Chuvas em Salvador: mais um corpo é resgatado nesta terça-feira e sobe para 13 o número de mortes

Fonte: Da Redação

Crédito da Foto: Reprodução / WhatsApp

Até o momento, a Defesa Civil de Salvador contabiliza um número de 13 pessoas mortas, em virtude dos desabamentos ocorridos ontem (27) nas localidades de Barro Branco, na Avenida San Martin, e Marotinho, no bairro de Bom Juá. Inicialmente, havia a informação de 16 óbitos, mas o Secretário Municipal de Infraestrutura e Defesa Civil, Paulo Fontana, informou ao Aratu Online que houve um equívoco na contagem.

“Ao invés de sete, são quatro mortes no Marotinho. O erro é que houve uma duplicação de dois dos óbitos ocorrido no local e além disso havia sido incluído o corpo de uma pessoa que deu entrada no IML e não tinha sido vítima desses casos”, explicou Fontana.

Com a correção, são nove vítimas fatais, provenientes do deslizamento na Avenida San Martin e quatro no Marotinho. As duas últimas mortes confirmadas foram a do adolescente Roberto Ubiratan, de 16 anos, que estava internado no Hospital do Subúrbio e Silvardo Sílvio Neves Filho, que completaria hoje 31 anos de idade e teve o corpo encontrado, nesta manhã (28), no Barro Branco.

aratuonline salvador chuvas mortes silvardo

O corpo de Silvardo Sílvio foi encontrado no dia do seu aniversário. Foto: Reprodução/WhatsApp

Pelo menos duas pessoas seguem desaparecidas, o que faz com que os trabalhos de resgate sejam mantidos na Avenida San Martin. As buscas só serão encerradas após todas as possibilidades de encontrar vítimas tenham sido esgotadas. Devido à fragilidade do terreno e à possibilidade de surgirem novos deslizamentos, os trabalhos têm que ser realizados com bastante cuidado.

O prefeito ACM Neto anunciou nesta segunda-feira (27), durante coletiva de imprensa realizada no Palácio Thomé de Souza, que vai enviar projeto à Câmara de Vereadores nesta terça (28), um projeto de lei instituindo um benefício de três salários mínimos para quem for vítima de casos graves de calamidade.

De acordo com a assessoria do órgão, atualmente, a Prefeitura dispõe apenas do instrumento do auxílio-moradia no valor de R$300 por mês, mas só tem acesso ao benefício aquelas famílias que ficam desabrigadas. “Vamos estender esse benefício para dar suporte às famílias que tiverem perdas em função de calamidades como fortes chuvas, incêndios ou o rompimento de uma adutora, por exemplo. Espero que os vereadores tenham sensibilidade e aprovem o projeto urgentemente”, afirmou.