Em sabatina, Rui Costa chama Moro de parcial, defende Lula e diz que obras de Neto são “presépio”

Fonte: André Uzêda

Crédito da Foto: Nestor Carrera - Aratu Online

Entre piadas, risadas, prestação de contas, alfinetas e história de sua vida, o governador Rui Costa (PT) mostrou várias faces durante mais de duas horas de entrevistas no estúdio da TV Aratu. O chefe do executivo estadual foi o entrevistado na estreia do programa ‘Fala aí’, exibido no facebook do Aratu Online nesta quarta-feira (15/2).

Em alguns momentos, Rui Costa alfinetou de forma contundente o prefeito ACM Neto (DEM), seu adversário político e possível rival na corrida eleitoral para o Palácio de Ondina em 2018. “Eu não seria eleitor dele. Não consigo entender quem diz que melhora a vida das pessoas e dois dos principais fatores na vida de qualquer um, que são saúde e educação, Salvador tem os piores índices nesses quesitos”, disse.

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O programa teve a participação de jornalistas da TV Aratu, como Casemiro Neto, Darino Sena, Pablo Reis, Carla Araújo, Léo Sampaio e outros influenciadores digitais convidados. A mediação ficou por conta de Alex Lopes.

Quando foi perguntado sobre a operação Lava Jato, Rui Costa classificou o juiz Sérgio Moro, que conduz a investigação em Curitiba, no Paraná, era “parcial”. Defendeu ainda a tese que Lula sobre uma perseguição por medo de uma elite que não quer ver o povo no poder.

Jornalistas e influenciadores digitais participaram da sabatina com o governador

“Um barco de 2 metros, veja que só eu tenho 1,80m, foi suficiente para Lula ser notícia em todos os jornais do país. Uma mísero pedalinho, que uma avó comprou para seus netos brincar, fez Lula ser notícia. Lula sofre perseguição por ser do povo. Eu sinto isso também por ter nascido na Liberdade, filho de mãe faxineira e pai metalúrgico. Acham que não tenho condição de ser governador por isso. Quem nasceu na Vitória, Graça acha que o governo tem que ser deles”, disse.

O governador condenou ainda algumas opções tomadas pelo atual prefeito como o investimento em festas e em obras que, segundo ele, “só existem para dar votos”.

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“Muitos livros ensinam que tem que fazer obras grandes para ser eleito. É por isso que nunca consertaram o sistema de esgotamento sanitário do Brasil.Porque é algo invisível. Eu prefiro fazer obras estruturantes, investir em educação e transformar a vida das pessoas. Tem muito político que é lembrado pela obra que fez. Sinto mais satisfação quando alguém me para e agradece por ter mudado a vida dela”, afirmou.

Governador Rui Costa durante bate papo mediado por Alex Lopes

Costa voltou ainda a um discurso que tem lançado mão com frequência em entrevistas que concede aos meios de comunicação.

Disse que a Prefeitura se beneficia das obras na capital feitas pelo estado. “Fizemos uma pesquisa que aponta que 30% da população acha que a obra do metrô é da Prefeitura. Outros 40% acham que a obra da Orlando Gomes é da Prefeitura. Eles são amplamente beneficiados com nosso trabalho”, diz.

Ele criticou ainda a obra de revitalização do Pelourinho comandada nos anos 1990 pelo grupo político carlista, chefiado por Antônio Carlos Magalhães – avô de ACM Neto. “Aquela obra é um presépio. Funciona como enfeite, mas precisa que o dinheiro público banque as festas para que ele funcione”.

CARNAVAL

A entrevista girou também em torno de outros temas. Sobre o Carnaval, por exemplo, Rui Costa disse mobilizará um efeito de 22 mil policiais para patrulhar a festa. “É a maior movimentação de tropas em período de paz do planeta. O Rio de Janeiro, por exemplo, que teve que conter uma recente onda de mobilização usou 9 mil policiais. Nós, usaremos 22 mil no Carnaval”

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Questionado sobre Segurança Pública, o petista disse que lançará um edital para contratar novos policiais até abril deste ano. E até junho abrirá processo de seleção para professores estaduais. Falou sobre um projeto de usar os batalhões dos policiais como espaço físico para construir pistas de atletismo e incentivar o esporte profissional.

Rui Costa aproveitou para se queixar do baixo poder de arrecadação do Estado no período. Segundo ele, a Bahia deveria arrecadar 1 bilhão e 900 milhões neste período, mas a crise afetou o poder de investimento do estado. “Por isso tivemos que readequar nosso investimento em contratação de pessoal. Mas estamos aos poucos readequando isso”, pontuou.

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