Policiais envolvidos na ação do Cabula voltaram às ruas um mês após o caso, diz PM

Fonte: Da redação

Crédito da Foto: Lúcio Távora/Agência A Tarde

Os nove policiais militares envolvidos em uma ação no bairro do Cabula, em Salvador, no dia 6 de fevereiro deste ano, onde 12 homens morreram, voltaram às ruas em março. A informação foi confirmada pelo capitão Bruno Ramos, porta-voz da PM-BA. O inquérito do caso foi divulgado nesta sexta-feira (03), na sede da Secretaria de Segurança Pública. Apesar da investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ter concluído que os PMs não executaram as vítimas, o Ministério Público confirmou ao Aratu Online que o caso ainda será julgado, pois a Justiça avalia que há indícios de crime.

Ainda segundo o capitão Bruno, os agentes envolvidos foram reincorporados após passarem por tratamento psicológico. O detalhe é que, durante esse período (de março a julho), a instituição dizia que eles estariam exercendo funções administrativas. No início desta semana, o Aratu Online voltou a entrar em contato com a PM para tratar do tema e foi informado que os agentes não estavam trabalhando nas ruas. Para explicar o mal-entendido, o Capitão disse que houve uma falha na comunicação e pensou ter se tratado do caso Geovane, onde militares também foram afastados.

A informação de que os PMs voltaram às ruas também foi confirmada pelo Secretário de Segurança, Maurício Barbosa, na tarde desta sexta-feira, durante a coletiva de apresentação do inquérito.

Inquérito
De acordo com o documento, produzido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os laudos cadavéricos não atestaram lesões típicas de tiro de encosto ou disparo a curta distância, o que não caracteriza lesões típicas de execução. Segundo a polícia, outro aspecto que reforça a conclusão é a ação de socorro realizada pelos policiais militares aos feridos, que foram conduzidos para o Hospital Roberto Santos, a unidade de saúde mais próxima do local.

Na prática, o inquérito conclusivo da Polícia Civil deve ser utilizado pela defesa dos policiais militares no julgamento do caso. Segundo os promotores, a denúncia foi levada para a Justiça e foi acatada pela mesma. Isso quer dizer, ainda segundo a comissão de promotores, que o Poder Judiciário também entendeu que há suspeita de crime no caso. O inquérito não interfere na manutenção do julgamento, confirmaram os promotores ao Aratu Online.