Estrada das Barreiras: laudos são encaminhados e polícia programa reconstituição para a conclusão do caso

Fonte: Da Redação

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O inquérito instaurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para apurar a morte de 12 suspeitos de assalto a banco, na Vila Moisés, em 6 de fevereiro de 2015, está em fase de finalização. A Polícia Civil divulgou uma nota na manhã desta quinta-feira (02) informando que dezenas de pessoas já foram ouvidas, entre policiais, sobreviventes, testemunhas e profissionais direta ou indiretamente envolvidos na ação. O DHPP aguarda a entrega dos laudos periciais restantes, que ainda estão dentro do prazo previsto de confecção, para agendar a reconstituição.

O jornal Correio divulgou na edição de hoje que os laudos cadavéricos referentes ao caso já haviam sido encaminhados. Ainda segundo a reportagem do jornalista Bruno Wendel, os laudos indicam que os homens foram vítimas de execução. Em contato com o Aratu Online, a assessoria do Departamento de Polícia Técnica (DPT) confirmou que os laudos já foram encaminhados à polícia. Já a Polícia Civil disse que os dados dos laudos não serão divulgados enquanto o inquérito não for concluído. O promotor do Ministério Público, Davi Gallo, informou ao Aratu Online que a conclusão do inquérito depende não apenas dos laudos cadavéricos, mas também de uma série de procedimentos e de outros laudos, como os balísticos e de micro-comparação. Ele afirma que o inquérito ainda não foi concluído, o que só acontecerá após a realização da reconstituição do crime, prevista para acontecer ainda no mês de abril.

Segundo a Polícia Civil, a reconstituição é um procedimento executado na fase final da investigação, quando a polícia já dispõe de todas as informações colhidas ao longo da apuração e demanda um preparo logístico complexo, uma vez que se faz necessária a presença de todos os envolvidos no fato.

Qualquer investigação só pode ser concluída depois que todos os elementos estiverem disponíveis: laudos periciais, declarações dos envolvidos e confirmação, na prática, do conjunto de informações na reconstituição do caso. A apuração está sendo feita por uma equipe formada por quatro delegados, designados exclusivamente para conduzir a investigação, que também está sendo acompanhada pelo Ministério Público (MP).

Entenda o caso

Doze pessoas morreram e quatro ficaram feridas na madrugada do dia 06 de  fevereiro durante uma troca de tiros entre suspeitos e policiais militares, na Estrada das Barreiras, bairro do Cabula, em Salvador.

O tiroteio começou, após os policiais perceberem a presença de cerca de 30 homens armados, alguns com uniformes semelhantes ao do Exército e carregando mochilas, em uma baixada do entorno do local, conhecida como Vila Moisés.

Ainda sobre o caso confira as reportagens especiais do blogueiro Pablo Reis sobre o assunto:

Olhe bem para Natanael, 17. Agora explique para dona Marina ele ser assaltante de banco

“Os policiais deveriam ser condecorados”, diz deputado Prisco sobre ação que resultou em 12 mortos