marcos Mendes, que faz parte da Insurgência, junto com sua vice, Dona Mira (APS), determinou que não queria a companhia de Fábio Nogueira, do Rosa Zumbi, no debate entre candidatos ao Governo realizado pela Rede Bahia.

Peças gráficas com a imagem de Fábio ao lado do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e a distribuição de santinhos com políticos do Partido dos Trabalhadores em destaque tem sido atribuídos a Fábio Nogueira. No próximo dia 7, cada um dos coletivos que divide o partido deve acompanhar a apuração separados.

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GUILHERME BOULOS E SUA CANETADA MÁGICA

Durante debate entre presidenciáveis, produzido pela TV Gazeta, em parceira com o Estadão e a rádio Jovem Pan News, no último domingo (9/9), o candidato Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que, caso seja eleito, vai acabar “numa canetada” com os privilégios do Judiciário e do Ministério Público. Alguns magistrados recebem auxílios como de moradia, saúde e alimentação.

Mas, na verdade, não tem como ser “na canetada” e “assim que chegar ao governo”, como foi dito pelo presidenciável, porque somente o Legislativo, mediante aprovação de projeto de lei, pode fazê-lo.

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NANICOS GIGANTES

A Bahia é o estado do Nordeste com o maior número de candidatos a deputado. São 588 buscando uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia e 454 lutando pra trabalhar durante os próximos quatro anos na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Chama atenção a divisão das candidaturas por partido. Se você acha que os gigantes PSDB, DEM, MDB ou PT estão entre as agremiações com o maior número de inscritos para a disputa, errou feio. Os recordistas estão nos extremos do espectro ideológico brasileiro.

O pequeno e ultraesquerdista PSOL é o partido que lidera a peleja, com 54 candidatos a Deputado Estadual e 47 candidatos a Deputado Estadual, num total de 101 aspirantes ao parlamento. O segundo colocado em número de postulantes é o PTC – conhecido nacionalmente por ter o ex-presidente Fernando Collor de Melo como um dos filiados – que tem 91 candidatos. O partido de extrema-direita, PATRIOTA (antigo PEN), aquele do presidenciável Cabo Daciolo, tem 9o.

O DEM e o PT, siglas que comandam a Prefeitura de Salvador e o Governo do Estado, apresentam números muito mais modestos. O partido do prefeito ACM Neto possui apenas 29 candidatos a Deputado Estadual e 27 a Deputado Estadual. O PT tem 14 para Deputado Federal e 26 para Deputado Estadual.

PUXANDO A FILA

Até as 11 horas de hoje (09/08), apenas quatro dos 13 postulantes à Presidência da República pediram registro de suas candidaturas à Justiça Eleitoral. Os nomes Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Vera (PSTU) – é assim que aparecerão na urna eletrônica – já constam no sistema do TSE. Na Bahia, nenhum candidato ao Governo do Estado se registrou, sendo que, no país, catorze já se anteciparam. O prazo é até o dia 15 de agosto.

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