Após noticiar paralisação contra impeachment, rodoviários recuam e dizem que manifestação tem “motivos trabalhistas”

Fonte: Dinaldo dos Santos

Crédito da Foto: César Irará

Os rodoviários de Salvador paralisaram suas atividades na manhã desta sexta-feira (15/4) e os soteropolitanos que utilizam o transporte coletivo começaram o dia sem ônibus. Muita gente que não sabia da paralisação saiu cedo para iniciar sua rotina e acabou se aglomerando nos pontos com outros desavisados.

Havia uma informação,  no final da tarde de ontem (14/4), sinalizando que a ação dos rodoviários seria um manifesto contrário ao processo de impeachment da presidente Dilma Roussef, mas o presidente do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Hélio Ferreira, em entrevista ao Aratu Online, não confirmou essa motivação e disse que se trata de uma manifestação por causas trabalhistas.

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Rodoviários e ônibus não deixaram as garagens. Foto: César Irará

“Estamos reunindo a categoria nas garagens para discutir questões sobre a nossa campanha salarial e o descumprimento da nossa Convenção Coletiva, por parte do empregador”. Segundo ele, a classe patronal apresentou uma ‘contra-pauta’, que precariza os trabalhadores. Entre os itens, destacou: Não pagamento de horas extras, utilizando o sistema de compensação e veículos rodando sem cobrador aos finais de semana.

Além disso, os rodoviários reclamam da não padronização de salários de funcionários da área de manutenção. “Tem mecânicos e outros profissionais, exercendo funções semelhantes, com salários variados”, afirmou Hélio.

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Ônibus do Sistema Complementar auxiliar na cobertura da demanda. Foto: César Irará

A paralisação deve durar quatro horas. Foi iniciada às 4h e está prevista para terminar às 8h. A Prefeitura de Salvador se mobilizou para colocar ônibus da frota do Sistema Complementar nas ruas da cidade, mas nas primeiras horas do dia esses veículos não foram vistos na cobertura da demanda.