JUSTIÇA: Cinco meses após crime, suspeitos de matar policial rodoviário vão a audiência nesta quinta; Relembre o caso

Fonte: Jean Mendes

Crédito da Foto: reprodução/Facebook

A segunda audiência que pode decidir a punição ou absolvição dos quatro suspeitos de cometer um latrocínio (roubo seguido de morte) contra o policial rodoviário federal Marcelo Caribé Carvalho, 28 anos, vai acontecer na próxima quinta-feira (25/2). A informação é do advogado que representa a família da vítima, Gianluca Mantuano. O julgamento será no Fórum Criminal, no bairro de Sussuarana, em Salvador, exatamente cinco meses após o crime.

Segundo Mantuano, testemunhas de acusação foram ouvidas no prímeiro encontro, que aconteceu no mês de janeiro. “Uma pessoa faltou na audiência. Ela será ouvida na quinta-feira. Depois, será a vez das testemunhas de defesa”, destaca. Ainda de acordo com o advogado, dos quatro suspeitos, apenas dois confessaram o crime.

“Os réus confessos dizem que cometeram o assalto por dívidas de drogas e foram reconhecidos pelas testemunhas. Entre os outros, um é suspeito de ser mandante do crime e o outro ficou no veículo durante a ação. Ele não foi reconhecido pelas testemunhas, já que ficou dentro do carro com vidros escurecidos”, comenta Gianluca Mantuano. Ele aponta que aqueles que confessaram o crime acusam os outros pela participação no latrocínio.

A expectativa do advogado é que o segundo julgamento seja o último do caso. “Após ouvir as partes, o Código aponta que o juíz tem o prazo de dez dias para publicar a decisão”, comenta. Enquanto isso, os réus continuam presos esperando a decisão judicial.

O caso
Caribé, que trabalhava em Rondônia, foi atingido após reagir a uma tentativa de assalto, na Rua Ceará, bairro da Pituba, em 24 de setembro de 2015. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital da Bahia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu menos de 24 horas após o crime.

Os dois primeiros presos foram encontrados pela polícia no dia 30 de outubro. Já o terceiro suspeito, Victor Vagner Matos Neri, de 28 anos, acusado por atirar contra o PRF, foi preso enquanto se encaminhava para a sede da Polícia Civil, onde pretendia se entregar.