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Na Trilha da Série: o seriado musical Sandy & Junior

Se sua infância/adolescência aconteceu em algum momento entre os anos 1980 e 2000, é muito provável que você tenha acompanhado a trajetória de uma das duplas de irmãos mais famosas do Brasil: Sandy & Junior. Com carreira iniciada em 1989 – comemorando 30 anos em 2019, marco que será celebrado com uma turnê nacional –, o duo alcançou muito sucesso em diferentes vertentes, incluindo algumas experiências de atuação.

Os cantores se transformaram em atores para protagonizar o filme Acquária, (2003), e Sandy chegou até a interpretar a personagem principal de uma telenovela das seis da Globo, Estrela-Guia (2001). No entanto, foi entre 1999 e 2002 que a dupla teve seu início na televisão, encabeçando um seriado musical nessa mesma emissora, intitulado Sandy & Junior. No início desse projeto, a cantora possuía 16 anos, e seu irmão, 15.

 

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Contando com quatro temporadas e 114 episódios, o seriado trazia uma mistura entre ficção e realidade, sendo que Sandy & Junior eram os protagonistas, interpretando uma versão de si próprios em um contexto ficcional. A série se passava em um colégio onde eles supostamente estudavam, e trazia as aventuras de seu grupo de amigos adolescentes e sua rotina na escola, constituindo um tipo de Malhação encabeçada pelos irmãos famosos.

Sandy & Junior trazia um entrelaçamento da narrativa com a música, contando com números musicais no desenvolvimento da trama. Como os dois personagens principais se interessavam por música – Junior era instrumentista e DJ, e Sandy era vocalista principalmente de eventos escolares –, havia a realização constante de números da dupla sozinha ou acompanhada de seu grupo de amigos. Além disso, eram realizados também números em formato de videoclipe, evocados na abertura e/ou no encerramento dos episódios, que possuíam relação com alguma temática abordada no dia.

 

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A série trazia alguns desenvolvimentos regulares de jovens na faixa etária dos irmãos – como amizade, relacionamentos românticos e preocupações com carreira, por exemplo – além de pautar uma construção de carreira musical. As três primeiras temporadas tinham a escola como cenário central, cada uma representando um ano do ensino médio, e a última temporada já mostrava a transformação dos protagonistas em universitários – Sandy na faculdade de Psicologia e Junior na de Música – e também realizando o seu sonho de cantar, se tornando artistas famosos.

As canções evocadas para números musicais geralmente seguiam a carreira real dos irmãos e seu lançamento de discos. Isso aconteceu também com a abertura: a canção escolhida durante as três primeiras temporadas era “Eu acho que pirei”, lançada antes da estreia da série e um dos hits da dupla. Na quarta temporada, a abertura se modificou não só musicalmente, mas também em imagens, trazendo, ao invés do ambiente escolar, o conjunto de apartamentos em que os irmãos moravam enquanto universitários, e a canção “Não dá pra não pensar”, recém-lançada música de trabalho deles. Havia também o apoio em fatos reais da carreira da dupla de irmãos para construir a trama ficcional: o seriado foi finalizado no ano de 2002, com uma viagem dos protagonistas para Nova Iorque para estudar e investir na carreira de cantores. Nesse momento na carreira real de Sandy e Junior, era lançado seu CD Internacional.

Muitos atores que participaram desse programa em sua adolescência permaneceram como parte do elenco de telenovelas e séries da Rede Globo posteriormente, como é o caso de Fernanda Paes Leme e Paulinho Vilhena, por exemplo. Confiram no vídeo abaixo, realizado pelo canal de Youtube do Viva, uma comparação de fotos de atores do seriado Sandy & Junior enquanto jovens em relação à atualidade, ao som da última canção de abertura da série:

 

*Hanna Nolasco é jornalista, doutoranda e mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia e desenvolve pesquisas sobre o uso da música em produtos televisivos.

 

Na trilha da série: The Voice (EUA) e a força da country music

O reality show musical The Voice encerrou, em dezembro, sua décima quinta temporada nos Estados Unidos, e já tem data de estreia da temporada 16 agendada para o mês de fevereiro de 2019. O argumento original desse longevo reality vem da Holanda, e foi criado por John de Mol, o fundador da Endemol e da Talpa Media Group, empresas responsáveis por outros grandes sucessos de TV de realidade, como Big Brother e Masterchef, por exemplo.

Apesar de ter sido adaptado em diversos países ao redor do mundo, foi nos EUA que o The Voice teve maior durabilidade e disseminação. Contando com 49 indicações e 7 vitórias nos Emmy Awards – incluindo as conquistas de melhor série de competição de reality em 2013, 2015, 2016 e 2017 – esse produto se estabeleceu no topo do tão variado mercado estadunidense de programas de realidade.

A premissa do programa – e que o diferencia em relação a outros formatos de reality musical, como por exemplo o American Idol – é que a seleção de candidatos para a competição de canto seja somente baseada na voz, e não em qualquer outra avaliação, como por exemplo de gênero, aparência ou idade dos competidores. Sendo assim, as audições são feitas às cegas, com os técnicos virados de costas para os cantores. Eles só podem ver de quem se trata se baterem o botão e escolherem essa pessoa para seus times.

Muitos técnicos célebres já passaram pelo The Voice: Christina Aguilera, Cee Lo Green, Usher, Shakira, Gwen Stefani, Pharrell Williams, Miley Cyrus, Alicia Keys, Jennifer Hudson, Kelly Clarkson, além do novato John Legend, cuja estreia no programa ocorrerá na 16ª temporada. No entanto, dois técnicos estão presentes desde o início da atração em 2011: Adam Levine, do Maroon 5, e o cantor country Blake Shelton. Destacaremos na coluna de hoje o papel desse último técnico, suas vitórias, além da relevância da música country na história desse programa.

A country music é um gênero musical bastante relevante na história dos Estados Unidos. Poderíamos realizar, com ressalvas, uma aproximação da música country nos Estados Unidos com o mercado sertanejo no Brasil. É um gênero antigo, que nasceu como representação da vida interiorana no país, e que hoje compreende diversos subgêneros. A cidade que representa a força desse gênero é Nashville, no Tennessee, que inclusive dá nome a uma série musical que traz as nuances desse mercado nos EUA [série Nashville, 2012-2018].

A série Nashville foi inclusive cancelada pela ABC e posteriormente resgatada para suas últimas temporadas pela CMT – a Country Music Television, um canal privado cuja programação se baseia especificamente na música country. Esse é só um exemplo de como o mercado de música country nos Estados Unidos se estabelece de forma marcante e independente, contando também com seus próprios mecanismos de premiação [Country Music Association Awards, desde 1967] e gravadoras específicas do gênero [diversas, como a Big Machine Records e a Capitol Records Nashville], por exemplo.

The Voice e Blake Shelton

No The Voice, a country music está representada, desde a estreia, pelo técnico Blake Shelton. O cantor, que possui mais de 20 anos de carreira, só não teve representantes de seu time na final do programa uma vez. Em 7 das 15 temporadas, levou inclusive não só um, mas dois participantes para a grande final. Saiu vencedor em 6 temporadas do reality, não exclusivamente com cantores country, porém sempre destacando esse tipo de artista em seu time.

