FLA-FLU: Rui Costa e Paulo Souto eram classificados como ‘meias’ de times cariocas na planilha da Odebrecht

Fonte: Pablo Santana

FLA-FLU: Rui Costa e Paulo Souto eram classificados como 'meias' de times cariocas na planilha da Odebrecht

Crédito da Foto: Reprodução

Aos poucos o escândalo de corrupção envolvendo o repasse de dinheiro de caixa um e dois da Odebrecht vai ganhando forma e revelando nomes. Desta vez, os suspeitos de terem recebido dinheiro da empresa foram os dois principais candidatos na eleição de 2014 para governador da Bahia: Rui Costa e Paulo Souto.

Segundo a delação do ex-executivo da empreiteira Luiz Eduardo da Rocha Soares, responsável pelo “Setor de Operações Estruturadas”- “departamento de propina” que viabilizava, mediante pagamentos paralelos, atividades ilícitas realizadas em favor da empresa-, os candidatos do PT e DEM tiveram seus nomes nas planilhas da Odebrecht identificados como “meias” de um dos maiores clássicos do futebol do país, o Fla-Flu.

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A planilha indica que supostamente os candidatos receberam recursos declarados e indevidos durante a corrida para o governo do Estado. O então candidato Rui Costa (PT), era batizado de “Meia do Flamengo” e valia “2000”, de acordo com o documento entregue à Operação Lava Jato. Já o “Meia do Fluminense”, principal adversário do atual governador durante a disputa eleitoral, Paulo Souto (DEM), valia “29 mil” da mesma “moeda”. A planilha não especifica a unidade de valor apontada nos autos.

Apesar de não revelar a quantia citada que cada candidato recebeu na época, neste “campeonato”, o Flamengo (Rui Costa) venceu o Fluminense (Paulo Souto), em primeiro turno, com 54, 53% dos votos contra 37,39%.

Os nomes sugestivos que fazem alusão ao futebol era utilizado pela empresa para driblar a legislação, mas também para evitar conflitos entre os partidos e os próprios candidatos sobre o valor que cada um receberia. Em diversos depoimentos feitos para à Lava Jato,  delatores da Odebrecht afirmaram aos procuradores que o caixa dois também era útil para evitar a ciumeira. “Nós tomávamos o cuidado de não dar muito para um partido em detrimento de outro de forma lícita. Se um partido tinha direito a um valor maior, ia de forma ilícita”, afirmou Luiz Eduardo da Rocha Soares, criador da planilha futebolística.

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