Homem morto na frente da mãe no Imbuí foi ferido com arma branca; clima é de tensão

Fonte: Tainá Reis* com supervisão de Jean Mendes

Crédito da Foto: Aratu Online

Silêncio e apreensão marcam os moradores do Condomínio Parque de Pituaçu, localizado no bairro do Imbuí, em Salvador, após a morte de Diego dos Santos Cardoso, de 35 anos, na tarde de quarta-feira (7/11). O rapaz foi assassinado por pelo menos três homens dentro do imóvel em que morava junto com sua mãe, Glauce Silva. Além do crime, os bandidos tentaram incendiar o imóvel mesmo com a mulher e o filho dentro do apartamento.

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O homicídio, que já está sendo investigado pela Polícia Civil, ainda é cercado de mistérios. Os investigadores da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) já sabem que Diego foi assassinado a golpes de arma branca.

Na manhã desta quinta-feira (8/11), o Aratu Online foi até o condomínio na tentativa de colher mais informações sobre o caso, além da dinâmica de como tudo aconteceu. O clima de tensão é tão grande que a equipe foi barrada na entrada. O porteiro, sem se identificar, disse que estava proibida a entrada da imprensa.

“Ninguém que trabalha aqui está autorizado a responder perguntas sobre o que aconteceu ontem. Estamos proibidos de falar sobre o ocorrido” contou. “Não sei se foi fácil, o porteiro que estava no plantão no momento do crime não se encontra”, respondeu, ao ser perguntado sobre a suposta facilidade que os suspeitos tiveram para entrar no prédio.

Uma moradora, a única que parou para falar com a imprensa, relatou que ficou sabendo do homicídio de Diego pela internet. “Como eu moro no prédio do lado oposto, não vi a fumaça. Meu marido viu apenas as viaturas da polícia, mas não sabíamos o motivo. Tomei conhecimento do caso pelo site de vocês”, assegurou.

Nossa última chance era conseguir a permissão do síndico para acessar o condomínio. Entramos em contato com ele, que também negou a entrada. “A imprensa está proibida de entrar no condomínio. Estamos com a Perícia Técnica, que realiza investigações, e não responderemos perguntas ou deixaremos ninguém ter acesso ao prédio”, frisou.

Só há uma forma de ter acesso ao condomínio, pela frente. O portão e a guarita ficam colados, o que reforça a suspeita de que os criminosos entraram com a autorização de Diego. Segundo o Instituto Médico Legal (IML), o corpo foi liberado nesta quinta-feira (8/11) para o Cemitério Bosque da Paz. O horário do enterro não foi informado.

O CASO

De acordo com o comandante da 39ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), major Edson Lima, o crime aconteceu por volta das 15h25, quando Diego entrou no condomínio acompanhado de três homens ainda não identificados.

Ao entrarem na residência, os suspeitos o assassinaram na frente da mãe da vítima e iniciaram um incêndio no apartamento. A polícia foi acionada pelos próprios moradores, que perceberam fumaça vinda do imóvel.

Até o momento não se sabe a autoria nem a motivação do crime. Entretanto, a suspeita é de que esteja ligada com tráfico de drogas. Segundo Glauce, o filho já teria sido preso em 2017, por transportar drogas de Salvador para São Paulo, e liberado em setembro deste ano.

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