Caso Vila Moisés: reconstituição das 12 mortes está prevista para esta semana

Fonte: Da redação

Crédito da Foto: Divulgação Polícia Militar

A assessoria do governo do Estado informou, em nota, que a reconstituição da ação da Polícia Militar na Vila Moisés, no Cabula, deve ser realizada ainda nesta semana, se as condições climáticas permitirem. Segundo o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), delegado José Bezerra, o objetivo é extrair a verdade confrontando as versões individuais apresentadas na primeira fase, com a reprodução idêntica das ações vivenciadas por todos os personagens envolvidos no episódio.

Ainda de acordo com Bezerra, serão recriadas, no local, as mesmas condições de horário, luminosidade, clima e demais fatores à qual as pessoas estiveram expostas. A investigação só pode ser concluída depois que todos os elementos estiverem disponíveis para análise: laudos periciais, declarações dos envolvidos e demais provas, que permitirão o alcance da dinâmica dos fatos narrados. Ao final do processo de investigação, com o inquérito concluído, a Secretaria de Segurança Pública se manifestará sobre o caso.

A primeira etapa da reconstituição foi finalizada na última sexta-feira (15), quando peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) entrevistaram, individualmente, das 8h às 22h, os policiais e outras pessoas envolvidas no episódio. A expectativa é de que o inquérito seja encerrado no dia 29 de maio. Representantes da Corregedoria Geral da Secretaria da Segurança Pública (SSP), da Corregedoria da Polícia Militar (PM), o delegado José Alves Bezerra, e advogados das partes envolvidas acompanharam as entrevistas. O Ministério Público da Bahia foi convidado a participar. Promotores do órgão denunciaram oficialmente os noves policiais militares que participaram da ação na manhã desta segunda-feira (18).

O caso

Doze pessoas morreram na madrugada do dia 6 de fevereiro, por volta das 2h, durante uma suposta troca de tiros entre bandidos e policiais militares, no bairro do Cabula. Na ocasião, o Departamento de Comunicação Social da PM-BA informou que a ação aconteceu quando três guarnições da Rondesp Central e duas da 23ª CIPM (Tancredo Neves) estavam averiguando a situação de um veículo suspeito, próximo a uma agência bancária.

Ainda de acordo com a PM, o tiroteio começou, após os policiais perceberem a presença de cerca de 30 homens armados, alguns com uniformes semelhantes ao do Exército e carregando mochilas, em uma baixada do entorno do local, conhecida como Vila Moisés. A PM disse, também, que quando os militares abordaram o grupo, foram recebidos a tiros. Teria havido revide, resultando nas mortes. Testemunhas negam os fatos e afirmam que as vítimas foram executadas pelos policiais.