Não há previsão para liberação do corpo da criança que ‘desapareceu’ em Itapuã

Fonte: Da redação

Crédito da Foto: Arquivo Pessoal

Não há previsão para a liberação do corpo de Marcos Vinícius Carvalho dos Santos, de dois anos, localizado em um areal no bairro de Itapuã, na tarde da última quarta-feira (19). Em contato com a equipe da TV Aratu, a assessoria do Instituto Médico Legal (IML) informou que a identidade da criança só poderá ser comprovada após a realização de um exame de DNA. Isto porque Marcos não possuía registro geral, nunca tinha passado por tratamento dentário, o que facilitaria o reconhecimento através da arcada, e não pôde ser submetido a um exame facial, já que o corpo está em estado de gigantismo e decomposição.

A mãe do garoto, Fabiana Pereira de Carvalho, 18 anos, foi quem cedeu o material genético, que será comparado ao de Marcos. Emocionada, ela declarou, enquanto deixava a sede do IML, que ainda não conseguia acreditar no que tinha acontecido. “Nunca imaginei enterrar o meu filho” e “Como ele pôde fazer isso?” foram algumas das frases ditas pela jovem aos jornalistas que a aguardavam no local. Horas antes, a polícia confirmou que a participação dela no crime ainda é investigada. Contudo, Fabiana já foi indiciada com base no artigo 242, do Estatuto da Criança e do Adolescente, por ter entregado seu filho a uma pessoa estranha e inidônea (de caráter questionável).

Caso Itapuã 2

Foto: Divulgação Polícia Civil

Já o cabeleireiro Rafael Pinheiro de Jesus, 28 anos, foi autuado em flagrante por homicídio e ocultação de cadáver. Como ele nega ter matado a criança que, em sua versão, teria sido enterrada após ser acometida por um mal súbito, a polícia aguarda o resultado do exame de necropsia, fundamental para que a causa da morte seja determinada. Esta análise poderá comprovar ou derrubar a versão dele, que responderá ainda por denúncia caluniosa, já que procurou a Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP) para informar o desaparecimento da criança.

Rafael teve a prisão preventiva solicitada à Justiça e já seguiu para o sistema prisional. A polícia apurou que ele, que tem RG de São Paulo, morou durante algum tempo naquele estado, onde chegou a ser conduzido a uma delegacia depois de ser denunciado por um homem, acusado de aplicar um golpe conhecido como “Boa noite Cinderela”. Sua mãe, Anira Freire Pinheiro, 47 anos, também foi indiciada e responderá ter acompanhado o filho ate à delegacia e confirmado a sua versão da história. Nas palavras da delegada titular da DPP, Heloísa Simões, ela “tentou induzir a polícia ao erro na investigação”.