Suspeito de comandar o tráfico no Bairro da Paz ofereceu R$ 80 mil para não ser preso, diz polícia

Fonte: Da redação

Crédito da Foto: divulgação/Polícia Civil

Djalma dos Santos, de 35 anos, suspeito de ser um dos chefes do tráfico no Bairro da Paz, em Salvador, ofereceu R$ 80 mil aos policiais para não ser preso. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (09) pela Polícia Civil. Djalma foi encontrado na última quarta-feira e tinha mandado de prisão em aberto por envolvimento na morte do garoto Caíque Brito de Jesus, baleado na cabeça, em janeiro de 2014, durante troca de tiros entre traficantes no próprio Bairro da Paz.

Djalma e Ronaldo Rodrigues de Almeida, o “Galego” ou “Veio”, 34, foram presos na Rua Tancredo Neves, na localidade do Areal, Bairro da Paz. Djalma era procurado pelo DHPP e sua foto estava no aplicativo do Sistema de Informação para Proteção à Pessoa (SIPP), da Polícia Civil. Com os homens, a polícia apreendeu a quantia de R$ 25 mil, uma pistola 380, munições, maconha prensada, uma balança de precisão e embalagens para acondicionar drogas. O material já foi encaminhado à perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

A delegada Andréa Ribeiro, titular da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico), explicou que Djalma é acusado de participar de uma chacina no Bairro da Paz, ocorrida em setembro de 2007, quando cinco pessoas foram deixadas em via pública, mortas com vários tiros, depois de terem pescoço e mãos amarrados por fios e cordas.

Djalma também é apontado como responsável pelas mortes de Jenilson Silva de Jesus e Balbino Ferreira dos Santos, ambos em janeiro do ano passado, também no Bairro da Paz. Os crimes têm relação com o tráfico de drogas. A polícia investiga a participação do traficante em outros homicídios ocorridos na região.

Com passagens por homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma, Djalma foi autuado novamente pelos dois últimos crimes e por associação ao tráfico e corrupção ativa. Ronaldo vai responder por tráfico, associação e porte de arma. Eles já estão na Cadeia Pública, no Complexo Penitenciário da Mata Escura.