Caso Cabula: “Vivo encarcerado sem cometer crime”, diz promotor que se afastou

Fonte: Da redação

Crédito da Foto: Aratu Online

A frase acima dá uma ‘rápida’ ideia  do drama que vive, atualmente, o promotor de justiça, Davi Gallo. Até então, à frente da investigação sobre a polêmica Chacina do Cabula, que, em 2019, completou 4 anos, Davi conversou, por telefone, com a reportagem do Aratu Online.

No bate-papo, Davi Gallo revelou que pediu, na última segunda-feira (12/2), a revogação da determinação do Ministério Público do Estado (MP-BA) para que ele acompanhasse o caso. “Sofro ameaças diariamente, mas toda vez que o caso (Chacina do Cabula) vem à tona, as ameaças reaparecem. Eu vivo encarcerado sem ter cometido crime algum”, afirma o promotor, que tem escolta policial 24 horas por dia.

“O Conselho de Segurança do MP e familiares me aconselharam a tomar a decisão. Temo pela minha vida.  Se eu durmo? Durmo, mas é complicado.  Vivo em perigo constante… há oito anos tenho escolta (armada). Agora, o reforço ainda está maior (por conta das recentes ameaças)”.

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A Chacina do Cabula ocorreu no dia 6 de fevereiro de 2015, na Vila Moisés, em Salvador. Em uma operação das Rondas Especiais (Rondesp) da Polícia Militar, 12 pessoas morreram. Enquanto o Ministério Público afirma que as vítimas foram executadas, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) disse, à época, que todos foram mortos em confronto.

O MP-BA, que teve o caso comandado por Davi Gallo, e a SSP-BA apresentaram, inclusive, laudos periciais conflitantes nos quais cada um justificava a sua versão dos fatos. Enquanto os policiais foram mantidos no cargo, trabalhando administrativamente, o promotor solicitou a prisão deles por homicídio triplamente qualificado.

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