Livro “Ilê Aiyê – 40 anos” será entregue à bibliotecas públicas e centros culturais nesta segunda-feira

Fonte: Da redação

Crédito da Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira(27) o Ilê Aiyê realiza a entrega da primeira tiragem do livro “Ilê Aiyê – 40 anos” à bibliotecas públicas e centros culturais da Bahia, em solenidade, na Senzala do Barro Preto, às 17h30.  A obra foi lançada com apoio da Caixa Cultural e do Governo do Estado da Bahia, e chega às mãos dos seus leitores como uma ferramenta de celebração de 40 anos de luta, resistência, valorização e divulgação da cultura negra.

Para representar oficialmente os espaços no recebimento dos exemplares, estarão presentes a coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas (SEBP), Maria Cristina Santos, e o diretor geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), João Carlos Cruz de Oliveira. O evento contará também com a presença dos diretores do bloco afro e da imprensa.

Entre as bibliotecas de Salvador que serão contempladas com a publicação, estão a Biblioteca Pública do Estado da Bahia, a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, Biblioteca Anísio Teixeira, a Biblioteca Pública Thales de Azevedo e a Biblioteca Juracy Magalhães Júnior. Já no interior do Estado, os livros serão destinados à Casa Afrânio Peixoto, em Lençóis, e à Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, em Itaparica. Todas essas sob a responsabilidade da Fundação Pedro Calmon.

O IPAC, por sua vez, irá destinar as obras ao Centro de Cultural Solar Ferrão, Palacete das Artes, Museu Abelardo Rodrigues, Escritório de Cachoeira, Museu de Arte da Bahia, Museu do Palácio da Aclamação, Museu do Parque Histórico Castro Alves, Museu do Recolhimento dos Humildes, Museu Tempostal, Museu Udo Knoff, Museu Arte Moderna, Coleção de Arte Africana Claudio Masella, Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais Emília Biancardi e Biblioteca Manoel Querino.

O livro – “Ilê Aiyê – 40 anos” oferece 280 páginas que passeiam pelas ruas do Curuzu, pelos circuitos do Carnaval de Salvador, entre os estudantes da Escola Mãe Hilda e as crianças da Band’erê, pela Senzala do Barro Preto e pelas as tantas noites da Beleza Negra…tudo para “tentar fazer um registro da história do bloco para a posteridade”, como anuncia o presidente da entidade, Vovô, no seu texto de apresentação.

A publicação leva ao público a memória e os relatos da trajetória dos jovens negros do Curuzu que transformaram o Carnaval da Bahia em um espaço para a ação afirmativa e difusão do orgulho dos nossos antepassados negros.

Os autores são os professores Jaime Sodré, Maria de Lourdes Siqueira, Ana Célia da Silva, Rita Maia (com a colaboração de Dete Lima) e Arany Santana. O trabalho foi coordenado por Vovô, que assina o texto de apresentação. Já a editoração e a pesquisa de imagens foram capitaneadas por Rita Maia e Valéria Lima.

O livro tem prefácio do Prof. Edvaldo Boaventura, e seus textos falam da música, dos Carnavais do Ilê Aiyê, do significado da Noite da Beleza Negra, das ações afirmativas do bloco e do projeto pedagógico pioneiro que serviu de referência à lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003.

O livro traz nas suas primeiras páginas uma homenagem à Mãe Hilda, matriarca e zeladora do axé e força ancestral dos Orixás que regem as ações do Ilê Aiyê desde à sua origem.