Raras vezes os artistas country, quando possuem o poder de escolha – no caso de mais de um técnico virar a cadeira para o cantor – não escolhem Blake. É uma busca comum, também pelo senso de comunidade desse gênero que é passado por Shelton: por diversas vezes o técnico já falou em um sentimento de família, afirmando que apoia a carreira dos artistas de seu time em um momento posterior ao programa. A escolha por Blake é, portanto, vista como uma oportunidade de maior visibilidade e ascensão na indústria country.

Alguns artistas country que se destacaram no programa são os vencedores Danielle Bradberry (4ª temporada), Craig Wayne Boyd (7ª temporada) e Sundance Head (11ª temporada). Ressalto também a vencedora Cassadee Pope (3ª temporada), parte do time Blake Shelton, que, apesar de ter entrado no The Voice como vocalista de uma banda de pop punk, investiu em outra vertente de carreira, na country music, após o término do programa.

É comum, no The Voice, que os artistas country permaneçam bem votados até as últimas fases da competição, muitas vezes também chegando à final. Em 11 das 15 finais até hoje, houve a presença de pelo menos um artista country, sendo que, na última temporada, três dos quatro finalistas eram artistas desse gênero.

The Voice temporada 15: a estreia de Kelsea Ballerini e a vitória de Kelly Clarkson

Outro ponto a se ressaltar sobre a relevância do country para o programa é que, na 15ª temporada, o The Voice estreou um quadro chamado “The Comeback Stage”, no qual uma quinta técnica convocava alguns dos participantes rejeitados nas audições às cegas e os treinava paralelamente, selecionando um deles para retornar à competição durante os shows ao vivo. A técnica convidada foi mais uma cantora de country: Kelsea Ballerini, da vertente pop country contemporânea, em destaque no cenário atual. Kelsea inclusive sairá em turnê esse ano com Kelly Clarkson, outra técnica do reality.

E foi justamente Kelly que trouxe outro momento importante para a 15ª temporada do The Voice: a técnica saiu vencedora dessa edição com Chevel Shepherd, uma cantora country de 16 anos. Um momento histórico, visto que foi a primeira vez que outro técnico venceu o programa com um artista country – feito apenas realizado outras três vezes por Blake Shelton. Clarkson inclusive disputou Chevel com Shelton durante as audições, e saiu vencedora – já aí um grande choque inicial para os espectadores.

Além disso, essa foi a segunda vitória consecutiva de Kelly como técnica, sendo ela mesma uma artista oriunda de reality show musical (a vencedora da primeira temporada do American Idol, ainda no início dos anos 2000). Fica então o questionamento: será que a vitória de Kelly Clarkson fará com que mais artistas country desejem fazer parte de seu time, trazendo competição ao veterano Blake Shelton? Só assistindo a 16ª temporada para conferir! Por enquanto, vejam aqui a audição às cegas da mais recente vencedora do programa:

 

*Hanna Nolasco é jornalista, mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia e desenvolve pesquisas sobre o uso da música em produtos televisivos.

 

Especial – Melhores Episódios de Natal

por Enoe Lopes Pontes

Ho ho ho!!! O Natal chegou e nada mais aconchegante que um prato cheio de comidas e a TV ligada no seu seriado preferido! Mas, como várias produções possuem especiais de final de ano, como decidir o que ver durante o feriado? Pensando nisso, o Série a Sério resolveu te ajudar e trazer uma lista dos melhores episódios natalinos para ver com a/o crush, a família, os amigos ou, também, na melhor companhia possível: você mesmo!

 

LISTA

 

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5 – Grandma Got Run by a Reindeer (2×12 – Grey’s Anatomy): Em meio as alas do Seattle Grace Hospital e pacientes sendo atendidos a todo momento, o clima de Natal está no ar, principalmente – quase exclusivamente – com Izzie (Katherine Heigl). A jovem se empolga nas decorações natalinas e adora os festejo. Já seus colegas, não são tão fãs do feriado. Contudo, até o final do episódio muitas reflexões e discussões são feitas e vidas são salvas!

 

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4 – The Bracebridge Dinner (2×10 – Gilmore Girls) – Pegue a sua maior caneca de café, uma pilha de guloseimas e assista a um dos melhores episódios de Gilmore Girls da série inteira! Numa inesperada mudança climática, a convenção que Lorelai (Lauren Graham) estava preparando é arruinada! Nenhum hóspede consegue chegar ao Independece Inn, pousada que ela e alguns de seus amigos trabalham. Por esta razão, todos os moradores de Stars Hollow são convidados a participar do evento que já estava pronto, mas sem ninguém para usufruir. É no 2×10 que acontece o passeio de trenó inesquecível entre Lorelai e Luke (Scott Patterson). É aqui também que Rory (Alexis Bledel) está quase no ápice de sua confusão de saber se gosta mais de Dean (Jarred Padalecki) ou Jess (Milo Ventimiglia).

 

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3 – Extraordinary Merry Christmas (3×09 – Glee) – Como é de costume durante a produção inteira, neste episódio de Natal, o público também vai encontrar muita música e dança. Na narrativa do 3×09, os integrantes do Glee Club são convidados para se apresentar em dois eventos diferentes, mas que são no mesmo horário. Um vai beneficiar a aparência e as carreiras deles. O outro, vai ajudar quem passa por necessidades durante o feriado natalino. Com este problema nas mãos, eles precisam tomar uma decisão. Além de tudo isso, os anseios, dramas e tensões da vida de Rachel Berry  têm destaque aqui, mas nada que atrapalhe a diversão da cantoria e alegria dos artistas adolescentes!

 

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2 – How Lily Stole Christmas (2×11 – How I met Your Mother) – Ted (Josh Radnor) xingou Lily (Alyson Hannigan) de um nome terrível que rima com Grinch em inglês, quando ela tinha terminado o noivado com seu melhor amigo! Depois que tudo já estava bem novamente, a jovem descobre isto e retira toda a decoração de Natal do apartamento de Ted e seu parceiro, Marshall (Jason Segell), levando tudo para sua própria casa. A ação de Lily rende muitas piadas e situações engraçadas, como é típico da série.

 

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1 –The One with the Routine (6×10 – Friends) – Friends possui diversos episódios incríveis de Natal, mas, este consegue ser o mais engraçado e divertido de todos. Além disso, o 6×10 junta o clima de Natal e Ano Novo com muito humor e piadas características de cada personagem. O destaque fica para a dupla Monica (Courteney Cox) e Ross (David Schwimmer) e a dança especial que eles criaram desde a infância. Os passos coreografados pela dupla são o maior mico e eles acham que estão arrasando! Claro que aí é que está a graça toda da situação. Do outro lado, o público vê Phoebe (Lisa Kudrow), Rachel (Jennifer Aniston) e Chandler (Matthew Perry) procurando os presentes natalinos que Monica escondeu no apartamento! Por fim, Joey (Matt leBlanc) está passando por momentos de tensão com a nova garota que está apaixonado, claro! Cada pequeno plot do 6×10 é bem aproveitado e a mais da dinâmica entre as personagens é estabelecida, fazendo da produção o que ela é, umas das melhores comédias estadunidenses da TV.

