Você sabe o que é moda consciente? Iniciativa é sucesso em Salvador

Fonte: Jamille Knop e Lourani Masan

Crédito da Foto: divulgação

Quem gosta de moda inevitavelmente procura estar dentro das tendências, e muitas vezes isso significa consumir mais e mais. Todo mundo já passou pela experiência de comprar uma roupa que foi usada somente uma ou duas vezes, e isso não faz bem nem para o planeta nem para o bolso.

Pensando nisso, a ideia de consumir moda de forma mais consciente vem tomando corpo. Os brechós, espaços descolados onde se vende roupas usadas, são o primeiro exemplo desta iniciativa. Fazer as peças circularem e consequentemente durarem mais de fato contribui para este movimento. Mas não é a única opção.

Modelos de negócios em Salvador propõem novas formas de pensar e consumir moda, gerando mais compartilhamento, menos consumismo e mais consciência. Um exemplo é a CLOSET, um atelier de aluguel de roupas de festa com estoque sustentável formado por peças disponibilizadas por pessoas chamadas de “sócias”.

“Não se trata somente de uma opção para quem quer gastar pouco na hora de se arrumar para uma festa. É, acima de tudo, uma alternativa para quem é consciente e entende a importância da economia compartilhada”, diz Thais Godinho, uma das sócias do negócio.

Seguindo a linha do guarda roupa coletivo, a Outside também mostra aos soteropolitanos que é possível empreender com consciência no mercado fashion. A ideia nasceu a partir do trabalho de Priscila Brito, que se uniu à Mariana Magalhães e à Flavia Brito na criação da marca.

“Eu era consultora de estilo e tinha clientes com muitas roupas não utilizadas no armário. Este era um tema recorrente nas minhas conversas com a Mariana e com a Flavia, algo que nos incomodava verdadeiramente”, conta.

Assim nasceu a Outside, que disponibiliza uma variedade de itens fashion para aluguel a partir do modelo de assinatura mensal. A cliente paga um valor por mês e tem direito a usufruir de uma determinada quantidade de peças ao longo de trinta dias. Assim, não é necessário investir alto para ter um look diferente a cada ocasião.

Iniciativas como estas ilustram o poder criativo dos baianos e as inúmeras possibilidades de se trabalhar com moda na capital. E, acima de tudo, são importantes porque colocam o consumidor final no papel de protagonista, uma vez que está nas mãos deles o poder de optar por modelos de empresas que façam com que as peças circulem mais, durem mais e exijam menos investimentos financeiros – a verdadeira ideia do consumo de moda consciente.

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