‘OLHA A XÊPA’: Polícia Federal deflagra nova fase da Lava Jato em nove estados; Bahia está na lista

Fonte: Ricardo Belens

Crédito da Foto: Sede da Odebrecht, na Avenida Paralela, em Salvador. Foto: César Irará

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (22/3) a 26ª fase da Operação Lava Jato. Apelidada de Operação Xepa, esta etapa é um desdobramento da operação Acarajé, que atingiu o publicitário João Santana e sua mulher e sócia Monica Moura.

As sedes da empreiteira Odebrecht na capital baiana e no Distrito Federal serão alvos de buscas. Outro mandado também será cumprido na cidade de Mata de São João, na Praia do Forte.

Aproximadamente 380 policiais federais estão cumprindo 110 ordens judiciais estados de São Paulo, em Brasília, Santa Catarina, Pernambuco, Minas Gerais, na Bahia, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e no Piauí.

Estão sendo cumpridos 67 mandados de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, 11 mandados de prisão temporária e 04 mandados de prisão preventiva.

“Tendo em vista que, em decorrência da análise de parte do material apreendido, descortinou-se um esquema de contabilidade paralela no âmbito do Grupo Odebrecht destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, vários deles com vínculo direto com o poder público em todas as esferas”, informa nota da PF

Ainda segundo a nota, “há indícios concretos de que o GRUPO ODEBRECHT se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização de tais recursos”.

De acordo com a PF, os investigados conduzidos coercitivamente serão ouvidos em suas respectivas cidades, enquanto os presos serão trazidos nesta data para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Os mandados estão sendo cumpridos um dia depois da fase internacional da Lava Jato, nomeada Operação Polimento, deflagrada em Portugal na última segunda-feira (21), que apreendeu o empresário Raul Schmidt Felipe Junior, investigado pelo pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Renato de Souza Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada, que estava foragido desde julho de 2015.

Os investigados responderão, dentre outros, pelos crimes de corrupção, evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de ativos.