Terror em Série: American Horror Story e suas mil facetas

 

por Hilda Lopes Pontes*

Em setembro, o público recebe a oitava temporada da celebrada e aclamada série de terror American Horror Story. Criada por Ryan Murphy, o seriado possui uma história diferente por ano, com assuntos variados, sem desfazer o clima de mistério, suspense, medo e sustos. Desta forma, o espectador sempre conhece novas personagens e vê na tela alguns atores que estão presentes em toda ou quase todas as temporadas, como numa trupe de teatro ou algo parecido. Muda-se o cenário, a narrativa, os conflitos, mas o elenco quase não muda.

Apesar de cada tema possuir um enredo isolado, em alguns momentos foi possível encontrar papéis repetidos, dentro de novos contextos. Um exemplo foi Lana Winters. Originalmente, uma participante da segunda season, ela reaparece na sexta, assim como Billie Dean, quem veio da primeira e retorna na quinta. Ambas são interpretadas pela atriz Sarah Paulson.

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Apesar de já ter realizado crossover** entre as temporadas, este ano Murphy e sua equipe prometem algo muito mais entrelaçado, trazendo de volta uma quantidade maior de personagens e conflitos que já apareceram previamente. Sabe-se até agora que a questão deixada em aberto no fim da primeira vira à tona e também que as bruxas da terceira estarão presentes em algum momento. Já que a nova etapa do seriado trará papéis e fatos anteriores, decidimos fazer um recap dos anos anteriores de American Horror Story e analisar os elementos de terror e narrativa que mudam a cada história.

Murder House é o título da primeira temporada e mostra uma família que está tentando se reconstruir depois de passar por um momento conturbado no qual a protagonista, Vivien, acabara de perder um filho. Além disso, seu marido, Ben, tinha terminado recentemente seu caso extraconjugal. Nesse cenário, os dois e sua filha compram, por um preço módico, uma casa grande e bonita, em Los Angeles.

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Vê-se então delinear-se uma histórica bem típica do imaginário que passou desde o gótico, da mansão que abriga espíritos malignos que assombram aqueles que conseguiram uma boa propriedade tão barata e sem nenhuma competição por ela. Nos primeiros episódios, Murder House traz muitos establishing shots*** da casa do lado de fora, investindo na ambientação externa e interna desse local amaldiçoado.

Faz-se uma certa pressão de que é na casa que estão os maiores problemas que a família vai enfrentar. A angulação contribui para a construção deste imaginário sobre a residência. Os planos, ora filmados com lente grande angular, de baixo para cima (contra plongée) ou com câmera aberta, emulam um point of view, como se os protagonistas estivessem sendo constantemente vigiados. Esta estratégia, passa a sensação de que existe uma acentuação das deformidades nas personalidades dos novos moradores deste lar, que estão crescendo justamente pela presença deles neste lugar, deixando uma aura de mau presságio. A questão é que essa apresentação do local e das personagens se delonga e os primeiros episódios terminam se arrastando um pouco.

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A atmosfera da temporada é delineada rapidamente, contudo, a série parece não perceber e se estende em momentos de suspense repetitivos, com os mesmos planos já citados e com as mesmas conversas entre o casal protagonista sobre seus problemas conjugais. O seriado pode, inclusive, gerar algum desinteresse em quem assiste inicialmente porque parece que não vai muito longe, nem em termos de narrativa de horror (quem está na casa será assombrado até a morte), nem em termos estéticos.

Contudo, a medida em que os episódios vão se desenvolvendo, descobre-se que American Horror Story se apropria da linguagem do terror para construir personagens tridimensionais, que precisam lidar com questões existenciais e com a morte. O elemento sobrenatural entra na série para tratar de temas universais como problemas familiares, relacionamentos humanos e, principalmente, sobre a maternidade.

(SPOILER ALERT!!!!!!!)

A estranha gravidez de Vivien e o amor de mãe são pano de fundo para tratar a maneira como a gestão é um momento que pode ser muito sombrio e como a perspectiva maternal, de proteção de um bebê pode levar as pessoas ao extremo. A família se vê perturbada por fantasmas e seres misteriosos que querem para si uma criança que ainda inexiste socialmente. Não se sabe quem é ou será um dia essa criatura que ainda não veio ao mundo.

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E o desfecho da temporada prova justamente que aquela vida pela qual uma família inteira trocou a sua é uma criatura sobrenatural. Mais uma vez, a apropriação do universo já explorado pelo terror é usada na série. O bebê nada mais é que um ser misterioso, com habilidades sinistras e sua história irá se desenvolver no oitavo ano de American Horror Story.

A narrativa se amarra para dentro e deixa links para sete anos depois retornar. Ainda que com certas “barrigas” e uma demora no desenvolvimento da história, a primeira temporada do seriado traz personagens complexas, ainda que coadjuvantes e estabelece uma mitologia cuidadosa que aparece em outras temporadas e que agora parece que terá seu desfecho.

 

*Hilda Lopes Pontes é cineasta e crítica cinematográfica. Formada em Direção Teatral e Mestre em Artes Cênicas, pela Universidade Federal da Bahia, hoje, ela é sócia-fundadora da Olho de Vidro Produções, empresa baiana de audiovisual.

**Crossover: quando personagens, universos e/contextos de narrativas ficcionais distintas se encontram. Exemplo: Annalise Keating (Viola Davis) da série How to get away with murder estar presente em um episódio de Scandal.

***Estabalishing shot: plano que ambientaliza o espectador, mostrando o cenário em sua totalidade. A câmera fica distanciada do objeto.

Orange is the New Black retorna em uma temporada burocrática e sem ritmo

por Enoe Lopes Pontes

Após cinco anos na prisão de segurança mínima de Litchfield, as detentas da série Orange is the New Black são levadas para o encarceramento na máxima. Com um cliffhanger tenso e desesperador, o seriado volta trazendo as respostas sobre os destinos de cada personagem presente no último plano do quinto ano. Contudo, a produção não entrega tudo de vez e vai desenvolvendo o enredo, entregando aos poucos os acontecimentos.

Mesclado aos dramas das presidiárias que o público já conhece, outro plot é introduzido. Desta forma, enquanto o espectador vai descobrindo os encaminhamentos das personagens já populares,  a narrativa recebe novos conflitos. O cruzamento destes novos problemas, juntamente com o desfecho da temporada, são elementos bem realizados e amarrados. Este fator mostra que há uma escolha consciente dos autores em utilizar novas tensões para trazer complexidade a narrativa e as vidas das personas vistas na tela e que a conclusão moverá as moças ainda mais para frente. A história não fica estagnada. Dividas em blocos B, C e D, a prisão possui gangues que se odeiam. A maneira como as relações se estabelecem neste contexto é o ponto alto da temporada. Afiliações, pactos, mentiras,esquemas e corrupções – traços clássicos da situações presentes em Orange – estão fervendo neste contexto.

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No entanto, ainda que a estratégia de colocar duas líderes das gangues da ala C e D brigando para dominar o local contribua para alavancar a trajetória das personagens principais, a própria história das bandidas e suas aliadas é pouco explorada. Durante os 13 novos episódios de Orange, alguns flashbacks são destinados a mostrar a vida pregressa das irmãs Carol (Henny Russel) e Barbara (Mackenzie Phillips) e de suas aliadas dentro de Litchfield – respectivamente – “Badison” (Amanda Fuller) e “Daddy” (Vicci Martinez). Contudo, eles não são necessários para o andamento da trama. Os traços de personalidade e caráter delas já estavam sendo mostrados nos acontecimentos do presente. Assim, resta uma sensação de filler ou desperdício de tempo, pois os roteiristas poderiam focar mais nas detentas firmadas na produção ou, pelo menos, mostrar apenas o que era preciso para o eneredo.

