Linha de investigação miniminiza “homofobia” e crê em “prostituição” como causa para agressão de garçom

Fonte: Da redação

O garçom Romário Ferreira da Silva, 26 anos, que denunciou ter sofrido agressões após um suposto assalto no bairro de Itapuã, em Salvador, não foi vítima de homofobia.

Esta afirmação foi feita ao Aratu Online, nesta terça-feira (05),  pelo titular da 12ª Delegacia Territorial (DT/Itapuã), delegado Antônio Carlos Magalhães Santos, responsável pelas investigações.

O caso aconteceu no último domingo (03). Um dia após a ação, Romário foi até a delegacia e contou que saía de uma confraternização quando um homem, não identificado, armado com um caco de garrafa, anunciou o assalto. Depois de levar cerca de R$35, o suspeito ainda teria roubado todas suas peças de roupa.

Porém, a Polícia Civil diz que testemunhas contestam a versão contada pelo garçom. “Já ouvi duas pessoas que me disseram sobre ele [a vítima] ter saído de um bar acompanhado de um homem”, destaca o delegado ACM Santos. Ele diz ainda que isso pode apontar sobre um caso relacionado com a prostituição, já que há registros semelhantes na unidade policial.

“Se houver uma gangue que persegue travestis e homossexuais aqui [em Itapuã] vou me empenhar para prendê-los, mas desacredito que haja um grupo desse agindo aqui”, afirma ainda o delegado responsável pelo caso do garçom. Ele diz que câmeras de seguranças estão sendo analisadas para esclarecer as agressões a Romário.