SÓ FALTAM DOIS

Manhã do dia 15, prazo estourando e onze presidenciáveis oficializaram a candidatura e já aparecem no site do TSE. Os dois que faltam são os políticos que mais se candidataram ao cargo máximo da República desde o fim do regime militar. Os nomes de José Maria Eymael e de Luis Inácio Lula da Silva ainda não foram registrados. Eymael – o Democrata Cristão famoso pelo marcante jingle de campanha – foi candidato em 1998, 2006, 2014 e vai tentar novamente agora em 2018.

Lula – que está condenado em segunda instância e preso por corrupção e lavagem de dinheiro – foi candidato em 1989, 1994, 1998, ganhou em 2002 e se reelegeu em 2006. O registro da candidatura é um dos atos de campanha do PT, que reuniu a militância para uma manifestação em Brasília. O ex-presidente cumpre os requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que, ironicamente, foi sancionada por ele, quando governava o país. Por estar preso em Curitiba, caberá a Fernando Haddad, o vice da chapa, a tarefa de entregar os documentos ao TSE.

QUEM DIRIA…

Na conta de twitter do ex-presidente Lula (@LulaOficial), chama atenção uma postagem com a foto de um senhor branco, calvo, de óculos com armação vermelha e a afirmação, em legenda, de que “Lula foi condenado sem provas”.

O sujeito da imagem é o colunista de política da Folha de São Paulo, Band News e Rede TV, Reinaldo Azevedo, que é autor dos livros O País dos Petralhas e O País dos Petralhas 2. Além de ter sido o criador do termo petralha, o jornalista já foi incluído, em 2014, numa lista negra de profissionais da imprensa que seriam os “pitbulls da grande mídia” e os maiores inimigos do Partido dos Trabalhadores. A lista criada pelo então vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, citava também Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes Diogo Mainardi, Lobão, além dos humoristas Danilo Gentili e Marcelo Madureira.

Em seu blog, Reinaldo Azevedo também já disse que “o povo é laranja do PT. Quanto mais pobre, mais suco rende” e que “o petismo é como contaminação radioativa. Deixa um resíduo tóxico de longuíssima duração e cria deformidades. Sobretudo morais e intelectuais” e ainda que “para um petista legítimo, a coerência é uma cruz que só os adversários devem carregar”, mas essas frases não foram publicadas no twitter do chefão petista.

OS MEMES DA MANU

Depois de percorrer grande parte do Brasil (e dar entrevista também ao Linha de Frente) como pré-candidata à presidência pelo PC do B, Manuela D´ávila aceitou acordo para fazer parte da chapa do PT: em caso de indeferimento da candidatura de Lula, ela seria a vice de Fernando Haddad.

Se os correligionários comunistas aceitaram, não é possível dizer o mesmo dos usuários da internet: eles não perdoaram. E justamente o empoderamento feminino propagado por Manu foi alvo das montagens.

 

Para assistir a entrevista exclusiva de Manuela D´ávila ao Linha de Frente, clique abaixo:

MENINA NÃO ENTRA

Rui Costa, João Leão, Jaques Wagner e Ângelo Coronel formam a chapa majoritária com mais testosterona (e menos melanina) dentre todas que disputam a eleição estadual deste ano. Nada de negros e nenhuma mulher no quarteto da coligação de centro-esquerda. Apesar de todo o esforço, a senadora Lídice da Mata não garantiu um lugar no grupo e ficou fora da disputa pela reeleição.

Já na oposição, a diversidade é maior. O candidato do MDB, João Santana, tem como vice a pedagoga Jeane Cruz. Na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, a médica Mônica Bahia é a candidata a vice e o Irmão Lázaro está na disputa pelo senado.

Chama atenção o fato de nenhum grupo feminista ou representante do movimento negro ter se manifestado sobre a ausência de negros e mulheres na chapa do PT. Quando o presidente Michel Temer assumiu o cargo em 2016 e anunciou um ministério sem mulheres, foi duramente criticado, acusado de misoginia e machismo.

SEM MEDO DE SER… VERMELHO

O vermelho voltou a ser a cor da moda na coleção outono-inverno do petismo na Bahia.

Há quatro anos, o PT andou meio camuflado e usando um look diferente. O material de campanha do então candidato ao governo, Rui Costa, parecia obra de designer tucano. Letras brancas em fundo azul e nada de estrelas nos cartazes. Nem parecia o PT.

Este ano, o vermelho voltou com tudo e prevalece na nova logomarca do governador candidato à reeleição, embora o próprio tenha optado por uma discreta camisa branca na convenção que homologou a chapa da situação.

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