Em termos de atuação, o nível permanece o mesmo das temporadas anteriores, porém existe um destaque neste sexto ano. Danielle Brooks que interpreta a Tasha “Taystee” Jefferson traz as emoções da jovem com poucos movimentos, com olhares firmes e a voz que varia entre firme e embargada. As certezas e dúvidas de Taystee são postas em seu corpo que demonstra cansaço, mas sem perder a tonicidade. Os traços corpóreos de sua construção podem ser notados mais ainda quando comparados com seus flashbacks, no qual se vê uma Tasha confiante, alegre e esperançosa. Obviamente, o seu plot ajuda a trazer performarces dramáticas e intensas, mas o que importa aqui é que a atriz segura o peso de cada cena e não deixa de criar uma dinâmica com seus colegas de cena. Isso faz com que seus momentos sejam os mais emocionantes.

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Dentro de toda a carga que a vida de Taystee tem, faltou um pouco de alívio cômico desta vez. Orange é conhecida por ser uma dramédia. Durante seus anos de exibição, o drama foi tornando-se cada vez mais forte, mas a presença das cenas leves eram muito importante para a construção das tensões futuras. Contudo, o tom trágico superou o de comédia e o espectador pode se sentir cansado ao assistir a série. Este elemento trágico em desequilíbrio com o cômico retira um pouco de ritmo do seriado, porque não esse jogo que existia da linha tênue entre o riso e o choro, entre o animado e melancólico desaparece no mar de eventos ruins.

Analisando a sexta temporada de Orange is the New Black é possível notar que foi um ano no qual as histórias das detentas “originais” foram mostradas, desenvolvidas e resolvidas e até mesmo algumas das novas presidiárias obtiveram um ciclo fechadinho. São episódios redondos e bem costurados, nos quais as perguntas são lançadas e posteriormente as respostas são dadas. No entanto, é um ano morno porque falta ritmo e equilíbrio para ela possa ser chamada de dramédia outra vez e não fique entediante. Além de deixar de lado os momentos catárticos que faziam toda diferença, quando as

Samantha! – Primeira comédia brasileira da Netflix vale cada minuto

Por Enoe Lopes Pontes

Este mês, a Netflix trouxe para seu catálogo a primeira comédia nacional original. Entre trailers e chamadas duvidosas, havia algo na divulgação que despertava a curiosidade. Talvez fosse o carisma da protagonista ou o apelo aos anos 1980. O fato é que o seriado foi maratonado e você confere agora a sua crítica no Série a Sério!

Samantha! é uma sitcom praticamente comum. Poucas personagens, cenários, troca de figurinos e uma duração média de vinte minutos. Dirigida por Felipe Braga, o que muda aqui é o peso que a carga “dramática” ganha em alguns momentos, deixando com que ela flerte com o rótulo de dramédia também. Ainda assim, dentro das formalidades do gênero principal, a produção tem uma boa execução. Apresenta um texto com boas gags e situações e um elenco que consegue dar conta da comicidade ácida que o roteiro pede. Há um equilíbrio nas cenas entre qual será o ator com a piada mais forte e os que dão suporte para que a graça seja elevada. Há também um tom realista na interpretação que salta aos olhos os traços surrealistas da ações e do que está sendo dito.

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Dentro deste contexto, o maior destaque acaba sendo a contracena. Os olhares e gestos de quem está escutando as palavras do outro são o ganho cômico do seriado. Porque as frases sem noção de Samantha (Emanuelle Araújo) e sua família podem causar um impacto no espectador, porém a consciência dos absurdos proferidos em cada cena é o diferencial aqui. Eles vivem em um universo louco e sabem disso!

Além da parte engraçada, há um trabalho em trazer complexidade para personagens que são, teoricamente, grandes estereótipos. A atriz mirim fracassada, o ex-jogador de futebol que vira comentarista, a pré-adolescente ativista, o menino nerd, o tiozão fumante. A partir de alguns arquétipos, eles estabelecem quebras de expectativas na trama, para mostrar outras facetas destas pessoas. Um exemplo é o concurso de música no qual uma participante nada convencional acaba cantando no final do episódio.

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Outro detalhe que chama atenção na série são os cliffhangers. A estética meio caricata, beirando a um estilo de desenho animado mesmo, provocam o riso e podem deixar o público curioso. Apesar de funcionarem, na maioria das vezes, em alguns momentos eles parecem um pouco falsos, forçando a entrada de um novo conflito e a adição de outros indivíduos na história que não são sempre necessários.

Esta questão, na verdade, perpassa o seriado, pois algumas vezes entradas e saídas fáceis são escolhidas. Contudo, a forma como os caminhos são realizados fazem com que o conteúdo não seja comprometido. Pelo contrário, tornam a produção mais proveitosa. Um exemplo, (SPOILER ALERT!!!) é o reencontro da Turminha Plim Plom. Este ser o último desejo do falecido Cigarrinho (Ary França) entra na trama do nada, depois de vários episódios sem o falecido ser mencionado. A sensação é de que o roteirista precisava dos Plim Plom juntos outra vez e lembrou do tiozinho.

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Apesar de tropeços, a comédia tem mais pontos altos do que baixos. Um deles são as músicas divertidas e chicletes da bandinha mirim – que lembram bastante as canções do Balão Mágico. Além de ter questões técnicas bem realizadas, o discurso da série é bem desenvolvido e maduro dentro da trama. As reflexões sobre o sucesso, a fama, o uso das redes sociais, questões políticas, sociais e familiares estão todas presentes de forma aparentemente diluída, proferidas num tom jocoso ou ditas firmemente, mas como uma constatação certeira, sem pestanejar. Além, claro, de um easter egg no penúltimo episódio quando Dodói (Douglas Silva) está no banheiro com amigos e nas portas está escrito “Fora Temer” e “Out Temer”. Uma mensagem subliminar digna dos anos 1980!

Desta forma, Samantha! é uma opção leve e divertida, mas com toques politizados, o que deixa a experiência mais rica e dinâmica por desafiar o público a entender as referências e rir junto com eles. Com um elenco adulto afiado e crianças muito carismático o único defeito da série que fica gravado na memória é sua quantidade minúscula de episódios.

 

INDICADOS DO EMMY AWARDS 2018, SÓ VEM!

por Enoe Lopes Pontes

O “Haja Coração” do seriador começa agora!!!!!!!

Nesta quinta-feita, 12, a Academia divulgou os indicados da premiação mais importante da TV: o Emmy Awards. Sim! Este é o Oscar das séries, meus caros!! Entre a lista de indicados sempre aparecem nas categorias principais o drama, a comédia, a minissérie ou telefilme, os realities e os programas de variedade. O destaque deste ano é a veterana Game of Thrones, presente em vinte e duas categorias. Outro fator de destaque é a Netflix, que aparece em 112 categorias, contra as 108 da “rival” HBO. A cerimônia acontece no dia 17 de setembro e é exibida – no Brasil –  pelo canal TNT.

