Caso Daniel: suspeitos dizem que queriam “só deixar ex-atleta do São Paulo nu”

Fonte: Uol

Crédito da Foto: Imagem Ilustrativa

Três novos suspeitos do caso Daniel se apresentaram nesta última segunda-feira (5/11) à Polícia Civil do Paraná. Dois deles – David Willian Vollero da Silva, de 18 anos, e Igor King, de 19 -, são amigos de escola de Allana Brittes, que está presa sob suspeita de envolvimento no assassinato do jogador.

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Os investigadores consideram que os amigos podem ter algum grau de envolvimento no crime. David e Igor foram convidados ao aniversário de Allana e estavam no carro conduzido por Edison Brittes, o “Juninho Riqueza”, que colocou Daniel no porta-malas após uma sessão de espancamento. Eles se apresentaram à polícia, mas devem ser ouvidos apenas na quinta-feira (7/11).

O UOL Esporte conversou com o advogado Robson Domakoski que, junto com Allan Smaniotto, faz a defesa de David e Igor. Domakoski diz que os amigos negam terem participado da surra e assassinato de Daniel e que foram ameaçados por Juninho ao tentarem impedir que o pai de Allana matasse o jogador. Porém, em depoimento na segunda, Allana afirma que os dois amigos participaram, sim, das agressões a Daniel. Uma testemunha-chave do caso também identificou tanto Igor quanto David entre os agressores de Daniel.

O que dizem os suspeitos

David e Igor dizem que estavam na casa da família Brittes quando ouviram uma gritaria vinda do quarto de Cristiana, a esposa de Juninho. Eles afirmam que os convidados da festa se indignaram quando souberam que Daniel havia tentado estuprar a mãe de Allana. Os amigos de colégio da aniversariante dizem que não participaram das agressões.

“Eles são bons meninos, estudantes sem passagem pela polícia e estão absolutamente em choque com tudo isso”, afirmou Domakoski. “A todo momento eles pediam calma, diziam que Daniel já tinha tido o suficiente.”

Mesmo querendo evitar o espancamento (segundo sua versão), David e Igor aceitaram entrar no Veloster preto de Juninho, quando o pai de Allana colocou o jogador praticamente desfalecido no porta-malas.

“A primeira ideia não era matar o Daniel”, afirmou o advogado Domakoski. “A ideia era largá-lo sem roupa na rua para passar vergonha. Alguém teve a ideia de deixá-lo na BR sem roupa. Mas no meio do caminho, o celular do Daniel, que estava no banco da frente, tocou, e o Edison, o assassino, pegou o celular e viu as imagens”, afirmou o defensor, em referência às fotos em que Daniel aparece na cama da esposa Cristiana. “Aí que o Edson perdeu a cabeça e tomou outro rumo.”

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