ANGELO CORONEL, PRESIDENTE DAS MULTIDÕES?

O expediente na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) ainda nem acabou e o atual presidente, deputado Angelo Coronel (PSD), já esta com vistas para o maior cargo do Senado, Casa que vai integrar no próximo ano como um dos senadores eleito pela Bahia.

Pré candidato à Presidência do Senado, Coronel garantiu que não há articulação conjunta com o também eleito, Jaques Wagner (PT). “Só conversei com ele para pedir voto, assim como com Otto Alencar, ambos se comprometeram a votar comigo. Vou ter uma reunião com a bancada do meu partido na próxima quarta feita, lá eu converso com 10 senadores para oficializar e estou viajando e conversando com colegas de outros estados do Brasil para que eu posso viabilizar meu nome”, contou ao Linha de Frente, nesta segunda feira (17/12).

Coronel pretende fazer mudanças no Senado, “principalmente no que diz respeito a condução da Casa”. “Pretendo implantar os ministérios paralelos, que servirão de contra ponto aos ministérios oficiais”.

O deputado, porém, garante que a criação dos “mini-ministérios” não é para fazer oposição ao presidente da República, mas para apontar criticas construtivas e opinar sobre as acoes dos ministros oficiais do governo.

“EXCELENTES PERGUNTAS” E AS RESPOSTAS DE CELSINHO COTRIM

Quem estreou a sabatina da Aratu com os candidatos ao Senado, na última segunda-feira (3/9), foi o político Celsinho Cotrim (PRTB), que divide a sigla com João Henrique Carneiro, ex-prefeito de Salvador. Em conversa com os jornalistas Pablo Reis e Matheus Carvalho, o postulante conversou sobre os desafios que deve enfrentar e as propostas de campanha.

Ao ser questionado sobre o que teria de novo no seu mandato, Celsinho respondeu que essa nova política está baseada em um tripé. “O primeiro é o respeito a pessoas, onde o tratamento dado depois da eleição seja o mesmo tratamento dado em campanha eleitoral. O segundo pé constitui-se em respeitar o dinheiro público, a gente não aguenta mais tanto descaso público, então precisamos tratar o dinheiro público com honestidade. E o terceiro pé, completando esse tripé é, exatamente, respeitar as leis e respeitar a mãe das leis, que é a Constituição”.

Para o candidato, o fato de não ter exercido qualquer cargo eletivo antes da candidatura nas eleições 2018 não deve pesar para o eleitor. “Isso é o que a velha política determinou. A velha política disse que quem não for a favor da velha política não pode ter os mesmos direitos. E a gente está vindo para romper isso, queremos provar que quem manda é a nova política, provar que é possível ser eleito sem cargo eletivo”, respondeu Cotrim, exemplificando com Randolfo Rodrigues e Lindbergh Farias, ambos já tiveram cargos de destaque, seja no executivo ou no legislativo, em seus respectivos estados.

O político afirmou, ainda, que não consegue enxergar divergências com o plano de governo do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), porque, assim como o militar, pretende “colocar ordem nesse país”. A frase do postulante ao Senado gerou o questionamento se ordem quer dizer “armar o cidadão”.

“A própria Constituição prevê isso e a própria legislação já garante o armamento estabelecendo alguns critérios, então não vejo porque essa crise em torno do nosso candidato a presidente”, respondeu.

Por fim, Cotrim disse que, caso seja eleito, o “salário de Senador será o mesmo que ele ganha na Universidade Católica do Salvador” e que seu “gabinete não será cabide de empregos, será solicitado do Senado funcionários concursados”.

Confira na íntegra: 

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