 

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Enquanto as emissoras disputam os lugares no pódio e nos corações do público, o Série a Sério traz a lista completa dos indicados, juntamente com os nossos nomes preferidos em cada categoria, em negrito!!! Confiram!

 

Melhor série dramática

“Game of thrones”

“The handmaid’s tale”

“Stranger things”

“The americans”

“The Crown”

“This is us”

“Westworld”

 

Melhor atriz em série dramática

Claire Foy – “The Crown”

Elisabeth Moss – “The handmaid’s tale”

Evan Rachel Wood – “Westworld”

Keri Russell – “The Americans”

Sandra Oh – “Killing eve”

Tatiana Maslany – “Orphan Black”

 

Melhor ator em série dramática

Ed Harris – “Westworld”

Jason Bateman – “Ozark”

Jeffrey Wright – “Westworld”

Matthew Rhys – “The americans”

Milo Ventimiglia – “This is us”

Sterling K. Brown – “This is us”

 

Melhor ator coadjuvante em série dramática

David Harbour – “Stranger things”

Mandy Patinkin – “Homeland”

Joseph Fiennes – “The handmaid’s Tale”

Matt Smith – “The crown”

Nikolaj Coster-Waldau – “Game of thrones”

Peter Dinklage – “Game of thrones”

 

Melhor atriz coadjuvante em série dramática

Alexis Bledel – “The handmaid’s tale”

Ann Dowd – “The handmaid’s Tale”

Lena Headey – “Game of thrones”

Millie Bobby Brown – “Stranger Things”

Thandie Newton – “Westworld”

Vanessa Kirby – “The Crown”

Yvonne Strahovski – “The handmaid’s Tale”

 

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Melhor série de comédia

“Atlanta”

“Barry”

“Black-ish”

“Glow”

“The marvelous mrs. Maisel”

“Curb your enthusiasm”

“Sillicon Valley”

“Unbreakable Kimmy Schmidt”

 

Melhor ator em série de comédia

Anthony Anderson – “Black-ish”

Bill Hader – “Barry”

Donald Glover – “Atlanta”

Larry David – “Curb your enthusiasm”

Ted Danson – “The Good Place”

William H. Macy – “Shameless”

 

Melhor atriz em série de comédia

Allison Janney – “Mom”

Issa Rae – “Insecure”

Lily Tomlin – “Grace and Frankie”

Pamela Adlon – “Better things”

Rachel Brosnahan – “The marvelous mrs. Maisel”

Tracee Ellis Ross – “Black-ish”

 

Melhor ator coadjuvante em série de comédia

Alec Baldwin – “Saturday night live”

Brian Tyree Henry – “Atlanta”

Henry Winkler – “Barry”

Kenan Thompson – “Saturda night live”

Louie Anderson – “Baskets”

Tituss Burgess – “Unbreakable Kimmy Schmidt”

Tony Shalhoub – “The marvelous mrs. Maisel”

 

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia

Aidy Bryant – “Saturday night live”

Alex Borstein – “The marvelous mrs. Maisel”

Betty Gilpin – “Glow”

Kate McKinnon – “Saturday night live”

Laurie Metcalf – “Roseanne”

Leslie Jones – “Saturday night live”

Megan Mullally – “Will & Grace”

Zazie Beetz – “Atlanta”

 

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Melhor série limitada

“American Crime Story”

“Genius”

“Godless”

“Patrick Melrose”

“The alienist”

 

Melhor filme para a TV

“USS Callister” – Black Mirror

“Fahrenheit 451”

“Flint”

“Paterno”

“The tale”

 

Melhor ator em série limitada ou filme para TV

Antonio Banderas – “Genius”

Darren Criss – “American Crime Story”

Benedict Cumberbatch – “Patrick Melrose”

Jeff Daniels – “The Looming Tower”

John Legend – “Jesus Christ Superstar Live in concert”

Jesse Plemons – “Black Mirror”

 

Melhor atriz em série limitada ou filme para TV

Edie Falco – “Law & Order True Crime”

Regina King – “Seven Seconds”

Sarah Paulson – “American Horror Story”

Jessica Biel – “The Sinner”

Laura Dern – “The Tale”

 

Melhor ator coadjuvante em série limitada ou filme para TV

Brandon Victor Dixon – “Jesus Christ Superstar Live in concert”

Edgar Ramírez – “American Crime Story”

Finn Wittrock – “American Crime Story”

Jeff Daniels – “Godless”

John Leguizamo – “Waco”

Michael Stuhlbarg – “The Looming Tower”

Ricky Martin – “American Crime Story”

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Melhor atriz coadjuvante em série limitada ou filme para TV

Adina Porter – “American Horror Story”

Judith Light – “American Crime Story”

Letitia Wright – “Black Mirror”

Merritt Wever – “Godless”

Penélope Cruz – “American Crime Story”

Sara Bareiless – “Jesus Christ Superstar Live in concert”

 

Melhor ator convidado em série dramática

Cameron Britton – “Mindhunter”

Murray Abraham – “Homeland”

Gerald McRaney – “This is us”

Jimmi Simpson – “Westworld”

Matthew Goode – “The Crown”

Ron Cephas Jones – “This is us”

 

Melhor atriz convidada em série dramática

Cherry Jones – “The handmaid’s tale”

Cicely Tyson – “How to get away with murder”

Diana Rigg – “Game of thrones”

Kelly Jenrette – “The handmaid’s tale”

Samira Wiley – “The handmaid’s tale”

Viola Davis – “Scandal

 

Melhor ator convidado em série de comédia

Bill Hader – “Saturday night live”

Bryan Cranston – “Curb your enthuasiasm”

Donald Glover – “Saturday night live”

Katt Williams – “Atlanta”

Lin-Manuel Miranda – “Curb your enthusiasm”

Sterling K. Brown – “Brooklyn Nine-Nine”

 

Melhor atriz convidada em série de comédia

Jane Lynch – “The marvelous mrs. Maisel”

Maya Rudolph – “The good place”

Molly Shannon – “Will & Grace”

Tiffany Haddish – “Saturday night live”

Tina Fey – “Saturday night live”

Wanda Sykes – “Black-ish”

 

Melhor direção em série dramática

Jeremy Podeswa – “Game of thrones”

Alan Taylor – “Game of thrones”

Kari Skogland – “The handmaid’s tale”

Jason Bateman – “Ozark”

Daniel Sackheim – “Ozark”

Ross Duffer e Matt Duffer – “Stranger Things”

Stephen Daldry – “The Crown”

 

Melhor direção em série de comédia

Donald Glover – “Atlanta”

Hiro Murai – “Atlanta”

Bill Hader – “Barry”

Jesse Peretz – “Glow”

Amy Sherman – “The Marvelous Mrs. Maisel”

Mike Judge – “Silicon Valley”

 

Melhor direção em série limitada, filme para a TV ou especial de drama

Ryan Murphy – “American Crime Story”

Scott Frank – “Godless”

David Leveaux e Alex Leveaux – “Jesus Christ Superstar Live in Concert”

Barry Levinson – “Paterno”

Edward Berger – “Patrick Melrose”

Craig Zisk – “The looming tower”

David Lynch – “Twin Peaks”

 

Melhor roteiro de série dramática

David Benioff e D. B. Weiss – “Game of thrones” (“The dragon and the wolf”)

Phoebe Waller-Bridge – “Killing eve” (“Nice face”)

Bruce Miller – “The handmaid’s tale” (‘June”)

Matt Duffer e Ross Duffer – “Stranger Things” (“Chapter Nine: The gate”)

Joel Fields e Joseph Weisberg – “The americans” (“Start”)

Peter Morgan – “The Crown” (“Mystery man”)

 

Melhor reality show de competição

“American ninja warrior”

“Project Runway”

“RuPaul’s Drag Race”

“The Amazing Race”

“The Voice”

“Top Chef”

 

Melhor reality show

“Antiques roadshow”

“Lip Sync Battle”

“Fixer Upper”

“Queer Eye”

“Shark Tank”

“Who do you think you are?”

