Orientação e palestra gratuitas sobre zumbido marcam o Novembro Laranja

Fonte: Da redação

Palestra e orientações gratuitas marcam a campanha Novembro Laranja em Salvador. Coordenadas pela médica otorrinolaringologista Clarice Saba, pioneira em pesquisas sobre o Zumbido no Norte/Nordeste, as ações marcam o mês da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido, um sintoma que afeta 28 milhões de brasileiros. “O objetivo é alertar a população sobre o que é o zumbido e que o sintoma é, sim, passível de cura”, conta Clarice Saba.

As ações são gratuitas e acontecem em diversos pontos da cidade. Na quarta (11), às 20h, a médica promove a palestra “Zumbido: que zum zum zum é esse?”, na Livraria Saraiva do Shopping da Bahia. Nos dias 13 e 14, uma equipe multidisciplinar, coordenada por Clarice Saba, comanda um stand montado na Praça de Serviços (G1) do Salvador Shopping. Nos dias 21 e 22, o Shopping Barra abriga o stand, no Piso L3 Sul. No dia 22, pela manhã, a ação acontece em frente ao Farol da Barra.

As ações no Salvador Shopping e Shopping Barra acontecem nos horários de funcionamento dos centros de compras. Será disponibilizada uma cabine de audiometria, para realização de screening (rastreio) auditivo gratuito. A equipe multidisciplinar atenderá o público, com o objetivo de mostrar à população que o barulho, em diferentes níveis, pode gerar diversos graus de perda auditiva. “A exposição ao barulho é uma preocupação da Organização Mundial de Saúde, pois pode causar perda auditiva”, explica a médica.

O Zumbido– Apito, chiado, grilo, música, panela de pressão. São muitos os tipos de sons percebidos por quem sofre de zumbido – um sintoma que afeta 28 milhões de brasileiros. O barulho, que não tem uma real fonte externa, é percebido nas orelhas ou na cabeça. “Trata-se de um sintoma, e não uma doença, de etiologia múltipla e passível de cura”, explica a otorrinolaringologista Clarice Saba.

Em todo o mundo, 278 milhões de pessoas são afetadas pelo sintoma, segundo a Organização Mundial de Saúde. A médica, que já ganhou o mais importante prêmio científico internacional na área de estudos sobre zumbido, o Jack Vernon Awards, conta que uma das explicações da percepção do barulho está relacionada ao aumento de impulsos elétricos que a via auditiva manda para o cérebro.

São causas a perda auditiva, as alterações nos níveis de triglicerídeos e colesterol, hormônios da tireoide, do mecanismo de absorção do açúcar, diabetes, excesso de cafeína, algumas medicações e alteração de musculatura de cabeça, pescoço e ATM (articulação temporomandibular) são algumas das causas. “E o zumbido pode agravar patologias, gerar estresse, falta de concentração, perturbações do sono e depressão. Há relatos até de suicídio”, pontua Clarice Saba.

Ouvir música alta também é um problema. “O som pode lesar as células ciliadas da cóclea (o “computadorzinho” do ouvido) de forma irreversível. O hábito de ouvir música alta em fones de ouvido é preocupante. Alguns aparelhos podem alcançar 120 decibéis (dB). Para exemplificar, uma conversação normal está ao redor de 60dB, e o ouvido humano, teoricamente, pode suportar até 80dB, a depender do tempo de exposição”, finaliza a profissional.