Corpo de taxista morto após assalto é enterrado sob protestos em Salvador

Fonte: Da redação

O corpo do taxista Antônio Carlos Silva Santos, de 52 anos, morto durante um assalto na tarde da última quinta-feira (25), no Stiep, em Salvador, foi enterrado por volta das 16h30 de sexta-feira no Cemitério Campo Santo. Os colegas de trabalho de Antônio fizeram manifestações por avenidas de Salvador antes de chegar no cemitério, onde continuaram protestando após o enterro.

Segundo a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), os taxistas transitaram pelas Avenidas Antônio Carlos Magalhães (ACM) e Juracy Magalhães. Após o protesto, eles seguiram em carreata até o bairro da Federação, onde até por volta das 17h aconteceia o ato.

Antônio Carlos estava a bordo do seu táxi de placa NYT 1256 quando foi abordado pelo criminoso, reagiu ao assalto ao pedir socorro e foi baleado no peito morrendo no local. O suspeito fugiu com a carteira e o celular de Antônio, no sentido Centro de Convenções. O crime ocorreu por volta das 13h30 da última quinta-feira, na Rua Aloísio Mascarenhas. O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) deverá investigar o caso. A Polícia Civil suspeita de latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

Abordagens
A Polícia Militar diz que somente em 2014, a PM fez cerca de 39 mil abordagens a taxistas, bem como os usuários deste tipo de transporte. De acordo com o capitão Bruno Ramos, até maio deste ano, quase 17 mil abordagens a táxis foram feitas nas blitzes. “Primamos pela segurança das pessoas que estão usufruindo das vias”.

O porta-voz da PMBA ressaltou que “a Polícia Militar atua para coibir tráfico de drogas, porte ilegal de armas e pessoas nocivas à sociedade”. Ele afirmou ainda que a emissão e fiscalização da licença (alvará de taxista), que autoriza o desempenho da atividade, é de responsabilidade dos municípios. “Sempre que necessário e o município solicitar, a Polícia Militar apoiará as ações de fiscalização”.