PF deflagra operação de combate ao tráfico de drogas na Bahia e São Paulo

Fonte: Da Redação

Crédito da Foto: Ilustração

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Companhia Independente de Policiamento Especializado Companhia Independente de Policiamento Especializado Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE) Cacaueira, deflagrou hoje (26) a operação Patente, com o objetivo de reprimir o tráfico de entorpecentes nas cidades baianas de Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Jequié e a capital Salvador, além de São Paulo/SP.

A ação visa cumprir 22 mandados de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão, com o intuito de apreender drogas, armas, dinheiro, veículos e imóveis frutos do comércio ilícito realizado pela organização criminosa.

Segundo a Agência Brasil, até o começo desta manhã, a operação já havia prendido dez integrantes do grupo. “Estimamos, por baixo, que só nos últimos dois anos a quadrilha movimentou cerca de R$ 20 milhões. A droga vinha de estados como São Paulo e outros locais de fronteira, como Foz do Iguaçu, e era comercializada em várias cidades baianas, afirmou o delegado que comanda a ação, Mário Lima.

A operação conta também com o apoio da Secretaria de Segurança Pública através de sua Força Tarefa. Os presos na operação serão indiciados com base na Lei 11.343/06 (Lei Antidrogas), que prevê pena de até 15 anos de reclusão, e seguirão a disposição da Justiça, aguardando julgamento. Será realizada entrevista coletiva na Sede da Polícia Federal em Ilhéus às 11h.

Operação Soldner

Outra operação, chamada Soldner, ocorre em Goiás, Minas Gerais, no Distrito Federal, em São Paulo, no Pará, em Pernambuco e no Tocantins, com o objetivo de desarticular organização criminosa que atuava no comércio ilegal e na exportação massiva de minérios e pedras preciosas.

Esta operação conta com o apoio de cerca de 200 policiais federais, de várias partes do Brasil, para o cumprimento de cerca de 58 medidas judiciais, sendo dez mandados de prisão temporária, 19 de busca e apreensão e 29 conduções coercitivas nos estados de Goiás, Minas Gerais, no Distrito Federal, em São Paulo, no Pará, em Pernambuco e no Tocantins.

A PF estima que a movimentação do grupo durante a investigação foi R$ 500 milhões. Os investigadores descobriram que a organização é formada por duas células – uma trabalha na comercialização ilegal de pedras preciosas e composta, em sua maioria, por empresários do ramo e pequenos comerciantes de joias. O minério e as pedras preciosas seguiam uma rota que passava por Portugal, pela Bélgica e por Israel, tendo como destino Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A outra célula é integrada por autônomos e pequenos empresários que comercializariam, mediante fraude, títulos da dívida pública e moeda estrangeira, em transações financeiras envolvendo bancos venezuelanos. Os investigadores suspeitam que a movimentação com moedas e títulos estaria vinculada aos processos de lavagem de dinheiro do grupo.