Guarda municipal acusado de matar adolescente é julgado hoje em Camaçari

Fonte: Da Redação

Crédito da Foto: Naiara Oliveira

Acontece nesta quinta-feira (16), o novo julgamento do guarda municipal José Pereira Júnior, 47 anos, acusado de estuprar e matar uma adolescente, de 16 anos, em 2011, em Vila de Abrantes no município de Camaçari. Ele está sendo submetido a um júri popular, nesta manhã, na 1ª Vara Crime da Comarca da cidade, na Região Metropolitana de Salvador.

A realização do novo júri foi definida pela Justiça, diante do pedido do advogado do acusado, Marcos Melo, que alegou não haver motivação para a manutenção de sua prisão, já que não existem provas de que ele tenha cometido o crime. Por força da argumentação, José Pereira condenado a 24 anos de prisão, em julgamento anterior, dos quais já cumpriu mais de três anos, ganhou liberdade provisória em agosto do ano passado.

Neste novo julgamento, testemunhas da defesa do guarda municipal, que prestaram depoimento na fase do inquérito policial vão poder se pronunciar. Elas não foram ouvidas pelo júri anterior e garantem que estavam com o acusado, participando de festejos juninos no momento em que o crime teria ocorrido.

Uma grave observação da defesa faz referência à postura da juíza, durante o seu pronunciamento que levou o acusado a júri popular, em primeiro momento. Melo salientou que a magistrada, na ocasião, teria feito juízo de valor, o que considerou uma ilegalidade. O advogado informou que em sua pronúncia, ela colocou que apesar da negação da autoria do delito, o réu foi expressamente reconhecido pelo namorado da vítima.

No entanto, a defesa adverte que houve a transcrição do depoimento desta testemunha, mas foram ignorados os posicionamentos dos amigos de José Pereira, dando conta de que ele se encontrava nas proximidades de sua residência. “Ela esqueceu que a pronúncia deve ser proferida de forma comedida, já que a decisão do julgamento é atribuição do júri, que acabou sendo influenciado”, analisou.

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Foto: Reprodução / Internet

O caso

José Pereira Júnior foi acusado de cometer um homicídio, triplamente qualificado, e estupro. Foi condenado no dia 13 de maio de 2013. A sua suposta vítima, Adriane de Melo, que na época tinha 16 anos, foi sequestrada no dia 28 de junho de 2011, quando voltava para casa com o namorado, um adolescente de 17 anos, em Vilas de Abrantes.

No dia seguinte, o corpo da jovem foi encontrado com marcas de violência e sinais de estupro. O namorado dela informou à polícia que o autor do crime teria chegado em um carro preto e usava um uniforme, semelhante ao dos guardas municipais da região. Após a confecção de um retrato falado, baseado nos detalhes passados pelo jovem, a polícia acabou prendendo José Pereira no dia 20 de julho daquele ano, quando saía do trabalho, em Lauro de Freitas.