Polícia prende homens acusados de queimar ônibus em Valéria

Fonte: Da redação

Crédito da Foto: divulgação/Polícia Civil

Dois traficantes responsáveis pelos ataques aos ônibus incendiados no bairro de Valéria, no dia 20 de dezembro, foram presos, durante uma operação conjunta do Departamento de Narcóticos (Denarc), da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal,  Superintendência de Inteligência (SI) da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e Polícia Militar (Rondesp/BTS).

De acordo com a polícia, Alan Santos Fonseca, o “Junior Pial” ou “JP”, de 29 anos, e Fernando de Jesus Lima, o “Ojuara”, 28, foram flagrados a bordo de um veículo, na região do Retiro, e portavam uma pistola Glock automática, de calibre ponto 40, com dois carregadores municiados.

Fotos Arna

Armas e celulares, além de dinheiro foram apreendidos com os acusados. Foto: Divulgação/Polícia Civil

“JP” e “Ojuara” integram a quadrilha do traficante Adilson Souza Lima, o “Roceirinho”, que está preso no Complexo Penitenciário da Mata Escura. Ainda de acordo com a polícia, o bando têm ramificações nos bairros de Valéria e Palestina e em cidades do Recôncavo baiano, onde “JP” e “Ojuara” são suspeitos de participação num duplo homicídio, ocorrido recentemente.

A polícia apurou que “JP” e “Ojuara” ordenaram os ataques aos ônibus em Valéria, depois que um comparsa traficante teria sido morto numa troca de tiros com policiais, na noite anterior (19). “JP” já responde por porte ilegal de arma, tráfico e homicídio e estava com dois mandados de prisão em aberto.  Eles foram presos na tarde de ontem e a polícia divulgou a informação hoje. Os acusados foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma, pelo delegado Luís Sampaio, do Denarc, e encaminhados ao Complexo da Mata da Escura.

O caso

Onibus incendiado

Foto: Reprodução/Whatsapp

Homens colocaram fogo em um ônibus da empresa Modelo, no bairro de Valéria, em Salvador, na tarde do último dia 20. Na ação, os autores subiram no coletivo e mandaram os passageiros, além do cobrador e do motorista descerem e atearam fogo no veículo.

O atentado foi uma retaliação a morte do traficante conhecido como “Mamano”. Além do ataque ao ônibus. No mesmo dia, outro ônibus teve a lataria pinchada com a palavra “luto”.