Hospital confirma morte encefálica de policial baleado na Pituba

Fonte: Da redação

Crédito da Foto: Reprodução/Facebook

O policial rodoviário federal Marcelo Caribé Carvalho, 28 anos, teve morte encefálica confirmada na manhã deste sábado (26). A informação foi divulgada pela assessoria do Hospital da Bahia, onde a vítima estava internada desde a última quinta-feira (24), quando foi baleado na rua Ceará, bairro da Pituba.

De acordo com o boletim médico, a coordenação geral da UTI Neurológica do Hospital da Bahia atestou o óbito através de uma segunda fase de investigação, liberada por volta das 01h. Apesar de inicialmente a família ter demonstrado interesse em doar os órgãos, houve desistência e o corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

O Hospital ainda informou que Um novo boletim será enviado logo que houver finalização do protocolo de investigação. Ainda não há informações sobre o sepultamento do policial.

Segundo informações da Central de Polícias, Marcelo foi atingido com um tiro no crânio após reagir a uma tentativa de assalto, próximo ao Supermercado Hiper Ideal. O policial foi socorrido e encaminhado para o Hospital da Bahia e após os procedimentos emergenciais foi submetido a uma neurocirurgia e encaminhado para a UTI Neurológica.

A autoria do crime foi atribuída a dois homens, ainda não identificados, que fugiram do local. A Delegacia de Homicídios e Proteção á Pessoa (DHPP), investiga o caso.

Em nota, a 10ª Superintendência de Polícia Rodoviária Federal na Bahia informou com pesar o falecimento do policial.  “A perda do PRF Caribé, lotado em Porto Velho/RO, além de representar uma dor imensa aos familiares e amigos, é golpe sentido também por todos os servidores da Polícia Rodoviária Federal espalhados pelo território brasileiro, pois esse servidor contribuiu nos curtos meses de atividade com dedicação, profissionalismo, honestidade e comprometimento, para a preservação da segurança e da vida do próximo. A compreensão de nossa família PRF é abalada, pois é inconcebível que um jovem morra de maneira tão brutal apenas por ser o que é: profissional que apenas iniciava carreira em instituição que tem a missão de fornecer segurança com cidadania. A missão de um profissional de segurança pública é tomar todas as providências para que este tipo de acontecimento nunca ocorra, quer seja retirando drogas das ruas, quer seja combatendo armas ilegais, quer seja retirando das ruas os maus. Para nós, qualquer morte que fuja do curso natural da vida é motivo de perplexidade e não deve ser banalizada ou esquecida. Quando a tragédia nos atinge tão perto, é hora de reforçar nossas crenças e valores, pois nós, profissionais de segurança pública, somos o que somos e fazemos o que fazemos justamente na tentativa de que este tipo de tragédia nunca aconteça com ninguém. À família enlutada apresentamos nossos sentimentos de solidariedade e respeito pela imensa dor que, com certeza, invade a alma e dilacera qualquer entendimento de lógica. Maria Alice Nascimento Souza Diretora-Geral da Polícia Rodoviária Federal”.