Por garçom agredido, GGB rebate polícia e diz que negar motivação é “homofobia institucional”

Fonte: Redação

“A polícia está errada. Ela comete um grave erro que é desqualificar a vítima”. Com poucas, mas diretas palavras o presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira, rebateu as declarações da polícia sobre os ataques contra o garçom Romário Ferreira da Silva, em Itapuã.

Em contato com o Aratu Online, o delegado Antônio Carlos Santos disse trabalhar com a hipótese do garçom ter sido agredido após combinar um programa no bairro — conforme relato de testemunhas à polícia.

De posse destas novas informações (ainda não confirmadas), o delegado minimizou o fato das agressões terem sido motivadas homofobia. “Ouvi duas pessoas que me disseram sobre ele [a vítima] ter saído de um bar acompanhado de um homem”, disse Santos.

O presidente do GGB sustenta que a própria construção deste raciocínio induz a um pensamento preconceituoso. “Essa declaração soa como homofobia institucional e é importante rever estes conceitos. O ente público deve entender que a homofobia empurra os LGBTS para viver uma sexualidade clandestina e exposta à violência”, criticou.

Cerqueira disse ainda que a vítima tem testemunhas que podem comprovar a versão que foi assaltado e agredido por homem com um caco de vidro.

Em cinco dias no ano, até aqui, foram registrados 8 casos de homofobia no país — uma média superior a um caso por dia. O caso do garçom Romário foi o primeiro no estado, segundo o GGB.

Na próxima quinta-feira (7) haverá uma reunião entre o Grupo Gay da Bahia e a Secretaria de Justiça e de Segurança Pública do estado. A ideia é discutir recentes casos de violência contra homossexuais, incluindo o recente caso em Itapuã.