Célia Sacramento – “vem ni mim” que você não vai se arrepender

Fonte: Tainá Reis

Crédito da Foto: Tainá Reis/ Aratu Online

***

EDUCAÇÃO

  • Priorizar o ensino médio, com o objetivo de disponibilizar a universalização da formação técnico-profissional e inclusão na cadeia produtiva;
    Erradicar o analfabetismo no Estado da Bahia no período de quatro anos;
    Proporcionar o uso de novas tecnologias para a gestão e aperfeiçoamento acadêmico de professores e estudantes, disponibilizando cursos livres de qualificação profissional ao público em geral;
    Incentivar e auxiliar os municípios na ampliação do número de escolas de educação integral no ensino fundamental, em tempo parcial e integral;
    Incentivar e apoiar as escolas a elaborarem seus próprios Projetos Pedagógicos, visando a melhoria do ensino aprendizagem, e adequando os currículos não só à legislação, mas à realidade local;
    Assegurar e manter programas de educação inclusiva e apoiar as escolas particulares sem fins lucrativos destinadas à formação especial;
    Melhorar e modernizar a estrutura física das escolas;
    Implantar serviços de orientação psicopedagógica nas escolas estaduais;
    Integrar serviços sociais e de saúde nas escolas estaduais visando realizar pequenos procedimentos, intervenções, acompanhamento e cuidados especiais dos alunos.

SAÚDE

  • Aperfeiçoar o PLANSERV, restabelecendo o rol de dependentes, ampliando a fonte de financiamento e rede referenciada de atendimento;
    Disponibilizar check-up anual à população adulta de menor renda, em parceria com o município e a união;
    Implantar, na rede pública e incentivar na rede privada, a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS;
    Descentralizar e aprimorar a rede hospitalar baiana;
    Desenvolver um programa de tratamento e internamento aos dependentes químicos em cada microrregião;
    Desenvolver um programa de melhoria da gestão de hospitais e clínicas públicas e privadas;
    Modernizar a rede hospitalar que pertence ao Estado e/ou são conveniados e atendem ao SUS (hospitais filantrópicos, santas casas e etc);
    Qualificar o serviço de prevenção e de atendimento, oferecendo programas de desenvolvimento e atualização técnica para os profissionais da rede pública de saúde: “Programa Saúde Melhor”.

SEGURANÇA

  • Criar o Conselho Estadual de Segurança Pública, de natureza deliberativa e consultiva, com a participação dos poderes públicos;
    Apoio integral e fortalecimento dos Conselhos de Segurança, CONSEGS, no sentido de que sejam ouvidos e participem na elaboração de políticas públicas para a segurança pública também a nível local;
    Incentivar a criação de novos CONSEGS em todos os municípios baianos e nos principais bairros das médias e grandes cidades;
    Recompor e promover um aumento real dos quadros das Polícias Militar, Civil e Científica, por meio de um programa efetivo de preenchimento dos cargos vagos, aproximando-o do quadro ideal preconizado pela ONU;
    Melhorar a política salarial das Polícias Militar, Civil, Bombeiro Militar e Polícia Técnica;
    Formação superior para ingresso na Polícia Militar para melhor as estratégias operacionais;
    Promoção por mérito e antiguidade. Combate a politização nos órgãos policiais. A polícia deve atender ao Estado da Bahia e não a interesse de agremiações partidárias;
    Presença ostensiva e continuada da Polícia Militar nas ruas das cidades;
    Política de inteligência estratégica, informação e investigação eficiente e integrada aos demais órgãos de segurança;
    Modernizar os equipamentos policiais;
    Ampliar as delegacias do Idoso e implantar contra intolerância religiosa e combate ao racismo nas principais cidades da Bahia;
    Treinar os policiais para usar de forma intensiva a tecnologias modernas e atuais na prevenção criminal;
    Desenvolver, junto com as ações de repressão ao crime, obras de cunho social.

VEM “NI MIM”

Célia Sacramento, 51 anos, candidata da Rede, é a única mulher disputando vaga ao governo da Bahia. Ex-vice-prefeita de Salvador na chapa de ACM Neto durante 2013 a 2016, tentou se eleger como prefeita da capital dois anos atrás, mas não venceu. Ela já concorreu também aos cargos de vereadora e deputada.

Atualmente, a candidata é professora da Universidade Federal de Feira de Santana (UEFS) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Se formou em controladoria e contabilidade pela Universidade de São Paulo (USP).

Na reta final da eleição e com apenas 1% das intenções de voto, de acordo com os principais institutos de pesquisas, Célia aposta na estratégia do “corpo a corpo” para tentar reverter o quadro. Acompanhamos uma de suas caminhadas, realizada no bairro de Cosme de Farias. Lá, Célia cumprimentava e buscava a todos que passavam. Era certo: “Sou Célia Sacramento, a primeira mulher negra a concorrer como governadora”.

A candidata não era abordada ou procurada, sendo raramente reconhecida. Quando isso acontecia, populares lembravam-na por ter sido a “vice de Neto”. A candidata fazia questão de deixar claro o afastamento após “um golpe”.

Ali, na rua mesmo, explicava seu plano de governo e buscava como estratégia convencer os indecisos. Célia ainda possui expectativas de que o contato com a população a ajudará no processo. “Eu encontro as pessoas na rua, e muita gente ainda não sabe em quem votar, então, a eleição ainda não está definida. E eu vou até o último instante assim, no corpo a corpo, pedindo voto, conversando” disse.

Célia entregando seus “santinhos” aos moradores de Cosme de Farias. Foto: Tainá Reis/Aratu Online

Perguntada sobre sua trajetória durante a eleição, ela ressaltou. “É muito difícil. Essa é a primeira vez que uma mulher negra consegue se candidatar, então, eu não esperava que fosse fácil e não está sendo. Mas eu tenho coragem, competência e a dedicação para participar desse processo”.

***