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Melhor apresentador de reality show de competição ou reality show

Ellen DeGeneres – “Ellen’s Game of Games”

Jane Lynch – “Hollywood Game night”

Heidi Klum e Tim Gunn – “Project Runway”

RuPaul – “RuPaul’s Drag Race”

Kamau Bell – “United Shades of America”

 

Melhor programa de variedades

“Full frontal with Samantha Bee”

“Jimmy Kimmel Live!”

“Last Week Tonight with John Oliver”

“The Daily Show”

“The Late Late Show with James Corden”

“The Late Show with Stephen Colbert”

 

Melhor direção de programa de variedades

Andre Allen – “Full frontal with Samantha Bee”

Paul Pennolino – “Last week tonight with John Oliver”

Carrie Brownstein – “Portlandia”

Don Roy King – “Saturday night live”

Tim Mancinelli – “The Late Late Show with James Corden”

Jim Hoskinson – “The Late Show with John Colbert”

 

Melhor programa de esquetes

“At home with Amy Sedaris”

“Drunk History”

“I love you, America”

“Portlandia”

“Saturday night live”

“Tracey Ullman’s Show”

 

Melhor especial de variedades

Cerimônia do Oscar 2018

“Jesus Christ Superstar Live in Concert”

“Night of too many stars”

Cerimônia do Grammy 2018

Cerimônia do Globo de Ouro 2018

 

Melhor direção em especial de variedades

Glenn Weiss – Cerimônia do Oscar 2018

Stan Lathan – “Dave Chapelle: Equanimity”

Michael Bonfiglio – “Jerry before Seinfeld”

Marcus Raboy – “Steve Martin and Martin Short: An Evening You Will Forget for the Rest of Your Life”

Hamish Hamilton – Show de intervalo do Super Bowl com Justin Timberlake

 

Melhor Documentário ou especial de não-ficção

“Jim & Andy: The Great Beyond – Featuring a Very Special, Contractually Obligated Mention of Tony Clifton”

“Mister Rogers: It’s you I like”

“Spielberg”

“The zen diaries of Garry Shandling”

“Ícaro”

 

Melhor ator em série de curtas de comédia ou drama

Alexis Denisof – “I love Bekka & Lucy”

DeStorm Power – “Caught the Series”

James Corden – “James Corden’s next James Corden”

Melvin Jackson Jr. – “This Eddie Murphy Role is Mine, Not Yours”

Miles Tagtmeyer – “Broken”

 

Melhor programa infantil

“Alexa & Katie”

“Fuller House”

“The Magical Wand Chase: A Sesame Street Special”

“A Series Of Unfortunate Events”

“Star Wars Rebels”

 

Melhor programa animado

“Baymax Returns (Big Hero 6: The Series)”

“Bob’s Burgers”

“Rick And Morty”

“The Simpsons”

“South Park”

 

Melhor programa interativo

“The Daily Show With Trevor Noah”

“Full Frontal With Samantha Bee”

“Last Week Tonight With John Oliver”

“The Late Late Show With James Corden”

“Saturday Night Live”

 

Top 5 – Melhores Sitcoms dos Estados Unidos

por Enoe Lopes Pontes

Sabe aquele dia melancólico ou muito cansativo? Ele pode ser rebatido com uma boa comédia! Ligar a TV ou afins, se jogar na cama, e curtir uma narrativa leve e engraçada, acabam salvando os dias difíceis ou apenas rendendo boas risadas para o espectador. Dentro da gama de séries cômicas existem as sitcoms*. Sim, aqueles seriados conhecidos por quase sempre terem uma risadinha no fundo – as chamadas claques. Mas, não é apenas isto que as definem.

As comédias de situação possuem aproximadamente 20 minutos, poucas personagens e cenários. As histórias deste tipo de enredo não pedem continuidade, mas alguns têm em quantidades variadas, a depender da escolha da equipe de criação. Ela pode existir de forma mais leve ou mais intensa. Algumas produções complexificam essa lógica, como é o caso de How I Met Your Mother, que exige um pouco mais do público, com avanços e retornos temporais, entre outras estratégias.

Sejam as mais tradicionais ou mais contemporâneas, as comédias de situação são uma ótima pedida! Pensando na alegria que uma sitcom bem realizada pode trazer, o Série a Sério lista agora um top 5 com as melhores opções para você!! Lembrando que o especial foi escolhido por nossos seguidores no instagram! Então, corre lá, fica ligado em todas as enquetes e vota!

CONFIRAM A LISTA AGORA!!

 

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5- I Love Lucy (1951-1957): Conhecida como a primeira sitcom da TV, a série trouxe consigo muitos dos elementos característicos do que conhecemos do estilo, como: uma duração de aproximadamente vinte minutos, as claques – sim, aquela risadinha e a palminha no fundo –, a quantidade restrita de cenários, figurinos e elenco, entre outras coisas. Inspirada no programa de rádio My Favorite Husband, o seriado era transmitido pelo canal CBS e mostrava o cotidiano do casal Lucy (Lucille Ball) e Ricky (Desi Arnaz). A dupla, também marido e esposa na vida real, dominaram a audiência por dois anos e ficaram entre os primeiros colocados no restante de período de exibição. Além disso, foram agraciados com quatro vitórias no Emmy Awards. Todos os louros de I Love Lucy fazem mais sentido quando o espectador tem contato com a produção. A dinâmica entre Ball e Arnaz é única! Os dois possuem um timing cômico afiado, provocando gargalhadas consecutivas no público. Este também é um mérito do texto ágil e certeiro. Pois, apesar das histórias de cada episódio serem simples – ainda mais se olhamos para elas em 2018 -, estas eram amarradas e sem  pontas soltas, criando toda a confusão necessária para criar o riso, mas sabendo como encerrar a peripécia ao final de cada transmissão.

