Ânimos exaltados na audiência que discutiu ação da PM no Cabula; afastamento de policiais é solicitado

Fonte: Da Redação

Crédito da Foto: Karina Araújo/ TV Aratu

A audiência pública “A ação da Rondesp no Cabula: limites para o uso da força da Polícia Militar”, que foi realizada nesta quinta-feira (26),  teve ânimos exaltados e capacidade máxima de pessoas. O auditório da OAB-BA foi projetado para acomodar 150 pessoas, mas cerca de 2 mil  disputaram o espaço.

De acordo com a reportagem do programa Que Venha o Povo (QVP), da TV Aratu, o ex-deputado Capitão Tadeu foi bastante vaiado pela plateia sendo interrompido pelo Movimento Negro: “A minha fala foi interrompida e suspensa por pessoas do Movimento Negro que disseram: ‘Não vamos ficar aqui ouvindo um branco falar’.  Só eles podem falar? Lamentavelmente fui vítima de racismo e não deixaram eu mostrar o outro lado. Eles já condenaram a PM. Vergonha”,  lamentou bastante contrariado, o capitão.

O auditório está com superlotação. Cerca de 2mil pessoas ocupam o espaço.

O auditório está com superlotação. Cerca de 2 mil pessoas ocupam o espaço. Foto: Karina Araújo

Ainda segundo a equipe do “QVP”, no fim da sessão, o microfone foi aberto para a plateia. Familiares das vítimas mortas, na madrugada do dia 6 de fevereiro, em uma ação da PM na Vila Moisés estiveram no local acompanhando a audiência.

Estavam presentes também, o presidente da OAB da Bahia, Luiz Viana Queiroz, o vice-presidente Fabrício Oliveira, o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da entidade, Eduardo Rodrigues, e do secretário da comissão, Jerônimo Mesquita, o assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional, Alexandre Ciconello, e o coordenador da campanha “Reaja ou será morto (a)”, Hamilton Borges, além de representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social e da Secretaria de Segurança Pública.

O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da entidade, Eduardo Rodrigues, disse no evento que já solicitou o afastamento de todos os policiais envolvidos na morte de 12 pessoas na localidade.

Ainda segundo a reportagem do programa, membros da campanha “Reaja ou será morto (a)”, afirmam que estão sendo ameaçados pelas redes sociais.

Uma reunião com a Comissão de Direitos Humanos da OAB-BA para resolução do caso está marcada com o Governador da Bahia, Rui Costa para o dia 12 de março deste ano. A reunião foi confirmada pelo secretário de Justiça, Geraldo Reis.

Em seu Blog, o jornalista Pablo Reis tem acompanhado o caso. Assista ao depoimento da avó de um dos rapazes mortos. Leia, também, o posicionamento do deputado Prisco.

 Confira vídeos da audiência cedidos por Juliana Freire: