Corpo de criança desaparecida em Itapuã é liberado para sepultamento

Fonte: Da redação

Crédito da Foto: reprodução/Arquivo Pessoal

O corpo do menino Marcos Vinícius Carvalho dos Santos, de dois anos, localizado em um areal no bairro de Itapuã, na última quarta-feira (19) após ter sido ocultado Rafael Pinheiro de Jesus, 28 anos, foi liberado do Departamento de Polícia Técnica (IML) de Salvador no final desta quarta-feira (25). De acordo com a equipe de reportagem da TV Aratu, o resultado do exame de DNA confirmou a identidade da criança.

O procedimento havia sido solicitado porque Marcos não possuía registro geral e nunca tinha passado por tratamento dentário, o que facilitaria o reconhecimento através da arcada, assim como não foi submetido a um exame facial devido ao estado de gigantismo e decomposição. Após a confirmação, a família deve comparecer ainda nesta tarde à sede do DPT para liberar o corpo para os procedimentos funerários que antecedem o sepultamento, que ainda que não teve data e local definido.

A mãe do garoto, Fabiana Pereira de Carvalho, 18 anos, foi quem cedeu o material genético, que será comparado ao de Marcos. Emocionada, ela declarou, enquanto deixava a sede do IML, que ainda não conseguia acreditar no que tinha acontecido. “Nunca imaginei enterrar o meu filho” e “Como ele pôde fazer isso?” foram algumas das frases ditas pela jovem aos jornalistas que a aguardavam no local. Horas antes, a polícia confirmou que a participação dela no crime ainda é investigada. Contudo, Fabiana já foi indiciada com base no artigo 242, do Estatuto da Criança e do Adolescente, por ter entregado seu filho a uma pessoa estranha e inidônea (de caráter questionável).

Já o cabeleireiro Rafael Pinheiro foi autuado em flagrante por homicídio e ocultação de cadáver. Como ele nega ter matado a criança que, em sua versão, teria sido enterrada após ser acometida por um mal súbito, a polícia aguarda o resultado do exame de necropsia, fundamental para que a causa da morte seja determinada. Esta análise poderá comprovar ou derrubar a versão dele, que responderá ainda por denúncia caluniosa, já que procurou a Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP) para informar o desaparecimento da criança.

Rafael teve a prisão preventiva solicitada à Justiça e seguiu para o sistema prisional. A polícia apurou que ele, que tem RG de São Paulo, morou durante algum tempo naquele estado, onde chegou a ser conduzido a uma delegacia depois de ser denunciado por um homem, acusado de aplicar um golpe conhecido como “Boa noite Cinderela”. Sua mãe, Anira Freire Pinheiro, 47 anos, também foi indiciada e responderá ter acompanhado o filho ate à delegacia e confirmado a sua versão da história. Nas palavras da delegada titular da DPP, Heloísa Simões, ela “tentou induzir a polícia ao erro na investigação”.