 

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4 – Modern Family (2009-): Com uma base simples e tradicional de sitcoms dos Estados Unidos, a série inova e traz novos elementos para o gênero. Abordando o cotidiano familiar do patriarca Jay Pritchett, a história é contada com elementos do documentário, o que é chamado de “mocumentário” – do inglês to mock, em português “zoar”, que seria uma produção documental de “mentirinha”, uma brincadeira com o gênero. Além do estilo pouco utilizado em narrativas seriadas televisivas, a história traz uma família menos convencional ou, como já diz o título, mais moderna, podendo aproximar mais o espectador de sua realidade, mostrando as múltiplas possibilidades de amores e afetos. Jay tem filhos e netos biológicos do primeiro casamento e adotivos do segundo matrimônio, além dos genros, claro. Mas, o ponto alto de Modern é o roteiro que inicia com peripécias individuais, dividas em nos três núcleos principais, que vão se encontrando durante o episódio, até que o problema seja resolvido. A maneira como as confusões acontecem também valem a pena! A sagacidade da personagem Claire (Julie Bowen) em contraponto com as tolices de seu marido, Phil (Ty Burrel) deixam as cenas ainda mais engraçadas. Para arrematar, as relações entre as personagens são bens construídas. Entre rusgas e carinhos habituais entre parentes, o relacionamento entre cada membro dos Pritchett/Dunphy/Tcuher é desenvolvida ao decorrer da história. Modern Family está em sua nona temporada e já recebeu dezenove Emmy Awards e um Globo de Ouro. Esta também é uma razão para escolhê-la em uma boa maratona de final de semana.

 

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3 – How I Met Your Mother (2005-2014): Cinco amigos se divertem em um bar, ao som da narração do protagonista que conta como conheceu a mãe de seus filhos! Esta é a premissa da série How I Met Your Mother. Criada por Carter Bays e Craig Thomas (American Dad), a história do seriado parece simples, mas foram nove anos de muitas relações, conflitos e idas e vindas dentro da história. Não à toa,  o desfecho dela foi super polêmico para o fandom. Contudo, o mais interessante aqui é não é seu final e sim o caminho dela. Antes de mais nada, durante o texto foi dito que a uma das características mais comuns de sitcoms é a pouca continuidade entre um episódio e outro. HIMYM subverte isto e tem uma trama contada com mais prosseguimento que o padrão e com mistura de temporalidades. Como assim? Então, Ted Mosby (Josh Radnor) é um arquiteto, que mora em Nova Iorque e divide o apartamento com um casal de amigos. Além disso, tem uma crush e um amigo sem noção que sempre estão com ele. Para que o espectador descubra suas aventuras até chegar a “Mother”, a história vai e volta. Apesar de seguir uma cronologia majoritariamente fixa, os autores da produção vão deixando pistas do futuro e do passado que vão incrementando a narrativa. A questão das dicas, das fases da vida de Mosby e de seus amigos, é o ponto alto de HIMYM. Obviamente que para estar no terceiro lugar desta lista ela possui outras qualidades como: uma boa dinâmica do elenco – olhares trocados, gestos marcantes de cada personagem, a utilização dos objetos de cena -, as piadas vindas das mancadas de Ted, os cenários que casam com a personalidade das personagens, estes são alguns dos elementos que fazem as temporadas valerem muito!

 

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2 – Seinfeld (1989-1998): Uma série sobre “o nada”! Era assim que Seinfeld se intitulava nos final da década de 1980 e início de 1990. O protagonista, que dá o nome ao seriado, trabalha com stand-up comedy e vive situações loucas dentro de um cotidiano aparentemente comum. Mas, é justamente do que parece ser “normal” e corriqueiro que surgem as suas tiradas mais cômicas. Esperar na fila, fumar um charuto, passar o dia na praia, são inúmeras as situações tranquilas que os quatro amigos conseguem transformar em catastróficas. Ah! Outro detalhe bacana é que conforme a história vai avançando  e alguns easter eggs vão acontecendo. Detalhes sobre outras temporadas refletem nas posteriores! Lembrar da carteira que o pai de Jerry Seinfeld não conseguia encontrar é uma delas, por exemplo. O texto e o elenco principal se equilibram em qualidade, o que aumenta a graça para o público que vê as personagens se enrolando cada vez mais nas situações em que se enfiam. Além de toda a sua qualidade, a produção inspirou muitas outras sitcoms que viriam posteriormente!

 

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1 – Friends (1994-2004): Claro! Em uma lista de melhores sitcoms, comédias ou séries, Friends é um seriado que precisa aparecer. Com dez temporadas no currículo, o seriado contava a história de seis amigos que moravam em Nova Iorque e passavam por questões que envolviam trabalho, amores e amizade. A premissa, assim como nos casos anteriores, é simples. Contudo, a produção conseguiu que o público criasse um laço afetivo com a trama, o que gerou todo o grande sucesso que ela recebeu . O seu maior destaque era saber equilibrar com destreza as personalidades das personagens, que se completavam quando estavam juntas. Além disso, as temporadas mesclavam os conflitos e conquistas dos amigos, criando empatia pelas seis figuras em cena. Para completar, o seu teor cômico vai crescendo durante os episódios. Os autores – Marta Kauffman e David Crane – vão inserido novas gags e, ao mesmo tempo, utilizam aquelas já conhecidas pelo espectador, deixando camadas de comicidade dentro das piadas. Outro elemento é a utilização do espaço. Apesar de ter poucos cenários – traço comum em sitcoms – ações dentro do apartamento de Mônica (Courtney Cox) e de Joey (Matt le Blanc) dialogam entre sim e compõe com o que foi ou será debatido na cafeteria frequentada pelos jovens, o Central Perk. Os locais também possuem uma direção de arte singela, porém cuidadosa. Inclusive, muitos objetos de cena se transformaram em clássicos.

 

*Sitcom: Comédia de Situação

CRÍTICA 13 REASONS WHY

por Enoe Lopes Pontes

Nesta sexta-feira, 18, a Netflix disponibilizou a segunda temporada de 13 Reasons Why. Produzido pela atriz e cantora Selena Gomez (Os Feiticeiros de Waverly Place), o seriado voltou mesmo após deixar uma sensação de que o final do seu primeiro ano se bastava e dava certo encerramento para a história. O anúncio de uma continuação deixou dúvidas como: será que o retorno precisava existir? Qual seria o novo plot? A narrativa conseguiria manter o seu estilo e estrutura? Eles teriam fôlego para manter o enredo vivo e interessante até o final?

Com o lançamento da parte dois de 13 Reasons, as respostas  vieram com um feedback cheio de “Sims” e de “Nãos”. Primeiro, é preciso reconhecer que os roteiristas conseguiram trazer um bom motivo para a season 2: Olivia (Kate Walsh), mãe da Hannah Baker, decide processar a escola por não ter protegido sua filha corretamente, impedindo a decisão da jovem de encerrar a própria vida. Com o caso em julgamentos, muitos estudantes precisam depor e reviver tudo o que aconteceu no período crítico que trouxe a morte de Hannah.

Até aí tudo bem. A premissa faz sentido pensando-se no desfecho da temporada anterior. Contudo, o desenvolvimento da narrativa possui altos e baixos, típicos de muitas séries da Netflix que parecem mais que querem esticar a história para preencher a quantidade necessária de episódios do que, de fato, expôr acontecimentos relevantes para a trama. Talvez 13RW se fosse uma minissérie, com sete ou oito episódios, funcionasse mais e isto trouxesse uma dinâmica maior para o script. Isto porque os autores da produção preencheram muitos vazios com conversas do Clay (Dylan Minnette) com a Hannah (Katherine Langford) que não são fundamentais para movimentar a narrativa; ou, por exemplo, quando trata do relacionamento do garoto com uma nova namorada que, inclusive, é bem explorado até certa parte do enredo, mas é abandonado quando outros conflitos tornam-se mais importantes para a trama.

