BOLINHO DA DISCÓRDIA: Concessionária do metrô obrigada baianas a esquentar acarajé em microondas; Vendedoras protestam

Fonte: Daniela Mazzei e Diorgenes Xavier

Crédito da Foto: Reprodução - João Alvarez/UOL

Baianas de acarajé do bairro de Mussurunga, em Salvador, estão com as vendas prejudicadas. Com a reforma do Terminal de Ônibus do bairro para integração com o metrô, as baianas estão sem espaço para montar o tabuleiro.

De acordo com a denúncia, feita à rádio Metrópole, elas são obrigadas a levar os quitutes em vasilhas plásticas e esquentá-los em forno de microondas. O fato desvirtua a venda do tradicional bolinho, que é famoso por ser frito no óleo, servido quentinho e crocante.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da CCR Metrô Bahia, que administra as obras do sistema, informou ao Aratu Online que fará uma negociação com as baianas que atuam no terminal. Segundo a nota, a concessionária vai buscar, em conjunto, um espaço alternativo para que elas exerçam a atividade durante a reforma do espaço, “sem comprometer o avanço das obras e a segurança dos usuários”.

OUTRO CASO

A equipe de reportagem do Aratu Online entrou em contato com a presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Rita Santos, que disse desconhecer o caso específico de Mussurunga. Porém, Rita relatou uma outra denúncia de uma baiana de acarajé que atua na estação Pirajá.

Segundo Rita, os responsáveis pela obra na estação do bairro, também coordenada pela CCR, realocaram a baiana para um espaço reduzido. “Ela está em uma tenda de um metro quadrado, mas, de acordo com o decreto municipal, ela tem direito a um espaço de dois metros quadrados”, afirmou a presidente.

Ainda de acordo com Rita, ainda não há uma data definida, mas ela vai se reunir com os responsáveis da CCR para mediar a questão provavelmente na próxima semana.