Marcos Mendes – o legítimo brasileiro, não desiste nunca

Fonte: Cris Almeida

Crédito da Foto: arquivo pessoal

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O candidato ao cargo de governador da Bahia indicado pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Marcos Mendes, “já pode pedir música”. Isso porque, pela terceira vez, tenta levar a sigla até o Palácio de Ondina após tentativas mal sucedidas para vereador e uma para deputado federal.

No âmbito nacional, o esquerdista tem o apoio do presidenciável Guilherme Boulos, com quem também divide a legenda. Marcos tem um plano de governo incisivo contra pontos da atual gestão. Veja:

EDUCAÇÃO

  • Formação de colegiados consultivos para cada segmento da comunidade (professores, funcionários e pais e alunos);
    Realização de concurso que preencha o número real de vagas nas escolas;
    Implantação do ensino em tempo integral;
    Reestruturação do sistema pedagógico;
    Implantação de educação voltada para ensino crítico no currículo do ensino fundamental.

SAÚDE 

  • Estimular políticas de saúde estratégicas que contribuam para superar as desigualdades regionais e intra-regionais;
    Desenvolver ações para melhorar a saúde da comunidade e do meio ambiente a partir da participação coletiva
    Ações em Saúde Mental através dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS);
    A gestão descentralizada, onde a Participação Popular seja estimulada e garantida, colocando o cidadão como o principal ator das decisões em saúde;
    Criação da Rede de Urgências e Emergências, rede de cuidados domiciliares e Programas de Reabilitação Funcional e Motora.

SEGURANÇA PÚBLICA

  • Desmilitarização da polícia, onde o objetivo é buscar um modelo de segurança pública que se volte para a consolidação dos Direitos Humanos;
    Mais investimento na questão da segurança pública;
    Dissociação da ideia de repressão nos municípios e na capital baiana;
    Investigar como, concretamente, a violência e a insegurança se manifestam em cada espaço e em cada momento.

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Natural de Salvador, Marcos Mendes tem 53 anos. Ao lado de nomes conhecidos, como Hilton Coelho e Fábio Nogueira, e com apoio de Guilherme Boulos no âmbito nacional, Marcos fez uma campanha com algumas panfletagens e caminhadas ao longo dos 35 dias de andanças nos municípios baianos.

Apesar de defender a ideia de “golpe”, se referindo ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em agosto de 2016, ele não poupa críticas à gestão do PT na Bahia. “A política do governo petista aqui é uma política de direita”, disse durante participação na sabatina realizada pelo Linha de Frente, no dia 21 de setembro.

Marcos cita temas como a volta da Cesta do Povo, aumento no orçamento e no salário de forma simplista, cuja solução depende apenas de políticas públicas. Se tornar governador do estado, para ele, é “resolver os problemas da Bahia”. A questão da educação, por exemplo, é considerada a mais problemática pelo candidato, que cita os índices do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) sem esquecer dos mandatos que antecederam o PT.

“A educação atual é péssima. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) já divulgou que 32% dos servidores estaduais não recebem o piso salarial estabelecido. A minha prioridade é sair do governo com o maior piso salarial para servidores do Brasil e queremos o primeiro lugar em qualidade de ensino. Para isso, vou estabelecer e estruturar planos de carreira”, prometeu.

Contudo, o foco do candidato não fica só nas propostas para a educação. Saúde e segurança pública também são colocadas como prioridades no plano de governo de Marcos, fazendo jus à linha ideológica conhecida do PSOL. “O que precisamos é de valorização, tanto dos agentes de saúde, quanto dos policiais. Quando a gente começar a ver o outro como ser humano e a dar valor aos Direitos Humanos, vamos perceber que não precisa armar o cidadão, nem submeter ele à fila da morte”.

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