Um mês após mortes na Vila Moisés, policiais militarem seguem trabalhando

Fonte: Da redação

Quase um mês após a polêmica ação de oficiais das Rondas Especiais (Rondesp), que resultou em 12 mortes na Vila Moisés, no Cabula, no dia 06 de fevereiro, os policiais militarem seguem trabalhando normalmente. Em nota, a assessoria da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) informou ao Aratu Online que “nenhum policial foi afastado, pois, inicialmente, não há elemento que comprove a ilegalidade da ação”. Além disso, todos estão sendo submetidos a acompanhamento psicológico, fornecido pelo Serviço de Valorização de Profissional (Sevap).

A assessoria da PM-BA disse ainda que o inquérito instaurado no mesmo dia das mortes prossegue. O prazo legal para a sua finalização é de 40 dias, podendo ser prorrogado por mais 20. O processo está em fase adiantada e, neste momento, as autoridades esperam o resultado de perícias realizadas pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Na quarta-feira (4), a Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que será realizada, em data a ser definida, a reconstituição dos fatos. Quatro delegados participam das investigações e têm ouvidos testemunhas ao longo dos últimos dias. Cerca de 40 já prestaram depoimento. A versão dos moradores é a de que as vítimas foram executadas. A polícia, por sua vez, diz que foi recebida a tiros e obrigada a reagir.

Diante deste quadro, setores da sociedade têm se levantado para os protagonistas dos fatos. O governador Rui Costa afirmou, horas após os fatos, que o policial “é como um artilheiro em frente ao gol. Tem que decidir em alguns segundos como é que ele tenta botar a bola para dentro do gol”. O vereador Marco Prisco encaminhou solicitação ao comando da PM-BA pedindo que os policiais fossem condecorados.

matéria Cabula

Reprodução Facebook

As opiniões batem de frente com o que pensam os parentes dos mortos e os representantes dos movimentos sociais, que reclamam do que classificam de sistemática execução de jovens negros que vivem na periferia de Salvador. Em mais um ato de repúdio, os grupos “Reaja ou será morta! Reaja ou será morto!”e “Quilombo Xis, Ação Cultural Comunitária” programam para as 9h desta sexta-feira (6), uma passeata na Vila Moisés, em memória dos mortos.

Confira mais detalhes na matéria de Aracelly Romão: