Delegada diz que vídeo da morte de cachorro em SP não deixa dúvidas sobre crime

Fonte: Da redação

Crédito da Foto: reprodução / Instagram

A delegada Silvia Fagundes Theodoro, da Delegacia de Meio Ambiente de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, não tem mais dúvidas do que aconteceu com o cachorro espancado e envenenado em frente ao Carrefour, no último dia 28. Imagens gravadas por câmeras de segurança do estabelecimento mostram um segurança segurando um cabo de vassoura para agredi-lo.

O caso revoltou internautas, celebridades e ativistas pelos direitos dos animais, como Luisa Mell, que esteve na delegacia nesta última terça-feira (4/12). “A agressão, com as imagens que conseguimos agora, ficou comprovada. Não há mais dúvidas. E esse segurança realmente agrediu o cachorro”, afirma a delegada em um dos vídeos publicados por Luisa nos Stories de seu perfil no Instagram.

O animal, que era abandonado e vivia nas ruas, morreu por hemorragia após ser envenenado e espancado por um funcionário da loja do Carrefour de Osasco. Testemunhas relataram que um segurança deu pauladas no animal para afastá-lo da loja, pois haveria uma visita de supervisores da matriz naquele dia. Fotos do animal ferido, assim como imagens de sangue no piso do supermercado, circularam nas redes sociais, gerando revolta. Uma das postagens teve mais de 20 mil compartilhamentos.

Os perfis oficiais do Carrefour Brasil na web receberam milhares de comentários, com críticas, xingamentos, ameaças e clientes prometendo nunca mais comprar nas lojas da rede. O Carrefour informou, em nota, que o “reconhece que um grave problema ocorreu em nossa loja de Osasco”.

“A empresa não vai se eximir de sua responsabilidade. Estamos tristes com a morte desse animal. Somos os maiores interessados para que todos os fatos sejam esclarecidos. Por isso, aguardamos que as autoridades concluam rapidamente as investigações”, ressaltou o comunicado.

“Desde o início da apuração, o funcionário de empresa terceirizada foi afastado. Qualquer que seja a conclusão do inquérito, estamos inteiramente comprometidos em dar uma resposta a todos”, informou a empresa.

A Defesa Animal estadual contou que esteve no supermercado em Osasco na última segunda-feira (3/12) e que elaborou um boletim de ocorrência. “A Polícia Civil já está tomando providências, instaurando inquérito para investigar o caso e identificar o autor do crime”, disse um comunicado. Ferir ou mutilar animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos é crime e pode render pena de detenção de três meses a um ano, além de multa, segundo o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/98).

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