Secretário de Mobilidade Urbana se reúne com dissidentes; 40% da frota de ônibus está operando

Fonte: Da redação

Crédito da Foto: Paula Ary/TV Aratu

O Secretário de Mobilidade Urbana, Fábio Mota, afirmou que vai se reunir na noite desta terça-feira (19), com representantes do grupo dissidente dos rodoviários. A reunião será realizada na sede da Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador), no Vale dos Barris. Os trabalhadores estão bloqueando a Estação da Lapa desde o final da tarde desta terça-feira (19) e afirmam que só voltam ao trabalho quando a direção do sindicato abrir negociação. De acordo com o secretário, cerca de 40% da frota de ônibus está operando.

De acordo com a equipe de reportagem da TV Aratu, que esteve no local, os integrantes do movimento afirmam que são aproximadamente 200 ônibus parados no local e cerca de 1.000 em toda a cidade. As estações Pirajá e Mussurunga também foram bloqueadas. Os trabalhadores que chegam à Lapa são obrigados a desligar os veículos e descer, mesmo que não queiram participar do movimento. O grupo dissidente afirma que não participou das assembleias realizadas na manhã e tarde desta terça e que não concorda com o reajuste de 10% aprovado em votação.

Em contato com o Aratu Online o diretor de comunicação do sindicato, Daniel Mota, informou que os representantes da entidade não devem comparecer à Estação da Lapa. Segundo ele, os profissionais que organizaram a manifestação devem responder pelos seus atos. “Quem parou os ônibus lá, que assuma a responsabilidade. Vamos fazer o quê lá?”, questionou.

Ainda de acordo com Mota, as assembleias são soberanas e expressam a vontade da maioria. Em sua opinião, os trabalhadores devem ser responsabilizados por seus atos. “Eles têm que desobstruir as vias e colocar os ônibus pra rodar. Se não fizerem isso, que assumam”, diz. Segundo Mota, os empresários do setor, a prefeitura de Salvador, o Ministério Público do Trabalho, o Tribunal Regional do Trabalho e a polícia já foram informados da situação e que cabe aos órgãos definir o que fazer a respeito do protesto.