A sensação que o público pode ter é o da existência de um conflito principal bem desenvolvido – com detalhes sendo revelados aos poucos, estabelecendo a tensão necessária para a série e aumentando a complexidade das personagens e de suas relações – mas, com conflitos externos ao plot principal cheios de pontas soltas, que enfraquecem o poder da narrativa. O que vale destacar de positivo, no entanto, é o crescimento do desenvolvimento da personalidade das personagens e das relações que elas estabeleciam com Hannah. Comparando este ano com o anterior, os treze porquês ficam ainda mais compreensíveis! Além disso, alguns dos mistérios que envolvem o relacionamento dela com os colegas, professores e a família são revelados a cada episódio, mostrando que Baker vivenciou muitos momentos importantes e profundos com as pessoas que aparecem nas fitas e fora delas, dando mais sentido a relevância deste indivíduos no cotidiano da adolescente.

A forma como eles passam o bastão da história de Hanna para a próxima também é  realizada de uma forma bacana, porque a personagem vai crescendo dentro da trama aos poucos. As suas fragilidades, medos e sofrimentos vão sendo mostrados gradativamente, junto com a maneira como os adultos “ajudam” esta pessoa, até que ela chega no seu limite e não suporta mais tanto pesar. Bom, mas sem spoilers, não é verdade.

Se o leitor deste texto procurou ele para encontrar uma resposta para a pergunta: “devo ver a segunda temporada de 13 Reasons Why?”, o Série a Sério deixa dois conselhos: 1. Você está bem psicologicamente para ver os conteúdos exibidos em seriado que fala sobre bullying, suicídio, violência contra a mulher e ingestão pesada de álcool e drogas? Se sim, tudo bem, prossiga para a próxima questão! 2. Você curte muito 13RW e deseja saber quais os rumos que trama tomou e pode vir a seguir no futuro? Se sim, então vale a pena ver! Se não, se você só acha o seriado ok, corre para ver The Handmaid’s Tale, Gilmore Girls ou qualquer outra produção destas mais firmes, que estejam passando na TV convencional ou streaming.

 

TOP 5 – MELHORES SÉRIES DA HBO

A Home Box Office, mais conhecido como HBO, é um canal de televisão por assinatura, dos Estados Unidos. Criado em 1972, ele mudou o olhar da crítica e do público para o mundo das séries. Com mais liberdade na pré e pós-produção, ele toruxe para o mercado produções ousadas, tanto na parte técnica quanto no discurso. Pensando nisso, o Série a Sério traz agora uma lista com os melhores seriado da HBO. Lembrando que o top 5 foi votado em nosso instagram: @serie_a_serio.

 

AS CINCO MELHORES SÉRIES DA HBO

 

 

5 – Big Little Lies (2017-) – com um elenco repleto de estrelas como Nicole Kidman e Reese Witherspoon, a série é baseada no romance homônimo de Liane Moriaty e adaptada por David E. Kelly (Ally McBeal). Com um tom de mistério, a história narra a vida de três mães de crianças da primeira série, que têm suas vidas, aparentemente perfeitas, desmoronando. Seus cotidianos vão ficando cada vez mais abalados, até  o dia que um crime ser cometido. O seriado foi premiadíssimo no Emmy Awards e no Globo de Ouro, além de ter sido muito aclamado pela crítica. Com interpretações afiadas, um roteiro sensível e impactante, Big Little Lies entra nesta lista por trazer qualidade técnica e representatividade feminina. Em uma Hollywood que descarta as atrizes quanto mais elas envelhecem e que não consegue imprimir nas telas os verdadeiros conflitos e sentimentos das mulheres, BLL tem fundamental importância.

 

 

4 – Veep (2012-) – Estrelada por Julia Louis-Dreyfus (Seinfeld), a comédia mostra a rotina de uma vice-presidente dos Estados Unidos, Selina Meyer, e como a cadeira que a mesma ocupa não lhe é tão agradável como ela procura mostrar. Aqui, o ponto alto é a dinâmica entre Dreyfus e seu elenco coadjuvante. Ao lado de Anna Chlumsky (Meu primeiro amor), Tony Hale (Arrested Developmnet) e Red Scott (My Boys), o texto ganha ritmo e um tempo cômico preciso. Um exemplo disto, são as cenas nas quais a personagem de Hale pega o álcool gel para limpar as mãos de Selina. Apesar de tentar agradar, ele é extremamente desengonçado e sempre embola as frases que tem que dizer, com a ação que precisa performar. A série também foi bastante premiada nos últimos anos, levando muitos Emmy Awards, principalmente na categoria Melhor Atriz, para Dreyfus.

 

 

 

3 – Família Soprano (1999-2007) – Com seis temporadas no ar, Família Soprano foi um marco na história das séries dos Estados Unidos. Com o que os pesquisadores acadêmicos e a crítica especializada chamam de “Quality TV” (TV de qualidade), a série elevou o conceito do público sobre produções televisivas. Isto porque possuía direção, interpretação, trilha sonora e roteiro bem elaborados. Um dos aspectos dramatúrgicos que chamavam a atenção era o fato do de que o conflito não era o mais relevante na trama e sim como todas estas questões chegavam no protagonista, Tony Soprano (James Gandolfini). Também premiadíssima, Soprano marcou presença em diversos Emmy Awards e Globo de Ouro, durante seu tempo de exibição. A forma como a narrativa era explorada e como as atuações contribuíam para tal intento, fazem da série uma das melhores da HBO e de todos os tempos.

 

 

 

2 – Sexy and the city (1998-2004) – Baseada no livro homônimo da Candace Bushnell, a série fala sobre a vida de quatro amigas novaiorquinas, seus conflitos amorosos e sexuais. O seriado teve bastante relevância, não apenas por sua qualidade técnica, mas por explorar questões sobre a intimidade da mulher, seus objetivos de vida e sua forma de se relacionar, de maneira aberta e exposta. Com episódios de 20 a 30 minutos, narrados pela protagonista, Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), a narrativa seguia como uma espécie de crônica. Atualmente, Sex and the city pode não parecer tão ousada quanto na passagem dos anos 1990 para os 2000, porém ela possuía um girl power e uma forma direta de tratar o sexo que nunca tinha sido visto antes na televisão. Aqui, também fala-se de uma produção premiada. Foram oito Globos de Ouro e mais de dez Emmy Awards.

 

 

1 – Game of Thrones (2011-) – Aposto dez paçocas que você correu para o final da lista para procurar esta série! Baseada na saga escrita por George R. R. Martin, Game of Thrones é uma história de fantasia que conquistou o mundo inteiro. Com dragões, planos diabólicos e personagens que passam longe de serem planas, o seriado é marcado por mortes inesperadas, a presença de mulheres fortes e corajosas e cliffhangers bem elaborados. Obviamente, GOT já venceu Globo de Ouro e Emmy Awards, mas a sua maior característica é a popularidade com o público. Ainda assim, Game of Thrones consegue algo complicado que é agradar a crítica e os espectadores. Mas, não é à toa que a produção tem essa popularidade. Ela consegue agregar bons efeitos visuais, bom roteiro e atuações e um forte carisma das personagens. Por estas razões, GOT ocupa o primeiro lugar desta lista.

 

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