Inacreditável: carpinteiro sobrevive após nove dias preso dentro de canal de esgoto na Av. ACM

Fonte: Da Redação

Crédito da Foto: TV Aratu

Imprevistos acontecem, e isso é muito comum quando estamos a caminho do trabalho. No entanto, o imprevisto do carpinteiro Genivaldo da Silva Souza, de 43 anos, é uma história inacreditável. Ele caiu em um córrego na Avenida ACM quando se deslocava para o trabalho no último sábado (15) e ficou nove dias preso no canal de esgoto em plena escuridão com a companhia de ratos e baratas.

Em entrevista com o irmão da vítima, José Bento, o Aratu Online foi informado que Genivaldo seguia para o bairro de Pituaçu, quando o ônibus que ele estava a bordo parou um pouco antes da Estação de Transbordo e ele acabou escorregando e caindo no córrego. A situação aconteceu por volta das 18h.

Foto: Reprodução / Tv Aratu.

Genivaldo recendo atendimento no HGE. Foto: Reprodução / Tv Aratu.

Após o sumiço, a família de Genivaldo o procurou na empresa, mas descobriu que ele não teria ido trabalhar naquele dia. A polícia foi acionada e as buscas começaram. “Procuramos por ele nos hospitais, postos de saúde e na empresa em tudo o que é canto, mas ninguém sabia de nada”, afirmou José.

Depois de cair no canal de esgoto, Genivaldo foi arrastado pela correnteza em direção a galeria de tratamento de esgoto do Lucaia, no Rio Vermelho. “Foi um grande milagre, ele foi arrastado pela correnteza ficando com água de esgoto na altura do peito, outras vezes na altura do pescoço com baratas subindo pelo seu corpo, em alguns momentos ratos também passavam pelo local. Ele ficou todos esses dias sem comer, sem beber água, sem dormir sempre no escuro com uma profundidade de 12m”, lamentou o irmão da vítima.

Foto: Reprodução / TV Aratu.

Foto: Reprodução / TV Aratu.

Genivaldo foi encontrado por uma funcionária da Embasa somente na manhã de domingo (23). O carpinteiro estava agarrado em uma grade já perto da estação de tratamento quando foi localizado. Ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital  Geral do Estado (HGE), onde ficou até a manhã desta terça-feira (25), quando recebeu alta.

Apesar de estar psicologicamente abalado, Genivaldo teve apenas cortes profundos nas pernas e pés. Ele foi submetido a uma bateria de exames e não foi detectada nenhuma outra lesão ou doença infecciosa. O seu estado de saúde é considerado estável.